quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Ninguém dá pontapés num cão morto

Li há pouco um livro fantástico e inspirador de Dale Carnegie. Nasceu em 1888 e morreu em 1955, no Missuri, EUA, mas ainda hoje as suas palavras valem mais do que... ouro. Teve uma vida difícil, muito problemática mesmo, mas acabou por superar dificuldades, críticas e preocupações. Pôs tudo em livro e considero-o o primeiro guru da gestão da vida, do auto-conhecimento. Alguns dos seus seguidores contemporâneos, Darren Hardy, Deepak Chopra, Robin Sharma e tantos outros, são o espelho e os percursores de Dale Carnegie e de um novo paradigma de vida. Todos os respeitam e é citado em publicações em todo o mundo.

Ninguém dá pontapés num cão morto, «não nos preocupemos com a crítica alheia», escreve Carnegie. Quanto mais importante é um ser, mais satisfação os outros sentem em fazer-lhe mal. «Quem for atacado ou criticado deve lembrar-se de que isso acontece porque há um sentimento de importância a quem o pratica» (...) «As pessoas vulgares sentem imensa satisfação com as faltas e as loucuras dos grandes homens».
O conselho sensato sobre a crítica é «Não nos preocupemos com a crítica alheia». Muitas pessoas sofrem imenso quando alguém os critica severamente, deixando-as de rastos, com a auto-estima numa lástima. O que interessa reter é que as críticas podem ter uma hierarquia de dois patamares:
1 - As que nos fazem crescer e nos dão pistas para melhorar a nossa vida. A essas é necessário prestar-lhes atenção, retê-las.
2 - Mas todas as outras, severas, injustas, que apenas nos destroem a motivação e a auto-estima, devemos entendê-las como «cumprimentos disfarçados». Afinal, como escreve Carnegie, «ninguém dá pontapés num cão morto».
«Como Evitar Preocupação e Começar a Viver» é o título do livro de Dale Carnegie. Aconselho-o vivamente, é para ler a pouco e pouco e ainda por cima é vendido a um preço impossível, 6,50 euros.