terça-feira, 30 de novembro de 2010

A aposta no medo e na preocupação

Alguns sinais comuns nas empresas tóxicas: Medo e Preocupação. Estas organizações apostam muito no controlo comportamental através das preocupações. Colaboradores preocupados e medrosos são mais domáveis e servem os interesses das chefias dominadoras e territoriais. Interesses pessoais, portanto. De statu, de sentimentos de poder.

Identificar estas características é relativamente simples, mesmo num primeiro momento. Afinal, toda a envolvente fala por si. A forma como se movimentam as pessoas, como dialogam, o aspecto do espaço de trabalho, o mobiliário. Concentre-se nestes pontos e sinta o feedback do seu corpo e da sua percepção. Conforto? Apreensão? Entusiasmo? Desconfiança?
Admitamos que começa a trabalhar numa empresa após a tal primeira visita: Um segundo momento de avaliação é atentar nas expressões e frases-chave que dominam a comunicação. Adianto desde já as mais características expressões em organizações onde o mal-estar, o medo, o receio e a preocupação são o chamado pão-nosso-de-cada-dia. Por experiência própria.

- Não há dinheiro - Isto está mau - Pode haver despedimentos
- Temos de cortar - Há muita gente aí fora para trabalhar
- Temos aí muitos currículos - Arranja-se gente para trabalhar muito barato
- Se não gostas, a porta é a serventia da casa -

Cria-se assim o hábito da insegurança, da carência, do caos, da preocupação. As pessoas sentem-se em perigo, ameaçadas e permanecem constantemente em alerta de sobrevivência.

Empresas com ansiedade incutida, receio ou preocupação são empresas infelizes. Que relacionamentos pessoais e de trabalho se têm com sentimentos como o medo, a ansiedade e a insegurança? A hipotética do medo, da ameaça, do perigo gera o quê? Produtividade? Parece que não. Inovação? Parece que não. Criatividade? Parece que não também. Gera tormento, atitudes defensivas e reservadas. E estas não são potenciadoras de sucesso e de bom desempenho.

Se trabalha numa empresa com estes sinais, pense em mudar. Aprenda para já o mais possível e parta para outra. Em sequência do que escrevi no post anterior, não fique doente. É bem pior.