domingo, 20 de novembro de 2011

A hierarquia da igualdade

Texto retirado do livro
Peter Drucker, o chamado «pai da gestão», foi sempre um indivíduo cujas ideias denotaram um grande esclarecimento e equilíbrio. Não será fácil destronar as teorias e os conselhos de Drucker. Ele sempre esteve à frente, no pensamento de gestão.

Sobre a hierarquia, Drucker afirma a sua convicção de que uma empresa deve estar organizada segundo níveis hierárquicos. «Da mesma forma, todos na empresa, desde o patrão ao empregado de limpeza, devem ser vistos como tendo uma importância idêntica para o sucesso da empresa como um todo. Ao mesmo tempo, a grande empresa deve oferecer oportunidades iguais de promoção (…).»

Mas o que Drucker diz a seguir é algo de extraordinário: «A procura de oportunidades iguais não é, como muitas vezes erradamente se pressupõe, uma procura de igualdade ou recompensas absolutas. Pelo contrário, as oportunidades iguais automaticamente implicam uma desigualdade de recompensas, uma vez que o próprio conceito de justiça implica recompensas hierarquizadas de acordo com desempenhos e responsabilidades diferentes.»

E Drucker remata, perguntando:
«A sua organização valoriza a contribuição do patrão
e do empregado de limpeza ou só do patrão?»

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Influence is everything


Success Magazine of August brings us an important issue, whose name is «influence». Usually, we think influence is something that belongs to rich people or those with status. However, influence is an available resource to every people. We can recall Jim Rohn, that said «Never underestimate the power of influence». Exactly, influence is power.

Darren Hardy, Success Magazine’s publisher wrote in his up front text: «You don’t have to be standing on a mountaintop speaking profound parables or pumping your fists on a lectern while shouting madly into a microphone in front of legions of people to be influential. It is crucially important to know that we are all, at all times, influencing people and the environment around us. We are energetic beings.»

The main riddle here is how are you using your power of influence? Positively or negatively? Are you helping others, improving your skills, yourself, for a good cause, or not?

Your influence is truly life-changing, think about and make your life plan

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Do voto, ao trabalho


Os debates acesos sobre como definir o eleitorado é algo que sempre me atraiu. A necessidade de catalogar e de ajuizar os cidadãos na hora de ir à urnas domina conversas e notícias na TV.

Como cidadão, confesso aqui que já passei por todas as definições. Já votei efectivamente, já «votei» em branco, já «votei» nulo e já passei ultimamente pelo não ir sequer às urnas. As teorias sobre a «abstenção» e do «dever cívico» são sublimes e alimentam horas e folhas na comunicação social.

Se fizermos um paralelo do tema para as organizações, poderemos chegar a conclusões diferentes daquelas que a propaganda nos vende e que nos remete para o significado e para o propósito. Dois factores essenciais para a vida.

1 - Um indivíduo que vai votar por convicção e escolhe um partido porque acredita que está a fazer uma escolha significante para o país será comparável ao indivíduo que vai todos os dias trabalhar porque acredita e porque tem significado para ele.

2 - Um cidadão que vai votar em branco será porque não tem escolha, não tem opção, aceitando ir cumprir o preceito administrativo compatível com a máxima do «dever cívico». Será comparável a quem vá trabalhar sem convicções definidas, estando porém disposto a cumprir o preceito administrativo principal: o horário.

3 - Um indivíduo que vota nulo, das duas uma: ou não sabe como fazê-lo e erra por desconhecimento, ou está determinado a, secretamente, boicotar ou dizer ao sistema que está descontente ou contra. Poderá comparar-se ao indivíduo que vai trabalhar contravontade, estando disposto a fazer o menos possível e a boicotar, por exemplo chegar tarde, sair mais cedo, avariar equipamento ou promover discretamente o mau ambiente. Ou então estará desajustado e não realiza a função devidamente, prejudicando a empresa por incompetência. Uma coisa é certa, está lá todos os dias como se tivesse ido fazer alguma coisa.

4 - O indivíduo que não vai votar é porque basicamente o sistema não lhe diz nada, não participa sequer, até para não ir contra os seus valores, que seria votar em pessoas que acha nunca cumprem deveres cívicos. Portanto, não engana nem finge fazer o que não faz nem o que não tem significado para ele. Não prejudica.

E agora um pergunta sobre outro assunto: A abstenção é o quê?
Para mim parece-me que é o «votar em branco». Para a propaganda parece ser «não ir votar». Ora bem, o que me faz confusão é que, por exemplo, recentemente o PS esteve no Parlamento a abster-se quanto ao Orçamento de Estado. Estava lá a bancada completa e levantou-se toda à questão «Quem se abstém?».
Ora muito bem, se o conceito instituído fosse igual para todos, o PS, para abster-se, não devia ter comparecido na Assembleia.

Afinal, em que ficamos? Quantos dicionários deveríamos ter?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Equidade afinal é o quê?


Muito bom mesmo, o debate sucessivo sobre Equidade. Os políticos apregoam a palavra a torto e a direito. Mas o conceito adjacente afigura-se-me estranho. Basta uma rápida consulta à Wikipédia para confirmar o que já entendia: «(...) observando-se os critérios de justiça e igualdade (...). Ela é uma forma de se aplicar o Direito, mas sendo o mais próximo possível do justo para as duas partes.» No dicionário da Porto Editora são referidas três definições:« igualdade, justiça, rectidão.»

Ocorre-me então que quando os políticos, com todo o seu sentido apurado de gestão (é ironia, claro), falam de Equidade, referem-se não ao conceito em si, mas sim à satisfação do seu interesse e dos «clubes» que lhes garantem a eleição.
Quem trabalhou em empresas do sector privado nunca se apercebeu de qualquer vislumbre de equidade na gestão do país. Apercebeu-se, isso sim, de 50% a trabalhar na selva, que é o mercado, para os 50% do jardim zoológico, que é a instituição pública no seu global. Esta última frase é de algum modo dura e susceptível, mas deixo uma pergunta a todos os que trabalharam no sector privado:

Tiveram alguma vez estas condições de empregabilidade?
- Emprego seguro para todo o sempre - Facilidade para estudar (horas e dias para testes) - Subidas automáticas após términus da licenciatura ou mestrado - Licenças sem vencimento - Possibilidade de transferência para outras áreas do país - Serviço de Saúde quase grátis - Acesso à compra de lentes e óculos para toda a família - «Pontes» e tolerâncias de ponto entre feriados - Ordenados sempre garantidos ao fim do mês, mesmo se o serviço não funcione - Subsídio diário de assiduidade - Acordos com bancos para empréstimos - Aumentos salariais garantidos durante décadas - Sindicatos aguerridos e poderosos a garantir a manutenção e o multiplicar de benesses - Reformas garantidas por inteiro com pouco mais de 30 anos de trabalho - Bónus anuais, mesmo com resultados negativos, etc., etc., etc.

Agora que se diminui este cenário de máxima segurança, tendo em conta a máxima insegurança que se vive no resto do território, não percebo onde cabe aqui a palavra e o conceito Equidade. Se para manter o que era se pede o impossível ao que nunca foi e se chama a tal Equidade, deve haver aqui alguma deformação no termo e no conceito. Ou o dicionário está gralhado ou há uma tentativa de ressignificação da realidade.

Uma boa gestão começa por fornecer condições iguais e distribuídas para todos os cidadãos. Todos, no verdadeiro sentido da palavra. Todos mesmo. Aliás, um pouco como acontece nos países escandinavos.

Estes discursos das chamadas «classes dirigentes» fazem-me consultar o dicionário para verificar se o significado das palavras é ainda o mesmo...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A conspiração de Deus

Estes últimos dois posts fogem um pouco da linha da gestão. São fruto das leituras paralelas que complementam a minha rotina literária. Deus. Pois, o meu amigo Paulo ofereceu-me há tempos um livro de Osho, o guru espiritual, «A Conspiração de Deus - Como a Política e a Religião Querem Acabar com a Liberdade Humana».

As verdades absolutas sempre me intrigaram, principalmente porque são inventadas por humanos. E estes têm pouca arte para o absoluto. Só por conveniência de controlo e poder. Para atingir um resultado apenas: acabar com a liberdade humana. Nada mais. Osho e José Rodrigues dos Santos (de quem escrevi no post anterior) são tipos que me agradam, pois não se ensaiam nada em falar das coisas sem aqueles receios da susceptibilidade alheia.

Deus, acreditar ou não, ambas as opções são limitadoras e ditadoras. Acreditar é constrangedor, tal como não acreditar. Mas há um dado: caso não acredite, tem de ter alguma crença, senão, segundo o Osho, ficará louco. Tal como Friedrish Niestzsche, que passou a acreditar em nada e rumou à demência. Osho é pelo Zen, uma entidade lógica, natural, que actua segundo leis para lá do nosso entendimento. «A vida é um mistério» e é bom que fique assim, diz Osho. Deepak Chopra substituiu Deus pela Inteligência Não-Local.

Duas coisas mais. A primeira é que Osho trata o assunto com o maior dos respeitos, sem desdém, sem sobranceria, sem superioridade. Com elegância. Segunda, que precisamos de um significado e de um propósito para vivermos. Senão morremos ou ficamos dementes.

Ler a «A Conspiração de Deus» é aceder a outra perspectiva das coisas. Vale a pena

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

I pity my country

Portugal, what a pity
My country is a great example of awful management. Unfortunately, we have great competencies on putting in charge greedy and illiterate people. I'm talking about portuguese politicians. This kind of people have a huge lack of authenticity and still don't understand that inauthenticity have been already noticed by commom portuguese citizens.

Management qualities are not their strengths, they are only public relations that act according their interests. Sadly, in my country, the major part of former politicians are envolved in cases of fraud and corruption, but we all are convinced that Justice, as institution, will be able to get them rid of this burden. How? Legalizing the illegality. «We» are good at this.

What we really need is not to export, is not relaunch our economy or solve the problem of unemployment. What we really need first is authenticity, is honesty, is integrity. And that must begin from the top. Of course all of us have some responsibility on this issue, but won't be possible to start something good with offenders in charge, guiding the country.
We need real management, not CFOs or corrupt politicians, disguised of innocent lambs. Portugal is today a country without hope, where government calls youth people to emigrate.

I pity my country that prevent any citizen to make something usefull
in favor of the community

domingo, 6 de novembro de 2011

Rude golpe...

A verdade tem destas coisas. Às vezes vem para se instalar, incomodando históricas mentiras que dominam a humanidade. Milhões e milhões de vidas condicionadas pela mentira mais universal da história humana. Agora chega o rude golpe.

José Rodrigues dos Santos teve coragem para mexer nos alicerces do edifício milenar da Igreja Católica. A história de Jesus afinal está toda truncada. A Bíblia contém ela própria histórias convenientes à manipulação de massas através da crença. Está repleta de erros e incorrecções.

Cerca de «400 mil». É qualquer coisa para um documento que devia ser considerado «infalível». Jesus era apenas um homem simples, Maria não era Virgem, o episódio da adúltera que seria apedrejada não fosse a intervenção de Jesus foi forjado e a narrativa da ressurreição é outra intrujice. Os sucessivos escribas foram reescrevendo toda a história ao sabor das suas limitações interpretativas e das suas conveniências.

E mais não se diz, pois a leitura é clara e apetecível

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Para escritores e todos os mortais

Há pouco li Bird by Bird, Some Instructions on Writing and Life, o livro da americana Anne Lamott que fala sobre escrita, o que é ser escritor e como se desenvolve todo o processo. E assim fala também sobre a vida, sobre muito do ser humano, independentemente do que queira fazer. As lutas internas, as frustrações, o chamamento, os pais, as críticas, as dificuldades financeiras. Enfim, relatos muito humanos.
Anne levanta o véu para mostrar o que é ter espírito de escritor. As ansiedades, a página em branco, as dúvidas sobre o interesse e a pertinência dos assuntos, sobre os porquês de começar a escrever. A importância de contar histórias, as crises existenciais. E depois também sobre a força interior que leva a iniciar o registo escrito: «Não se leva um mês a pintar um óleo para depois o mumificar. Terá de pendurá-lo num sítio onde as pessoas possam vê-lo.», diz Anne. Portanto, o mesmo acontece com a escrita.
Um primeiro passo é tornar-se atento/a ao que acontece no dia-a-dia. Depois é registar tudo e transformar esses acontecimentos em pequenas histórias, sem pensar que são ridículos ou insignificantes. Escreva e responda ao impulso sem juízos de valor.

Um livro valioso para quem tenha a ambição de ser escritor. Ou mesmo para quem escreve umas coisas num blogue ou num journal. Tudo começa por pequenos passos, contar pequenas e breves histórias, bird by bird.


Uma obra para todas as pessoas interessadas em coisas humanas, «Algumas instruções sobre escrita e sobre a vida», como se lê na capa.

Anne Lamott