terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Eu, meu e mim atacam o coração e a saúde

São muitas as pessoas do «eu», do «meu» e do «mim» em contexto de trabalho. Acham-se o máximo e passam o tempo a elogiar-se, centrando-se egoisticamente em si próprias. Geralmente ficam apavoradas se alguém à sua volta se releva. São principalmente estas pessoas que tornam os locais de trabalho mais pobres, ofuscando todos com os seus auto-elogios, falando, interrompendo, gritando ou berrando. Mais grave ainda é quando a sua competência deixa a desejar. São pessoas que sofrem, o poder é-lhes necessário e lutam por ele a todo o momento.

Uma atitude mais aberta torná-los-ia mais felizes e saudáveis. Está tudo nos livros, já foi estudado, está ao alcance de quem quer que seja. Sobre este tema, o Dalai Lama, numa das suas palestras, disse assim:
«Na América, um cientista que participava numa conferência apresentou um estudo onde demonstrava que as pessoas que usam frequentemente as palavras "eu", "meu" e "mim", sendo pessoas centradas em si mesmas, que se vêem a si própiras como sendo muito importantes, correm um risco maior de sofrer ataques cardíacos. A razão para isto parece-me bastante simples. As pessoas centradas em si próprioas têm uma atitude mental muito estreita e limitada. Assim, um pequeno problema que surja parece-lhes ser um grande problema. Mas se a mente for ampla e aberta, então, mesmo perante um problema sério, este não parecerá tão importante. A atitude vasta e aberta faz toda a diferença.
A atitude da compaixão significa o sentimento de cuidado pelos outros. E essa emoção e atitude alargam automaticamente a nossa perspectiva perante a vida, enquanto a motivação egoísta extrema fecha e estreita a nossa atitude mental. (...)»

Na impossibilidade de podermos mudar o outro, quando confrontados com um indivíduo com estas características, pelo menos façamos por nos melhorar. Sejamos mais abertos. Primeiro passo, compreender que um indivíduo como este tem problemas, se calhar desde a sua infância. Segundo passo, sabermos que, não conseguindo mudar o indivíduo em questão, das duas uma: ou vivemos com a situação e a gerimos, ou saímos.

Na minha opinião, a melhor hipótese será a segunda, pois, tal como Jim Rohn diz: «Nunca subestime o poder da influência». É que se convivermos com um indivíduo destes todos os dias e por muito tempo, cedo nos tornamos como ele, ou parecidos. Não desdenhe esta afirmação.