quinta-feira, 1 de julho de 2010

Quando ser bem-sucedido corresponde a fracassar

Portugal in his best. Now, a new rule: Students who fail the 8.º year exam can pass to 10.º. But students well-succeded at 8.º year exam, only pass to 9.º. Seems statistics are much more important than education and real development... That is the first resource a country must invest in.
Here is the idea of success: The student who wants to be bad or problematic, doesn't have any chances. The worse the better. This rule turns on success what the student had thought be a failure

Uma obra dos centros de decisão portugueses. Na última página da revista do Expresso de 19.06.2010, tive oportunidade de ler um texto absolutamente brilhante, irónico e sarcástico, mas carregado de uma verdade lamentável. O autor do texto, que assina como comendador Marques de Correia, escreve assim este pedaço que seleccionei:

«... Conseguimos outro feito absolutamente notável: os estudantes que tiverem aproveitamento no 8.º ano passam para o 9.º, mas os que não tiverem passam para o 10.º. A ideia subjacente a esta medida é fascinante, não só porque liberta o aluno da pressão do sucesso como transforma em sucesso o que o aluno julgava ser um insucesso. Deste modo, aquele estudante que quer ser problemático ou mau aluno, não tem hipóteses, quanto pior for, mais avança. Esta ideia tem aplicações óbvias na Economia e na Gestão (...). Imaginem se os Estados tivessem como recompensa de se endividarem o facto de receberem ainda muito mais dinheiro! Ninguém se endividava, porque a quantidade de dinheiro recebida seria superior à capacidade de endividamento. Imaginem que as empresas promoviam apenas os trabalhadores incompetentes. O que se passaria? O conceito de incompetência desapareceria, porque os incompetentes dirigiriam as empresas (...)»

Há uma máxima conhecida em gestão que diz: «De vitória em vitória, até à derrota final.» Leva-se avante, vai-se conseguindo o que se quer sem olhar a meios, e depois, um dia, a verdade cruel bate à porta.