quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ainda o «Truque» e o que é um cliente? (II)


(in Portuguese)
Cliente não é quem entra no café, cliente não é quem pede o café, cliente não é quem bebe o café, cliente mesmo é quem paga o café

E em sequência do TRUQUE, aqui vai mais uma história e uma ideia.
A senhora é comercial, trabalhou numa empresa de renome, arranjou uma carteira de clientes, facturava bem anualmente. Resultado, a senhora convenceu-se que dava muito dinheiro a ganhar ao patrão e vai daí «vou montar uma empresa. Porque hei-de estar a dar dinheiro a ganhar aos outros?».

A senhora cria então a empresa. Uma editora de pubicações. A senhora marca reuniões e reuniões, a senhora tem algo para vender, enumera os seus predicados profissionais, promete volumes de negócios avultados em curto espaço de tempo, pede preços especiais de arranque. Distribuição, impressão, etc. Ninguém duvida da sua competência, confiam na experiência, já tinham ouvido falar dela, acreditam nas suas promessas. A senhora prolonga as reuniões, torna-as quase monólogos autocentrados.

Mas nesta crise, a senhora vai conseguindo só alguma publicidade e muitas promessas da mesma para os meses seguintes. A senhora vende a palavra e fica também com a palavra dos outros. Prometida. Alguns ainda lhe compram a palavra. E a senhora queixa-se, queixa-se muito da resistência de quem promete. Pois. Já não é a mesma coisa. Dantes, com uns telefonemas a coisa rolava e facturava-se bem... Mas agora!!!...

Porém, a senhora lá vai conseguindo convencer alguns poucos, incautos e crentes, com a palavra e com a promessa. Consegue bons preços, sem garantia de pagamento, mas consegue. De vitória em vitória, lá vai conseguindo vencer pequenas batalhas. A senhora é o máximo.

Mas então chega a hora da verdade. Porque a senhora não paga. A senhora falta à palavra, a senhora incomoda com os avanços e os recuos, os adiamentos, a senhora importuna com as sua promessas sucessivas. E a senhora diz: «Eu sou vossa cliente, é só uma questão de tempo». Pois é!
Mas todos sabem e sentem que: Cliente não é quem entra no café, cliente não é quem pede o café, cliente não é quem bebe o café, cliente mesmo é quem paga o café. E este princípio serve para todos os negócios. Só quando se paga se fica a ser cliente.

Chamam cliente a quem entra no café por presunção de que se vai efectuar um pagamento de serviço, que compõe o café, o desgaste da máquina, o trabalho do empregado, a lavagem da chávena e a limpeza do estabelecimento.
Portanto, o Dizer já não se compra tanto. A Promessa ainda menos. O que se compra mais agora é o FAZER. Esse é o grande negócio.


(in English)
Still about TRICKS, here's another story and an idea (II)

Client is not who come in the cafe, customer is not who asks for a coffee, customer is not who drinks the coffee, customer is even who pays the coffee

The lady is merchant, has worked in a reputed company, got a portfolio of clients, and has made good money in the last couple of years. So, as the lady was convinced that has given to much money to the boss, then thought «I'll start a company. Why should I be giving money to others?»

Then, the lady created a company. An editor of press publications. She schedule meetings and meetings, the lady has something to sell, she lists its professionals predicates, she makes huge promises of revenues in a short time, ask for special prices for starting. Distribution, printing, etc... No one doubts their competence, they rely on experience, had heard of it, believe in their promises. The lady stay too much time in the meetings, making self-appraisal monologues.

But in nowadays crisis, the lady only gets some publicity and lots of promises of investment for the following months. The lady is selling the word and get also the others word. Promise. And she complains, complains, because of the resistance. It is not the same thing. Formerly, with some calls things rolled up well... But now!!!...

But the lady after all is able to convince a few, unsuspecting believers, with their words and promises. Achieves good prices, without guarantee of payment. From victory to victory. The lady feel she's the best.

But then comes the moment of truth. Because she doesn't pay. She lacks the word, the lady bugs with advances and setbacks, the postponements, the lady bothers with successive promises. And the lady says: «I am your customer, it's just a matter of time, you know!». Yeah, all people know!

We all know and feel that: Client is not who come in the cafe, customer is not who asks for coffee, customer is not who drink coffee, customer is even who pays the coffee. And this principle holds true for all businesses. You are customer after pay the bill.
We call customers who comes in the cafe as a presumption that it will make a payment for the whole service.

So, the more you buy now is the DO. This is the big business.