segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A excelência de um grupo empresarial

O autor deste blogue escreveu à empresa Jerónimo Martins no intuito de manifestar o seu apoio e estima pelo exemplo que constitui na área de gestão. E recebeu com agrado uma resposta da Comissão de Ética com os seguintes esclarecimentos:

«A Jerónimo Martins é uma sociedade portuguesa, com sede em Portugal, cujas origens remontam ao final do século XVIII. Esta sociedade lidera um Grupo económico composto por várias empresas, a maior das quais, em Portugal, é o Pingo Doce.

A Jerónimo Martins está cotada na Bolsa de Valores de Lisboa desde 1989, sendo as suas acções detidas por milhares de accionistas, nacionais e internacionais, tanto empresas como pessoas singulares. De entre estes accionistas que detêm a Jerónimo Martins, o maior é a Sociedade Francisco Manuel dos Santos, com 56,136% do seu capital social.

Este accionista comunicou no dia 2 deJaneiro à Jerónimo Martins ter vendido as suas acções a uma sociedade com sede na Holanda, facto de que a Jerónimo Martins informou, no mesmo dia, o mercado, respeitando as suas obrigações legais.
A decisão tomada por este seu accionista é totalmente alheia à Jerónimo Martins, relativamente à qual nada mudou, pois:

1. Continuaa ser uma sociedade portuguesa, com sede em Portugal, com milhares de accionistas, nacionais e internacionais, empresas e pessoas singulares;

2. Todasas companhias por si participadas ou detidas que operavam em Portugal continuama operar em Portugal e a ter aqui a sua sede, designadamente o Pingo Doce.

Os impostos devidos pelas empresas do Grupo Jerónimo Martins que operam em Portugal, resultantes dos lucros gerados pela actividade no nosso país, continuam a ser pagos exclusivamenteem Portugal, o mesmo sucedendo com a própria Jerónimo Martins.
Nem a Jerónimo Martins nem as empresas por si participadas, designadamente o Pingo Doce, retiram qualquer vantagem, fiscal ou outra, da decisão tomada pelo seu accionista Sociedade Francisco Manuel dos Santos.

Do que fica dito resulta que, ao contrário do que algumas notícias e comentários poderão ter dado a entender, induzindo em erro muitas pessoas, a Jerónimo Martins não teve qualquer interferência neste caso e muito menos tomou qualquer decisão susceptível de prejudicar Portugal e os portugueses em geral, e os seus clientes e mais de 27 mil colaboradores portugueses, em particular.

Não vê, assim, esta Comissão de Ética que, por Jerónimo Martins ou qualquer das suas empresas, tenha sido praticado qualquer acto merecedor de censura por ser contrário aos valores e princípios éticos que as norteiam.
Esperamos ter conseguido contribuir para um melhor esclarecimento do que nesta situação está verdadeiramente em causa e, por essa via, que a Jerónimo Martins e as suas empresas participadas possam continuar a merecer o seu respeito.

Com renovados agradecimentos pela sua mensagem, aceite os nossos melhores cumprimentos,
A Comissão de Ética»

Renovo aqui publicamente o meu humilde apoio a um grupo empresarial que muito respeito e admiração me merece.