terça-feira, 19 de abril de 2011

«Eu gosto muito de ajudar as pessoas!»

Arrepios. É aquilo que sinto quando alguém anuncia publicamente que «gosta de ajudar pessoas». Pois bem, parece ser uma atitude superior, mas encerra algo negro.
Para mim, quem gosta de ajudar, quem é gregário, não o anuncia publicamente. É reconhecido pelo comportamento, não pelo anúncio do tipo «Eu dei-lhe a mão. Eu ajudei-o/a.»
Por norma, as pessoas que «gostam de ajudar» fazem-no, mas condicionadas. Ajudam até ao ponto de manutenção da ajuda. Portanto, mantendo o ajudado nessa condição. E para que tal aconteça, há que fazer o seguinte:

1 - Prejudicar para ajudar; 2 - Perseguir para ajudar; 3 - Estragar para ajudar; 4 - Zangar-se para ajudar; 5 - Desprezar para ajudar; 6 - Armadilham para ajudar.

Já presenciei muitos destes episódios, em empresas, claro. Primeiro pratica-se o mal, para depois poder ajudar. É tudo uma questão de poder. Talvez seja o subconsciente a dizer: «Eu quero que tu estejas mal, para te ajudar depois.» Gostam muito do «ajudado», mas assim que o «ajudado» ganha autonomia, passam a odiá-lo e a persegui-lo... Para ver se o conseguem ajudar numa sucessão de sentimentos de compaixão e complacência.

Portanto, cuidado, tenha muito cuidado com as pessoas «que gostam de ajudar». Tenha a certeza que não vai ter coaching. Não haverá crescimento pessoal ou profissional.