segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Empresa Tóxica - Take 6


«Ó JOÃO, CHEGA LÁ AQUI...»


Vem em sequência do post «Empresa Tóxica - take 5». Mas é o primeiro sinal de alarme. O chefe está no gabinete, tem a porta entreaberta. De súbito, «Ó JOÃO, CHEGA AQUI...». Problema: este estilo torna-se num hábito num ápice e gritar nomes passa a povoar o espaço da empresa. E tudo se resume a obediência. «Ó PAULA, TRAZ-ME AÍ O JORNAL». Se o colaborador não comparece no gabinete do chefe imediatamente, novos gritos se sucedem, com tons de inconformismo e sílabas vincadas.

«PAAAUUUULA, ENTÃO? CHEGA AQUI!»

A seguir, é mobilizar a envolvente no grande objectivo: a presença da Paula no gabinete do chefe:

«Ó MANUEL, CHAMA AÍ A PAULA, FAZ FAVOR»
«DIZ-LHE PARA CHEGAR AQUI...»

E assim sucessivamente. O chefe interrompe toda a gente, preenche o espaço com a sua «existência» e todos se mobilizam nesta sucessão de presenças no gabinete do chefe para tratar de coisas... a maior parte das vezes de somenos importância. Uma questão de obediência no teatro diário de afirmação de poder.