quarta-feira, 28 de julho de 2010

Chegar ao destino sem fazer a viagem

É uma espécie de teletransporte. Quando se quer atingir objectivos num evento único. Muita gente, gente de mais, aspira a atingir um estádio de evolução ou estatuto de um momento para o outro. Julgando não ser necessário o processo. Mais: recusam-no e esperam por um evento milagroso que os leve ao topo.

Lembro-me sempre do «Eu gostava de ser chefe. Se eu fosse chefe…». Ou então o «Eu gostava de ter uma empresa». Muito bem. É legítimo. Mas o que fez a maior parte desta gente para atingir este objectivo? Muito pouco… Ou nada. Que livros leram? Que formação específica fizeram? Nada. Talvez muito pouco.
Se não há treino, não há resultado satisfatório. Que fez o futebolista Ronaldo para atingir tal nível de qualidade? E o Maradona? E o basquetebolista Michael Jordan? E o tenista Roger Federer ou o golfista Tiger Woods?

Sim, claro, trabalharam muito e durante muitos anos, até chegarem ao topo. O exemplo dos desportistas ilustra mais facilmente o fenómeno. É que no desporto não é possível contornar o processo… Já nas empresas, o sistema pode ser como que viciado com a intervenção de amigos, familiares ou conveniências. E os resultados aí, mais tarde ou mais cedo, reflectem-se negativamente, na performance, na inovação, na criatividade…


Sobre o sucesso, John Maxwell lembra: «Sucesso não acontece de um momento para outro, Sucesso é um processo». Um processo de aprendizagem, de experiências, de amadurecimento, de conhecimento, de disciplina, de consistência.

E Jim Rohn afirma sobre o fracasso: «Fracasso não é um evento cataclísmico. É antes a soma de pequenos fracassos diários, semanais, mensais, anuais. Se tem 5 cartas para escrever hoje mas só consegue enviar 2, tens 3 pequenos fracassos. Se tinha 10 telefonemas a fazer mas só fez 4, pode somar mais 6 fracassos. Já são 9 e o dia ainda não acabou.» E assim por diante.

Se quer ter sucesso, tem de estabelecer o preço que deverá pagar por aquilo que deseja. E estar disposto a pagar esse preço. O sucesso é um processo que, em primeira instância, é medido pelo tamanho das suas ideias. Quanto maiores, maior poderá também ser o processo, o investimento, o esforço, o tempo de espera…

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mentalmente gordos…


Uma verdade inquestionável foi o que o professor catedrático de Antropologia da universidade americana de Harvard, Andrew Oitke, escreveu no seu livro «Mental Obesity». A obra é revolucionária. Oitke considera a «Obesidade Mental» o pior problema da sociedade moderna.
Os efeitos da forma como alimentamos o físico é semelhante à forma como alimentamos o cérebro. Com consequências ainda mais nefastas.

Escreve Oitke: «A nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos do que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns do que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hambúrgueres do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»

E onde reside a origem deste problema? Nos pais e na Escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. E como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas?»
Adivinhem que tipo de vida e de pensamentos terão com esta dieta: adrenalina, violência, acidentes, discussão, etc. Haverá lugar para uma vida saudável no futuro?

No capítulo «Os Abutres», Oitke escreve: «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular. (…) Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»

«(…) O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades (…). Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata do fim da civilização. É só uma questão de obesidade.
O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.»

Permita-se à sua liberdade. Os mais esclarecidos pensadores do nosso tempo, do desenvolvimento pessoal, do bem-estar mental e físico, são unânimes: Não veja telejornais, filmes violentos, novelas e talk-shows. Permita-se a optar pela sua liberdade.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ants lesson: four-part philosophy

«I think everybody should study ants. They have an amazing four-part philosophy. Never give up, look ahead, stay positive and do all you can.» —Jim Rohn

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Ter controlo sobre si próprio

Estou a ler o extraordinário livro de Tony Robbins, «Poder Sem Limites». As lições são tantas e tão profundas que tocam bem no fundo de nós. As nossas representações mentais sobre a realidade e as nossas crenças limitam-nos profundamente. Impedindo-nos de libertar o nosso potencial criativo e inovador. Deixamos que o nosso talento fique prisioneiro. Tony ensina como tornar pequenas e insignificantes as crenças limitadoras e fazer explodir a nossa energia potencial. Tony escreve: «Pode viver a sua vida de uma de duas maneiras.

1 - Pode deixar o seu cérebro comandá-lo como no passado. Pode deixá-lo enviar-lhe qualquer imagem, som ou sentimento e responder de forma automática, como se fosse o cão de Pavlov a responder ao toque de uma campainha.

2 - Ou pode escolher dirigir de forma consciente o seu cérebro. (…)

Debatemos questões dentro de nós ou tentamos ganhar velhas discussões ou resolver questões antigas. Se isso lhe acontecer, baixe simplesmente o volume. Torne a voz dentro da sua cabeça mais suave, mais longínqua e mais fraca. (…)
As pessoas de sucesso sabem como aumentar o volume das coisas que as ajudam e como desligar o som das que o não fazem.

A física quântica diz-nos que as coisas não mudam lentamente ao longo do tempo – dão saltos quânticos. Saltamos de um nível de experiência para outro. Se não gosta da forma como se sente, mude o que você representa para si próprio. É tão simples como isso. (…)»

O falecido Jim Rohn alertava para o seguinte: «If you will change, everything will change». Mude o que está ao seu alcance. Se você mudar, tudo muda à sua volta. As suas escolhas, os seus relacionamentos, os comportamentos e atitudes, a sua vida. Rumo ao sucesso.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Can a poor person become wealthy?

Can a poor person become wealthy? Of course! The unique combination of desire, planning, effort and perseverance will always work its magic. The question is not whether the formula for success will work, but rather whether the person will work the formula.
That is the unknown variable. That is the challenge that confronts us all. We can all go from wherever we are to wherever we want to be. No dream is impossible provided we first have the courage to believe in it.

Jim Rohn

Speaking human

pink
Daniel Pink is one of my favourite thinkers. This month, Sunday Telegraph has published an article about the «dialect bizarre, distanced, and vaguely incoherent that we often use in business». Some weeks ago I wrote a post about structured communication among people at work, based on Lynda Gratton research.

Here is what Pink has writen: «Jason Fried, co-founder of the American software firm 37 Signals and co-author of ReWork: Change the Way You Work Forever, finds the language of that statement almost as inhuman as the problem that prompted it.
Not too long ago, Fried saw a similar, though less calamitous, disaster in a Chicago cafe. A woman had just purchased a large cup of coffee. On the way to sit down, she tripped, and spilled the entire contents all over another customer.
Here’s what she said: “I’m so sorry. I’m so, so sorry.”
“If someone is really, truly sorry,” says Fried, “that’s how they respond.”
But in business we rarely talk like that. Instead, we resort to a weird and inadvertent bilingualism. We speak human at home and “professionalese” at work. And that might be hurting our businesses more than we realise. (...)

In a world awash in information and choices, clarity is now a source of competitive advantage, says Fried. “The real winners in business are going to be the clear companies. Clarity is what everybody really wants and appreciates.”»

We realise that something must change in the field of communication. The world lives now among a feeling of distrust. The structured speeches are becoming old fashioned. As Pink writes, «we need clarity», that leads to honesty. Structured conversation always hides something and is based on status quo.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Forrest Leader Gump

Last weekend I watched Forrest Gump movie for the second time in years. My opinion about the quality of the film hasn’t changed. Forrest was a simple guy with a lack of IQ. Nevertheless he became a great leader, a very rich, famous and respected man.

Indeed, the movie is a complete lesson of leadership. What did Forrest do to become a leader? Simply he was himself… But he had something really different from other people, anyway. Here’s some crucial qualities that lead him to be a great man:

Focalization / Discipline / Determination / Simplicity / Honesty / Integrity / Respect / Compassion / Tolerance / Humility / Confidence / Concentration

He succeeded in life with simplicity. Helped, respeted and loved his fellows.

Forrest determination created hot spots to many people. People who had ideas, who had ideals, but were looking for a meaning in their lives. Politics, movements against war, religion, racial right, etc. Forrest only had a loved woman and dreamed all his life with her. He cared about his mother, his loved girl and his mother.


It is worth reviewing this movie to learn about humankind and leadership...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O que faz as pessoas afastarem-se do risco?

Mais um ensinamento brilhante que John Maxwell nos traz neste livro absolutamente fantástico, Failing Forward, cuja leitura estou terminei há pouco.
Por norma, todos os especialistas em desenvolvimento pessoal afirmam que o risco é nosso amigo, assim como a adversidade. São fontes de crescimento, de maturidade, de fortalecimento. Será mesmo a alavanca do sucesso. Mas se é assim, porque será que temos sempre medo e recusamos a aceitar o risco como amigo? Aqui estão as seis armadilhas enumeradas por Maxwell que impedem que o aceitemos:

1 - A armadilha da vergonha - Porque ninguém gosta de fazer má figura, aos pequenos fracassos é atribuído muita importância.
Solução - A única forma de evoluir é essa mesma, a de ir falhando e ir avançando. Não dar importância a pequenos fracassos.

2 - A armadilha da racionalização - Se arriscar e falhar, sentirá menos arrependimento do que se não fizer nada e falhar na mesma. A racionalização leva a que adiemos, a que tentemos adivinhar tudo o que fazemos. Protelamos então a passagem à acção.

3 - A armadilha da expectativa irrealista - Não se convença que os ventos serão favoráveis, pois o sucesso dá trabalho. Atente neste provérbio: "Se não há vento, reme."

4 - A armadilha do sentido de justiça - Dick Butler desenvolve a ideia: "A vida não é justa. A vida não vai ser justa. Pare com as lamúrias e os queixumes e trate de fazer com que a vida aconteça para si."

5 - A armadilha do sentido de oportunidade - Acreditamos demasiado que há um momento certo para fazer tudo, sendo que esse momento não é agora. Não use o sentido de oportunidade como desculpa para protelar.

6 - A armadilha da inspiração - Palavras de Oscar Wilde: "A diferença entre um escritor amador e um profissional é que o primeiro escreve quando lhe apetece, o segundo escreve independentemente da vontade".

O que se pode concluir é que uma das formas de evitar estas armadilhas é passar à acção, independentemente do medo, da vergonha, do sentido matemático da oportunidade e da probabilidade de haver alguns fracassos neste percurso.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O grande papel da adversidade na vida

Ainda sobre este fascinante livro de John Maxwell, Failing Forward, que estou a acabar de ler agora. Esta obra foi best seller no New York Times.

E diz Maxwell:
«Para concretizar os seus sonhos, o leitor tem de aceitar a adversidade e fazer do fracasso uma parte normal da sua vida. Se não está a falhar, é provável que não esteja realmente a avançar...»

A verdade é que a adversidade cria capacidade de resistência. Um estudo publicado na revista Time, há cerca de duas décadas, descrevia a incrível resistência de um grupo de pessoas que haviam perdido o emprego por três vezes na sequência de encerramentos fábricas.

O psicólogos estavam à espera que estas pessoas se sentissem desanimadas, mas, ao contrário, «estavam surpreendentemente optimistas. A adversidade pela qual haviam passado tinha, de facto, criado uma vantagem. Uma vez que já tinham perdido um emprego e encontrado outro pelos menos mais duas vezes, elas eram mais capazes de lidar com a adversidade do que as pessoas que tinham trabalhado toda a vida para uma única empresa e que se viram de repente no desemprego».

Portanto, o que este fenómeno prova é que os fracasso fazem falta e são parte integrante do sucesso. Quem nunca falhou na vida é porque esteve confortável de mais. Vejamos as palavras de um dos mais famosos gurus de liderança, John Kotter:
«Consigo imaginar um grupo de executivos há vinte anos a falar de um determinado candidato para uma posição de topo e a dizer que "este tipo teve um grande fracasso aos 32 anos". Consigo imaginar esse mesmo grupo de executivos a falar de um candidato nos dias de hoje e a dizer que "o que me preocuipa sobre este tipo é que ele nunca falhou".» ...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Quando ser bem-sucedido corresponde a fracassar

Portugal in his best. Now, a new rule: Students who fail the 8.º year exam can pass to 10.º. But students well-succeded at 8.º year exam, only pass to 9.º. Seems statistics are much more important than education and real development... That is the first resource a country must invest in.
Here is the idea of success: The student who wants to be bad or problematic, doesn't have any chances. The worse the better. This rule turns on success what the student had thought be a failure

Uma obra dos centros de decisão portugueses. Na última página da revista do Expresso de 19.06.2010, tive oportunidade de ler um texto absolutamente brilhante, irónico e sarcástico, mas carregado de uma verdade lamentável. O autor do texto, que assina como comendador Marques de Correia, escreve assim este pedaço que seleccionei:

«... Conseguimos outro feito absolutamente notável: os estudantes que tiverem aproveitamento no 8.º ano passam para o 9.º, mas os que não tiverem passam para o 10.º. A ideia subjacente a esta medida é fascinante, não só porque liberta o aluno da pressão do sucesso como transforma em sucesso o que o aluno julgava ser um insucesso. Deste modo, aquele estudante que quer ser problemático ou mau aluno, não tem hipóteses, quanto pior for, mais avança. Esta ideia tem aplicações óbvias na Economia e na Gestão (...). Imaginem se os Estados tivessem como recompensa de se endividarem o facto de receberem ainda muito mais dinheiro! Ninguém se endividava, porque a quantidade de dinheiro recebida seria superior à capacidade de endividamento. Imaginem que as empresas promoviam apenas os trabalhadores incompetentes. O que se passaria? O conceito de incompetência desapareceria, porque os incompetentes dirigiriam as empresas (...)»

Há uma máxima conhecida em gestão que diz: «De vitória em vitória, até à derrota final.» Leva-se avante, vai-se conseguindo o que se quer sem olhar a meios, e depois, um dia, a verdade cruel bate à porta.