sexta-feira, 29 de outubro de 2010

«If you are not fast, you are food»

As grandes marcas têm grandes slogans. A Timberland criou «If you are not fast, you are food» («Se não fores rápido, serás alimento»).

É uma frase associada a um modelo de ténis. Mas pode ser aplicada à vida. E dá que pensar. Se não fores rápido és alimento. Se não fores rápido, és comido. Os nossos tempos são de rapidez. Rapidez na acção, nas ideias, na inovação. Mas como a rapidez é inimiga da perfeição, atente-se aos erros e às catástrofes financeiras e económicas a que esta rapidez conduz. Corre-se rápido para algo desconhecido. Porém, não se pode parar. Há que ser criativo e inovador. Que são coisas diferentes.

A CRIATIVIDADE gera ideias, a INOVAÇÃO alia-se à concretização. A associação das duas gera o resultado. Uma não vive sem a outra. José Bancaleiro, um português expert em RH, alerta para «a falta de preparação da esmagadora maioria dos líderes, que não tem habilidade para lidar com as duas vertentes».

Acredito que sim, pois estão sempre e demasiadamente preocupados com o status e com a forma de manter o lugar de… chefe. A criatividade é estrangulada desde cedo e o processo assassino continua ao longo da vida. Principalmente, quando chegamos ao mercado de trabalho... E nos obrigam a burocratizar-nos. A começar pelo horário. E a acabar numa «pipa» de regras e procedimentos.

A minha amiga Ângela Bárcia enviou-me este vídeo de Ken Robinson. São 19 minutos de ritmo de humor preocupante sobre a criatividade, ou a forma de a matar.



Se não houver criatividade correremos para onde? Seremos rápidos em relação a quê e para quê?