quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

The Little Goat made a choice...

The story of Mr. Séguin's Little Goat, of Alphonse Daudet, alerts us to a dual reality. Right or wrong, depends on the choice we make. Would it be a bad choice if we chose the path of constraints but at the same time safety and stable? Or would it be a bad choice if we, instead, chose the path of freedom but at the same time of insecurity, adventure and diversity? Mr. Séguin's little goat made a choice.

The little goat lived in complete safety, well fed, protected from the hardships of their own existence. Admittedly, had no room to run, had no access to the diversity of life, but she had everything she needed to live peacefully. Further has an owner who treated her well, which daily removed the milk and liked her very much. She was a lovely little goat, docile, affectionate, leaving milk without stirring, without putting their feet in the bucket.

Everything went well until one day she began to look at the mountain and realized that the world and life did not end there. So began thinking about how should be well up there, jumping between the vegetation without the damn rope around her neck!...

From that moment she seemed insipid. Befallen her boredom. Lost weight. The milk has declined. It was painful to see her dragging the rope all day, but looking the mountain.  Mr. Séguin, the owner, was very upset, even worse when the little goat said to him: «Mr. Séguin, I'm not happy in this house, let me go to the mountain.»

The man stunned, became enraged. He offered to the little goat more pasture extending the rope and tried to find what she needed, but the little goat tried again: «I want to go to the mountain, Mr. Séguin.»
Then the owner used a second strategy. The fear: «But, my little goat, don't you know there's a wolf in the mountain? What will you do when he comes? He already ate a lot of goats, greater than you...»
But again the little goat insisted: «It doesn't matter, Mr. Séguin, let me go to the mountain.»
 Then came a position of strength: «Well, no ... I'll save you, to your regret! And because I am afraid that the rope breaks, I'll close the barn, and you'll be there forever.» The problem is that he forgot to close a window (after all, there is always a window...). And the little goat escaped...

Oh, how happy little goat became! No rope, no yoke, nothing in the way and lots of tasty grass, thousands of plants too... It was all very different from Mr. Séguin's house. With a forest full of wild flowers, the little goat rolled along the slopes. Even a young fawn had the luck to please to the little goat. The couple got lost in the woods for an hour or two. What a day, what a dream for the little goat.
Suddenly the wind cooled. The mountain became violet. It was the night... And with it the wolf, UUUUU! Uuuuu!

Down there, the horn of Mr. Séguin screamed one last call for the little goat back... But she didn't want to come back, remembering the yoke, the rope and the fence. She thought it was better to stay. The horn did not sound more...

Sudenly, The little goat heard behind her a rumor of leaves. She turned and saw the shadow of two short ears with two eyes that glittered... It was the wolf. (...)
Then the monster moved, and her little horns began to dance against the wolf. So brave little goat was. One after another, she redoubled the investees, and the wolf bites...

Until the goat, so exhausted from the struggle to resist itself was spread over the whole land spotted with blood... Then the wolf threw himself on the little goat and devoured her.

A cabrinha do Sr. Séguin tomou uma decisão

A história da Cabra do Sr. Séguin, de Alphonse Daudet, alerta-nos para uma realidade dual. Certa ou errada, qualquer uma delas depende da nossa escolha. Será mau escolher a via das restrições, dos condicionamentos e das limitações mas ao mesmo tempo da segurança, do recato, da rotina e da estabilidade? Ou será mau escolher a via da liberdade, das alternativas e das hipóteses mas ao mesmo tempo da insegurança, da aventura e da diversidade? A cabra do sr. Séguin escolheu um caminho, tal qual as suas antecessoras. Aceitam-se opiniões.

A cabra vivia em completa segurança, bem alimentada, protegida das agruras da própria existência. É certo que não tinha espaço para correr, não tinha acesso à diversidade da vida, mas ela tinha tudo o que necessitava para viver tranquilamente. Ainda por cima um dono que a tratava bem, que lhe tirava o leite e que gostava muito dela. «Era um amor de cabrinha, dócil, carinhosa, deixando-se ordenhar sem se agitar, sem meter os pés no balde.»
Até que um dia se pôs a olhar a montanha e percebeu que o mundo e a vida não acabava ali. Havia muito mais a descobrir. E pôs-se a pensar como se devia estar bem lá em cima! saltar entre a vegetação, sem a maldita corda que esfolava o pescoço!...
«A partir desse momento a erva do cercado pareceu-lhe insípida. Sobreveio-lhe o tédio. Emagreceu. O leite diminuiu. Dava dó vê-la arrastar a corda o dia inteiro, a cabeça voltada para o lado da montanha, a venta aberta, fazendo “mé”... tristemente.» E disse ao dono aquando da ordenha: «Sr. Séguin, eu enlangueço em sua casa, deixe-me ir à montanha.»
O homem entonteceu, enfureceu-se, admirou-se com aquela pretensão. Ofereceu à cabrinha um pouco mais de pasto alargando-lhe a corda, procurou saber o que lhe faltava, mas a cabrinha: «Quero ir para a montanha, Sr. Séguin.»

E o seu dono passou a uma segunda estratégia. A do medo. «Mas, desgraçada, tu não sabes que há o lobo na montanha? Que farás quando ele vier? O lobo pouco se importa com os teus chifres. Ele comeu cabritas muito mais chifrudas do que tu...
E a cabra insistia: «Isso não importa, Sr. Séguin, deixe-me ir à montanha.»

Como o aliciamento e o medo não resultaram, então veio a posição de força: «Pois bem, não... Eu te salvarei, a teu pesar, velhaca! E, porque receio que rompas a corda, vou fechar-te no estábulo, e ali ficarás sempre.» O problema é que se esqueceu de uma janela aberta (porque afinal há sempre uma janela...). E a cabrinha lá foi...

Como a cabra ficou feliz! Nada de corda, nada de canga... nada que a impedisse de pular, de pastar à sua maneira... E quanta erva havia lá! Até lhe ultrapassava os chifres, e que erva! Saborosa, fina, recortada, feita de mil plantas... Era muito diferente do capim do cercado. E as flores, toda uma floresta de flores selvagens, a cabra espojava-se com as pernas para o ar e rolava ao longo das encostas.

«Até um jovem gamo de pelagem negra teve a sorte de agradar a Branquinha. Os dois namorados se perderam entre o bosque, durante uma ou duas horas. De repente o vento esfriou. A montanha tornou-se violeta. Era a noite... E com ela o lobo, Uuuuu! Uuuuu!

Lá em baixo, a trompa do Sr. Séguin gritava num último apelo para que a cabrinha voltasse... Branquinha teve vontade de voltar, mas lembrando-se da canga, da corda, da cerca do curral, pensou que já agora não mais se podia afazer àquela vida, e que era melhor ficar. A trompa não soou mais...
A cabra ouviu atrás de si um rumor de folhas. Voltou-se, e viu na sombra duas orelhas curtas, muito direitas, com dois olhos que reluziam... Era o lobo. (...)
Então o monstro avançou, e os pequenos chifres começaram a dança.
Ah! a valente cabrinha, como lutava com todas as forças! Uma após outra, Branquinha redobrou as chifradas, o lobo as dentadas...
Até que a cabrinha, exausta de tanta luta para resistir, ela própria se estendeu por terra toda malhada de sangue... Aí o lobo atirou-se sobre a cabrinha e a devorou.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ensitel caught by social media for trying to silence a costumer

Beware of these shops
The mobile phone retail company Ensitel is facing a problem because of bad costumer service. Some years ago, one of the company stores based in Lisbon sold a mobile phone Nokia to a customer, a lady. Nevertheless, after a week, the phone display lost its light. At that moment the customer, who tells the hole story in her blog, http://www.jonasnuts.com/, started a real nightmare. The company refused to change the phone or solve the problem, and after several months of correspondence exchange, the case went to court, that, unfortunately, as usual in Portugal, was postponing the decision. Note that, by law, the issue was clear: Ensitel had only to deliver new equipment to the client or return his money. Nothing happened however and until recently... (...)

Today, December 29, I've read in a daily newspaper and in a weekly one that Ensitel appealed to the court in order to compel the customer and blogger to withdraw from her blog all the posts that told the hole story. The story of a nasty customer service provided by Ensitel.

What happened then? Instead of protecting itself from the real truth, we can now realize the great role of social media. Ensitel is tarnished in Facebook and Twitter. The costumer voice can't be banned from the net. Shame on Ensitel and its service. And, by the way, what is happening to Justice system in my country?

I, Me and Mine

There are many people who take long time saying «I», «my» and «me». They spend most of the time praising themselves, selfishly focusing on their own. Usually they get scared if someone around is shining. It is mainly these type of people that make workplaces poorer, overshadowing all with their self-praise, to much talking, interrupting and shouting (even worse when they are incompetent). Nevertheless, this kind of people live in permanent pain. To feel well, they need to have power, so they fight for it all the time.

A more open attitude would make them happier and healthier. It's all in the books, is available to anyone. On this theme, Dalai Lama, in one of his speeches, says this words:
«In America, a scientist who was attending a conference presented a study which showed that people who often use the words "I", "My" and "Me", being self-centered people, who see themselves as very important, are at greater risk for heart attacks. The reason for this seems quite simple. People with self-centered mindset have a very narrow and limited attitude. Thus, a small problem that arises seems to them to be a big problem. On the other hand, if the mind is wide open, even facing a serious problem, this will not seem so important. The vast and open attitude makes all the difference.
The attitude of compassion means feeling of caring for others. And that emotion and attitude automatically widen our perspective towards life, while the selfish motivation closes our mental attitude. (...)»

Knowing that we can't change an individual with such characteristics, at least let's do better by ourselves. Let's be more open. First step, understand that such an individual has problems, maybe since childhood. Second step, we knowing that we can't change the individual concerned, we have two chances: either live with and manage the situation, or we leave it.

In my opinion, the best way is the second one, because, as Jim Rohn said, «Never underestimate the power of influence.» What means if we cohabit with a negative person every day and for long, soon we become like him, or similar. Do not scorn this statement.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Eu, meu e mim atacam o coração e a saúde

São muitas as pessoas do «eu», do «meu» e do «mim» em contexto de trabalho. Acham-se o máximo e passam o tempo a elogiar-se, centrando-se egoisticamente em si próprias. Geralmente ficam apavoradas se alguém à sua volta se releva. São principalmente estas pessoas que tornam os locais de trabalho mais pobres, ofuscando todos com os seus auto-elogios, falando, interrompendo, gritando ou berrando. Mais grave ainda é quando a sua competência deixa a desejar. São pessoas que sofrem, o poder é-lhes necessário e lutam por ele a todo o momento.

Uma atitude mais aberta torná-los-ia mais felizes e saudáveis. Está tudo nos livros, já foi estudado, está ao alcance de quem quer que seja. Sobre este tema, o Dalai Lama, numa das suas palestras, disse assim:
«Na América, um cientista que participava numa conferência apresentou um estudo onde demonstrava que as pessoas que usam frequentemente as palavras "eu", "meu" e "mim", sendo pessoas centradas em si mesmas, que se vêem a si própiras como sendo muito importantes, correm um risco maior de sofrer ataques cardíacos. A razão para isto parece-me bastante simples. As pessoas centradas em si próprioas têm uma atitude mental muito estreita e limitada. Assim, um pequeno problema que surja parece-lhes ser um grande problema. Mas se a mente for ampla e aberta, então, mesmo perante um problema sério, este não parecerá tão importante. A atitude vasta e aberta faz toda a diferença.
A atitude da compaixão significa o sentimento de cuidado pelos outros. E essa emoção e atitude alargam automaticamente a nossa perspectiva perante a vida, enquanto a motivação egoísta extrema fecha e estreita a nossa atitude mental. (...)»

Na impossibilidade de podermos mudar o outro, quando confrontados com um indivíduo com estas características, pelo menos façamos por nos melhorar. Sejamos mais abertos. Primeiro passo, compreender que um indivíduo como este tem problemas, se calhar desde a sua infância. Segundo passo, sabermos que, não conseguindo mudar o indivíduo em questão, das duas uma: ou vivemos com a situação e a gerimos, ou saímos.

Na minha opinião, a melhor hipótese será a segunda, pois, tal como Jim Rohn diz: «Nunca subestime o poder da influência». É que se convivermos com um indivíduo destes todos os dias e por muito tempo, cedo nos tornamos como ele, ou parecidos. Não desdenhe esta afirmação.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Life lessons from mother nature



Probably you've already seen this video, but there are so many strong energies we can get from it that I couldn't resist to post it. A new year is coming and, as we usually think in a new life, new goals, start something, nothing better than watch this video to capture all the messagens it contains. Life lessons from mother nature. Enjoy

Merry Christmas

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

He looks like frustrated because feels frustrated

It is one of the principles of Neurolinguistic Programming (NLP). The stance one takes is determinant in how we feel. I reviewed a few weeks ago the DVD movie Against All Odds.
In one scene, James Woods (Jake) tells Jeff Bridges (Terry) something like this: «You look frustrated !...», and Bridges answers: «I'm frustrated because I feel frustrated.»
Bridges feeling had invaded his body stance. I don't know if he really wanted to look like that or just did not want to fight this feeling letting it control his body.
As the above figure, Peanuts, if he wants to feel depressed, the worst thing he can do is stand erect and raise his head, because he'll improve. Keep on whether he is depressed to lower their shoulders and stare at the floor.

So when you feel bad, frustrated, disappointed, etc.., first to do is deliberately change posture. Raise your head, do not drop your shoulders, walk right and don't look at the floor. You'll see that you feel better.

However you'll feel weird, because the state of mind seems incompatible with an attitude, it all depends on what you want anyway. Continue to feel well... or better.

It is your choice...

Tem ar de frustrado porque se sente frustrado

É um dos princípios da Programação Neurolinguística (PNL). A postura que se adopta é determinante na forma como nos sentimos. Revi há umas semanas o filme em DVD Against All Odds, traduzido em português para Vidas em Jogo.
Numa das cenas, James Woods (Jake) diz para Jeff Bridges (Terry) qualquer coisa como isto: «Estás com ar frustrado!...» Ao que Bridges responde: «Estou com ar frustrado porque me sinto frustrado.»
O sentimento de Bridges tinha invadido a sua postura corporal. Não sei se queria mesmo parecer assim ou se apenas não queria combater este sentimento deixando-o controlar o seu corpo.
Tal como a figura acima, de Peanuts, se ele se quer sentir deprimido, a pior coisa que pode fazer é ficar erecto e levantar a cabeça, porque aí ele vai melhorar. Se quer continar deprimido ele tem de baixar os ombros e olhar o chão.

Portanto, quando se sentir mal, frustrado/a, desapontado/a, etc., a primeira de todas as coisas a fazer é modificar deliberadamente a sua postura. Levante a cabeça, não deixe cair os ombros, caminhe direito/a, não olhe para o chão. Vai ver que se sentirá melhor. Será esquisito contrariar o estado de espírito com uma postura incompatível, tudo depende do que você quer afinal. Continuar assim ou sentir-se melhor.

A escolha é sua.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Moving in the opposite direction (part II)



Walk away from de 97%. Do not neglect. Don't use their vocalurary, don't use their excuses, don't use their method of drift and neglect. Walk away. Enjoy the 3%.
Just move in the opposite direction. Don't go where they go, don't do what they do, don't talk like they talk, develop a whole new language, be part of the few. What is important is to start... It worth listening the video. From Jim Rohn

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Moving in the opposite direction (part I)

A poetic lesson of how to be in life, written by Joaquim Pessoa

POEM OF APPRECIATION THE SCUM
Thank you, excellencies.
Thanks for destroying the dream and the opportunity to live happily and in peace.
Thanks
for the example by striving to give us
how can you live without shame, without dignity and without respect.
Thanks for letting us steal. For not asking us anything.
For not giving us explanations.
Thank you for taking pride in the things we have fought and for which we are entitled.
Thanks for letting us take  sleep. And the peace of mind. And joy.
Thanks for the gray, for depression, for despair.
Thanks for your mediocrity.
And thanks for what they can and do not want to do.
Thank you for everything you do not know and pretend to know.
Thanks for making our hearts in a waiting room.
Thanks for making each of our days one day less interesting than the last.
Thanks for letting us require more than we can give.
Thanks for giving us almost nothing in return.
Thanks for not disguise greed, corruption, the indignity.
For the convenience of your shocking unworthiness
and your happiness gained at any price.
And by your shameful impudence.
Thank you for teaching us everything we never want,
what never we want to do, what we must never accept.
Thank you for being what you are.
Thanks for being as you are.
Lest we also like this.
And so we can easily recognize
whom we must reject.

Joaquim Pessoa (poet, painter and publisher)

We usually spend long time identying what is bad. It's a human thing. Simple but not easy to reverse. The truth is that without evil, what is bad, we would not have the good. It is strange to have to acknowledge what is bad, or what is evil.

Poet Joaquim Pessoa did so in a exemplary way. Highlighting the cultural details of Portuguese heritage, he thanked all the nasty, jealous, castrating, tyrannical, jealous, and finally to all who take their limitations wanting to reproduce it in others at any cost.
His poem, sent to me by my friend Angela, is an example of how, referencing the bad, the evil, we can choose good. To do so just choose the opposite. Just move in the opposite direction. Like my mentor, Jim Rohn, wrote: «Guess what you must to do: moving in the opposite direction»

Moving in the opposite direction (part I)

Uma lição poética de como estar na vida, de Joaquim Pessoa

POEMA DE AGRADECIMENTO À CORJA
Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado
pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.

Joaquim Pessoa (poeta, pintor e publicitário)

Passamos muito tempo a identificar o que é mau. É uma coisa humana. Simples mas não fácil de reverter. A verdade é que, sem o mal, o que é mau, não teríamos o bem, o mal. É estranho termos de agradecer o que é mau, ou que é mal.

O poeta Joaquim Pessoa fê-lo de forma exemplar. Realçando os detalhes culturais da herança portuguesa, ele agradece a todos os maldosos, invejosos, castradores, tiranos, ciumentos, enfim a todos que assumem as suas limitações querendo reproduzi-la nos outros a qualquer custo.
O seu poema, que me foi enviado pela minha amiga Ângela, é um exemplo de como, referenciando o mal, o mau, podemos escolher o bem, o bom. Para tal basta optar pelo contrário. Basta deslocar-se na direcção oposta. Tal como o meu mentor, Jim Rohn, escreveu: «(...) Guess what you must do to succeed: moving in the opposite direction»

A Darren Hardy quote


«The way we spend time and
money tells a lot about who we are»

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Recruiting on impulse. A true story.

The CEO didn’t know her, had never seen her, but just an hour after we started the birthday dinner, the man already had a certainty about the friend's birthday, the magazine's publisher:
«You are going to be my son’s partner.» And the guest: «Me, dr.?, ho, please, you let me ashemed!...»
But he insisted: «No, no, I know what I'm saying. You are the person I need to be my son’s partner. I need a person like you, understood in laws area and, from what I've seen here till now, you are the right person. Well... done. We’ll talk after dinner.»

The man had a businessman son linked to the catering. With a good portfolio and a lot of orders, openning a restaurant in downtown Lisbon was the project at that time. The father wanted to help his son getting him a partner, preferably linked to the law area. Being the lady lawyer and friend of the magazine's publisher, seemed that had nothing to fear.

And voila, the recruitment was done. In a birthday dinner, a festive atmosphere, light, informal, positive, where people tell lots of jokes and authentic nonsense outside work climate.
As Jason Fried writes in «Rework», an opportunity «where everybody avoid conflict or drama and flees from serious discussions or controversial opinions».
Everybody agreed the lady was very nice and popular with her jokes and good disposition. So, she was hired, accepting herself to become partner of a «son» she had never seen.

A year after the restaurant closed. The unknown lady who had become a partner in a birthday dinner «looked after» the accounting, decapitalizing the company. Not satisfied with that, also took the partner’s customers and created his own company with competitive prices.

Hiring / recruiting it is for who knows, not for who want, and in the right context

domingo, 12 de dezembro de 2010

Contratar é para quem sabe (part I)

Recrutar por impulso. Uma história verdadeira.

O CEO não a conhecia, nunca a tinha visto, mas uma hora depois de termos iniciado o jantar de aniversário, já o homem tinha uma certeza acerca da amiga da aniversariante e directora da revista:
«Você é que vai ser a sócia do meu filho.» E a convidada: «Eu, sr. dr.?, ai está-me a deixar envergonhada»
Mas ele insistiu: «Não, não, eu sei o que estou a dizer. Você é a pessoa indicada para ser a sócia do meu filho. Preciso de uma pessoa como você, entendida em leis e, pelo que eu já vi aqui, é você a pessoa certa. Bom, está feito. Falamos no fim do jantar.»

O homem tinha um filho empresário ligado ao negócio do catering. Com uma boa carteira de clientes e bastante trabalho, abrir um restaurante no centro de Lisboa era agora o projecto. O pai queria ajudar o seu filho, queria arranjar-lhe um sócio, pessoa de confiança, de preferência ligada à área das leis. Sendo aquela senhora amiga da directora da revista, parecia nada haver a temer.

E pronto, assim se fez o recrutamento. Um jantar de aniversário, um ambiente festivo, leve, informal, positivo, onde se contam muitas piadas, se dizem autênticos disparates fora do contexto laboral. Como escreve Jason Fried em «Rework», uma ocasião «onde toda a gente evita conflitos ou dramas e foge de conversas sérias ou opiniões controversas.»
Ninguém conhecia a senhora, mas era muito simpática, pois então, e destacou-se com as suas anedotas e boa-disposição. Assim foi recrutada e aceitou tornar-se sócia.

Um ano após, o restaurante fechou. A desconhecida senhora que se havia tornado sócia num jantar de aniversário «tratou» bem das (suas) contas, descapitalizando a empresa. Mas, não satisfeita com isso, aproveitou ainda para ficar com os clientes do sócio e criou a sua própria empresa com preços mais competitivos.

Contratar/recrutar é para quem sabe,
não para quem quer, e em contextos próprios...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Knowing how to do, delegate or ruin

If you try to do what you don't know,
so remains to be done those things
you know to do. Do not interfere, let things happen

It occurred to me a conversation I had some time ago with the managing director of a publishing company I worked for. The kind of person who thinks he knows everything, always suspicious of the competence of others. The paradox of his mission in the company became... DO NOTHING.

The managing director felt that he could and had time to do everything. Asked services to employees but often interfered, even competing with them. So much so that almost everything went wrong or less well. The guy was not doing what was owed to him, could not do what was not owed to him and spoiled the little well done...

One day I sat in front of him and tried to show what was happening. Here is a piece of what I said. Sounds like a wordplay, but the meaning was understood...

«(...) If you do not know don't do it. If you try to do what you don't know, so remains to be done those things you know to do.
Have you noticed that you are only devoted to do what you don't have to do? You say you know everything but your question is that you want to do everything. Do you want but do not know. And if things do not arise is because you do not have time to do things that you really know to do because you delay in what you do not know.
Therefore, delegate, do not interfere, let it happen (...).»

What about effects from this piece of speech?... It is true that there was a test of goodwill and behavioral change, but the guy was too stuck in his ego. And sooner continued to reproduce the previous behavior. The result? The «boat» (company) sank after a few months.

Saber fazer, delegar ou estragar

 «Se fazes aquilo que não sabes fazer, então fica por fazer
 o que sabes mesmo fazer. Não interfiras, deixa as coisas acontecer»


Ocorreu-me uma conversa que tive há algum tempo com o director-geral de uma empresa editora de publicações em que trabalhei. Um director-geral controlador, monitorizador. Do tipo de pessoa que pensa saber tudo, desconfiando sempre da competência dos outros. O paradoxal da sua missão na empresa tornou-se... FAZER NADA.

O director-geral achava mesmo que podia e tinha tempo de fazer tudo. Pedia serviços aos colaboradores mas interferia amiúde, competindo até com eles. Tanto que quase tudo corria mal ou menos bem. O indivíduo não fazia o que lhe era devido, não conseguia fazer o que não lhe era devido e ainda por cima estragava o pouco que sobrava bem feito...
Um dia, sentei-me à sua frente e tentei mostrar-lhe o que estava a acontecer. Aqui está um pedaço do que lhe disse. Parece um jogo de palavras, mas o significado foi entendido:

«(...) Se não sabes fazer, não faças. Agora se tu fazes aquilo que não sabes fazer, então fica por fazer o que sabes mesmo fazer.
Já reparaste que só te dedicas a fazer aquilo que não sabes fazer? Dizes que sabes tudo mas a tua questão é que queres fazer tudo. Queres, mas não sabes e julgas que sim.
E se as coisas não resultam é porque não tens tempo para fazer as coisas que realmente sabes fazer porque demoras naquilo que não sabes fazer.
Portanto, delega, acompanha, colabora. Não monitorizes, não interfiras. Deixa acontecer (...).»

Bom, efeitos?... É verdade que houve um ensaio de boa vontade e de mudança comportamental, mas o indivíduo estava demasiadamente preso no seu ego. E cedo continuou a reproduzir o seu comportamento. Resultado? O «barco» (empresa) afundou-se poucos meses após.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Lynda Gratton and the future of work



Lynda Gratton is professor of Management at London Business School and runs the Hot Spots Movement, wich «figth» for a new work world. Better organizational climate, satisfaction, motivated people. Ultimately, a better work life.
Hard Facts on the Future of Work from Hot Spots Movement on Vimeo.

O lado mau dos bons hábitos


 Do que precisamos é de Cobradores
 não de Pedagogos...

Li uma notícia no tablóide português «Correio da Manhã» que titulava logo na primeira página «Multas de trânsito caem para metade». O jornal avança que «Estado perde 28 milhões de euros com redução» e «Polícias optam pela pedagogia»

O que parece uma boa notícia, que é estatisticamente uma melhoria do comportamento dos condutores na estrada, afinal é má. Portanto, o lucro do Estado vem da falta de civismo dos condutores. Se estes melhoram perde dinheiro.

Ora muito bem, o Estado atribui a este fenómeno não a melhoria de comportamento dos condutores ou a menor taxa de circulação automóvel, mas sim à desmotivação da polícia. É uma espécie de «se procurassem bem, encontrariam alguma razão para multar...».

Num dos destaques da página interior o jornal acrescenta: «Orçamento sofre: as entidades autuantes "têm direito a 20% do valor das multas" rodoviárias. Com a redução das receitas, as instituições também sofrem cortes no orçamento.» E é referido que o «ano de 2011 vai ser ainda pior». Por seu lado, José Alho, da Associação Socioprofissional Independente da Guarda, informa que «Têm tentado combater a quebra nas multas com operações stop, mas nem isso tem resultado. O pessoal anda desmotivado.»

Em vez de se lamentar, porque não aproveita o Governo para apregoar à Europa que os portugueses são agora um exemplo na estrada?... Não é o que fazem no ensino?? De um ano para outro os jovens passam de médias miseráveis a matemática para performances espectaculares. Hummm.
No caso das multas, até se percebe, se calhar troçariam de nós. População cívica não dá lucro. Cumprir o código da estrada gera prejuízo. A Polícia lá vai fazendo operações stop, mas nada, as pessoas portam-se bem! Assim realmente não dá. A organização policial anda a falhar na capacidade de invenção para criar transgressões. Desmotivada, opta então por uma acção pedagógica. Há falta de criatividade... A função da Polícia está esvaziada. A pedagogia não gera retorno.

O que me ocorre dizer mais sobre esta notícia estranha?... Precisamos de cobradores nas estradas, não de pedagogos. Ou então, em vez da multa por transgressão, podia começar-se a pagar a lição de pedagogia. Seria uma boa alternativa para gerar receita.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Learning to «Rework»

Jason Fried and David Heinemeier Hansson demystify what is different. They destroy the standard and sets us to think seriously about what we already had thought but didn't have the courage to give it due importance. This book is against the current and countercurrent. It is anti-herd.

Since Jim Rohn also advised to flee from the opinion of the masses, from the 97% who think the same or similar. Do not use their vocabulary, their expressions, don't think what they think, not follow them where they go, etc.. etc.. The line of this book is the same.

This work is for entrepreneurs who want to change their lives, who need something different, who would overcome the turmoil. It's for everybody who is open to novelty and refuse to remain stuck in a pattern, just because it's comfortable, or even easier to join.

Rework is very much about the world of work, but the world of work is a huge slice of our life and has direct impact on our personal and emotional life. The world of work is more important not to consider personal «life».

Rework is easier to read, each theme has only 1/2 pages. The reading is dry, objective, direct and very simple. No fats. Ah, important, Rework is not a bunch of theories or academic field studies. Rather, it is told in a succession of life experiences.

For all these reasons and the ones you can find if you read it, Rework is a «stone-in-pond», an educational book. Very good, indeed.

Finally, it worth to consult the company's website Jason Fried, 37signals, and his blog.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Learning to «Rework»

Rework, de Jason Fried e David Heinemeier Hansson, desmistifica o que é diferente. Destrói o standard e põe-nos a pensar seriamente naquilo que afinal já nos passou pela cabeça, mas não tivemos coragem de lhe dar a importância devida. Este livro é contra a corrente e contra-corrente. É anti-rebanho.

Já Jim Rohn também aconselha a fugir à opinião de massas, aos 97% que pensam da mesma forma ou semelhante. Não utilizem o seu vocabulário, as suas expressões, não pensem como pensam, não os sigam para onde vão, etc., etc. A linha desde livro afina por este diapasão.
Esta obra é para empreendedores, para pessoas que querem mudar de vida, que têm necessidade de algo diferente, que querem vencer a turbulência. É para toda a gente que está aberta à novidade e não quer ficar presa a um padrão, só porque é confortável, ou até mais fácil de aderir.
Rework é muito sobre o mundo do trabalho, mas o mundo do trabalho é uma fatia enorme da nossa vida e tem repercussão directa na nossa vida pessoal e emocional. O mundo do trabalho é importante de mais para não o considerarmos «vida pessoal».
Rework é fácil de ler, cada capítulo tem apenas 1 a 2 páginas. A leitura é seca, objectiva, directa e muito simples. Não há gorduras. Ah, importante, Rework não é um amontoado de teorias académicas nem de estudos de campo. É, sim, uma sucessão contada de experiências de vida.
Por todas estas razões e pelas que encontrar lá se o ler, Rework é uma pedrada-no-charco, um livro pedagógico, uma leitura educativa. Muito bom, mesmo.

Por último, vale a pena consultar o site da empresa de Jason Fried, a 37signals, e o seu blog.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

The bet on fear and worries

Two common signs in toxic companies: Fear and Worry. These organizations are betting a lot on control through behavioral concerns. Worried and fearful employees are more likely to serve the interests of managers. Personal interests, therefore.

Identifying these features is relatively simple, even at first glance. After all, the whole environment speaks for itself. The way people move, such as dialogue, the appearance of the workspace, furniture... Concentrate on these points and feel the feedback from your body and your perception. Comfort? Seizure? Enthusiasm? Distrust?

Suppose you start working in a company after a first visit: A second assessment is to consider the key-phrases and sentences that dominate communication. Here you are some of the most characteristic expressions in organizations where the discomfort, fear and worry dominate. From my own experience.

- There's no money - These are bad times - There may be redundancies - We have to cut, cut and cut - There are many people out there to work - We have many resumes that are coming every day - There are many people out there that work very cheap - If you are unhappy, you have a big solution: The way door out -

This creates the habit of insecurity, the feeling of scarcity, the idea of chaos, a sense of concern. People feel themselves in danger, threatened and remain constantly on alert for survival.
Companies inculcated with anxiety, fear or concern are unhappy companies. What type of personal relationships and work can be built with feelings like fear, anxiety and insecurity? The hypothetical feeling of fear, threat or danger generates what? Productivity? Apparently not. Innovation? Apparently not. Creativity? It seems not too. Generates torment, defensiveness attitude and reserved behavior. And these are not potential for success and good performance.

If you work in a company with these signs, consider to change. Learn as much as possible for now and go to another company/ project. In sequence of what I have written in previous post, do not get sick. It is much worse.