quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A conspiração de Deus

Estes últimos dois posts fogem um pouco da linha da gestão. São fruto das leituras paralelas que complementam a minha rotina literária. Deus. Pois, o meu amigo Paulo ofereceu-me há tempos um livro de Osho, o guru espiritual, «A Conspiração de Deus - Como a Política e a Religião Querem Acabar com a Liberdade Humana».

As verdades absolutas sempre me intrigaram, principalmente porque são inventadas por humanos. E estes têm pouca arte para o absoluto. Só por conveniência de controlo e poder. Para atingir um resultado apenas: acabar com a liberdade humana. Nada mais. Osho e José Rodrigues dos Santos (de quem escrevi no post anterior) são tipos que me agradam, pois não se ensaiam nada em falar das coisas sem aqueles receios da susceptibilidade alheia.

Deus, acreditar ou não, ambas as opções são limitadoras e ditadoras. Acreditar é constrangedor, tal como não acreditar. Mas há um dado: caso não acredite, tem de ter alguma crença, senão, segundo o Osho, ficará louco. Tal como Friedrish Niestzsche, que passou a acreditar em nada e rumou à demência. Osho é pelo Zen, uma entidade lógica, natural, que actua segundo leis para lá do nosso entendimento. «A vida é um mistério» e é bom que fique assim, diz Osho. Deepak Chopra substituiu Deus pela Inteligência Não-Local.

Duas coisas mais. A primeira é que Osho trata o assunto com o maior dos respeitos, sem desdém, sem sobranceria, sem superioridade. Com elegância. Segunda, que precisamos de um significado e de um propósito para vivermos. Senão morremos ou ficamos dementes.

Ler a «A Conspiração de Deus» é aceder a outra perspectiva das coisas. Vale a pena