terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A lição do rhesus

Em sequência o post abaixo, «Liderança deplorável», retire-se daqui algo de útil:
Estudos feitos com macacos rhesus levaram investigadores a testarem a introdução de novos alimentos em grupos na floresta. Estes grupos caracterizavam-se por serem reduzidos, possuírem lideranças controladoras e muito restritas, com um grande sentido de posse sobre o território, demarcado vincada e hostilmente.

Porque se comportavam assim? Por escassez de alimento e por segurança. Mas a primeira razão é a mais forte e que justifica tal comportamento territorial.
Como introduzir então nestes grupos um novo alimento? Duas formas. A primeira é imediata, o que quer dizer que todo o grupo consumirá de imediato o alimento disponibilizado. A segunda forma é também eficaz, porém mais lenta.

Bom, para que o grupo consuma de imediato o alimento introduzido, o melhor que pode acontecer é o líder aceitá-lo. A partir do momento que o mete à boca e o mastiga, todos tentam desesperadamente imitá-lo. Daí ao hábito é um foguete.
A segunda forma é fazer com que os mais afoitos, aventureiros, digamos até inconscientes, que são naturalmente os espécimes jovens, consumam os novos alimentos. Mesmo desconfiados e renitentes, os mais velhos lá vão, a pouco e pouco, experimentando.

O tal líder de que falei no post anterior deveria saber como os hábitos são introduzidos e qual o poder do líder sobre quem supostamente o segue.