segunda-feira, 9 de julho de 2012

O retorno do Fascismo

Uma excelente obra do filósofo holandês Rob Riemen, sob o título O Eterno Retorno do Fascismo, da Bizâncio, alerta para este monstro não aniquilado. Baseando o seu texto em reflexões de outros pensadores, como Camus, Thonmas Mann e Nietzsche, este pequeno livro com apenas 78 páginas é uma obra de arte da consciência.

O Fascismo está vivo, nunca morreu. Esteve latente todos estes anos e está agora a despontar com uma nova roupagem. Claro que «os fascistas não são estúpidos e são mestres na arte da mentira», sabem iludir com palavras bonitas e expressões cândidas. O fascismo «assumirá diferentes formas em diferentes países porque o seu credo não assenta em ideias nem num único valor universal». Apenas proclama frases empolgantes com conceitos como «igualdade», «equidade», «justiça», «patriotismo», proferidas por «demagogos e charlatães que usam os 'mass media' para cultivar a crença que um determinado político, que pretende ser contra a política, é a única pessoa capaz de salvar o país».

Rieman sustenta a sua reflexão invocando figuras históricas, como Mussolini e Hitler; com factos, como as Grandes Guerras mundiais; e instituições «fábricas de morte», como o Nazismo, a Igreja, etc.

Um livro muito objectivo, que se lê num par de horas e se fica a conhecer algo mais sobre os acontecimentos actuais a que chamam de «crise». Um agitador de consciências, que não agrada a muitas delas por lhes tocar no negócio que é a manipulação instituída, mascarada de democracia.