sábado, 21 de abril de 2012

Saber de Economia...


A Política do Não-Intervencionismo Positivo

Hong Kong era muito pobre, até que um escocês, John Cowperthwaite, em 1961, mandatado pelos ingleses para continuar uma política de controlo e de impostos, introduziu alterações na Economia, contrárias às indicações que tinha. E construiu um sistema altamente rentável.

Os impostos cobrados pelo Estado seriam até aos 15%, sim, isso mesmo, quinze por cento. Para os mais ricos, apenas 20%. Foi criada uma política de não interferência positiva absoluta do Estado na vida das empresas, das pessoas e da Economia, e acordado um compromisso de manutenção de um Estado reduzido.

A ideia subjacente é de que «os impostos servem para punir as pessoas. Para punir o sucesso». Por isso Hong Kong tornou-se mais rica do que Inglaterra, em 1999, em rendimento per capita. De cada vez que o Governo aumenta os impostos, está a roubar empregos e produção. Para cada emprego criado no Estado, pelo menos um emprego no sector privado é destruído. Os serviços não se exportam. Só produtos, por conseguinte, como o Estado é um reprodutor de serviços, nada há a ganhar com o crescimento deste.

À luz do modelo de Cowperthwaite, a crise actual em Portugal deriva da prosperidade dos que nunca produzem, nem utilidade, e do empobrecimento dos que produzem no privado.