domingo, 19 de agosto de 2012

Produtividade e Clima

As empresas podem ser caracterizadas de muitas formas. Mas a minha preferida resume-se a quatro estádios: Pessoas; Inovação; Regras; Mercado (traduzidos em quadrantes: Collaborate, Create, Control, Compete, respectivamente).
Com um diagnóstico simples fica a organização caracterizada, de forma a definir-se o caminho. O mais conveniente para o negócio e para equipas.

Pessoas – Normalmente empresas recém-criadas ou com uma política muito virada para o capital humano. Caracteriza-se por uma forte componente humana em que à frente estão valores como a satisfação, potencial, aprendizagem, flexibilidade e na colaboração.

Inovação – Empresas de base tecnológica, muito direccionada para a satisfação dos clientes, do mercado e, por isso mesmo, dos colaboradores. Beneficiam as ideias novas, o capital intelectual, o saber, o conhecimento, o interesse, a flexibilidade. São essencialmente criadoras. Repudiam a burocracia e todas as formas que criam fronteiras.

Regras – Por regra, são empresas antigas e que se cristalizaram em procedimentos e trâmites. Assentam muito na chefia, na autoridade, na burocracia, na directiva, no controlo. Rejeitam a criatividade, a flexibilidade. São, antes, territoriais e concentram o poder decisório num indivíduo.

Mercado – Empresas direccionadas para as vendas, a facturação e a cobrança. O que conta é a quantidade e por isso mesmo exercem pressão nos colaboradores para venderem o mais possível. Fomentam a competição desenfreada entre colaboradores. São muito susceptíveis a rivalidades e esgotam a força de vendas. Inovação e pessoas são atributos apenas toleráveis se tiverem um resultado imediato na venda.

Este diagnóstico de clima caracteriza a empresa no seu todo e por departamento e abrange as vertentes da liderança, da motivação e do desempenho. Fica-se com uma excelente percepção da «situação actual». Depois é operar as mudanças necessárias para iniciar o trajecto para o «situação desejada». O sucesso começa quando se toma consciência do momento actual… Mas nem todos, quando confrontados com o que devem fazer, estão preparados para uma mudança. Porquê? Porque a mudança vem de dentro. E se um indivíduo é muito autoritário, muito dificilmente vai delegar e ceder território. O caminho aqui é submeter-se a um processo de coaching.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A força esmagadora da aparência


A força da aparência tomou proporções que desregularam as sociedades de hoje. Camuflar, fintar, mentir, enganar tornaram-se as principais ferramentas da vivência social. O resultado está à vista de todos. O equilíbrio de forças terá de voltar. A propósito deste tema, permito-me publicar um texto escrito pela minha mãe há cerca de dois anos, num momento de inspiração e de desabafo:  

«Não raro é acontecer que, no meio de um cenário desolador de minas e detritos, surja por vezes algo que nos chama a atenção, precisamente por destoar da paisagem que observamos. Por exemplo, um pássaro de várias cores e lindos trinados, uma flor que teima mostrar-se no auge da sua beleza ou, quem sabe, uma frase muito bela num pedaço de parede. Então, só por estes elementos valeu a pena passar por ali e talvez sintamos coragem e força para começar de novo.

Hoje, os sentimentos nobres deviam, se tal fosse possível, fazer parte do património de um museu... Porque o que nos é dado ver é que quando alguém nos sorri, ou já nos pregou alguma partida ou então vai fazê-lo. Não restam dúvidas que vivemos na época do pechisbeque. O que importa é mesmo dar a impressão de ser o que não somos, e quanto melhor soubermos mascarar o nosso carácter maior será o êxito. Sendo assim, quando nos surge alguém pela frente que é honesto, há tendência para duvidar e então pensamos: ou a sua camuflagem é perfeita, o que nos põe em desvantagem, ou, pior ainda, se for autêntica, torna-se um perigo, porque talvez ele seja o tal pássaro ou a tal flor ou a tal frase, que fica de tal maneira em destaque, que faz ofuscar o cenário à sua volta. E aí depende muito da sensibilidade de quem o observa: ou o admira ou o destrói.

Laura Dias»

domingo, 5 de agosto de 2012

Ser igual ou ser diferente?



«A verdade é que sem mudanças radicais na política, na Justiça e na Economia, a nossa Pátria continuará a definhar na mediocridade imposta pelos seus líderes e jamais será ressarcida do prejuízo que este lhe causaram»

São palavras de Marco Dias, autor de uma obra soberba sobre a realidade portuguesa, Eles São Todos Iguais! E eu? Sou Diferente? O cidadão Marco assume a sua posição, expõe-se, compromete-se e aponta caminhos para uma realidade melhor. A sua experiência de trabalho como auditor financeiro, por conta de outrem e como empresário dão-lhe a legitimidade para escrever sobre os temas. Temas que parecem complexos mas que Marco desmonta com a maior das simplicidades.

Casos reais, de crime, de fraude, de impunidade, são descritos ao longo do livro. Reflexões fortes e provocativas que colocam o leitor num entusiasmo crescente. A escrita é directa e objectiva e facilmente o leitor como que conversa com o livro, como se o autor estivesse presente.
O que vai encontrar nesta obra é tão-só um estrutura perfeita da Situação Actual e um caminho para a Situação Desejada. Em primeiro, ponto da situação do sistema em que vivemos, podre, burocrático, ineficaz, fraudulento, conivente com o crime, com exemplos concretos. Em segundo, as soluções, os caminhos a seguir, propostas concretas.

O alicerce de toda a obra é a iniciativa, a conduta, os valores morais e éticos e o sentido de missão. O autor Marco Dias é também um marco em iniciativa, um activista, um homem do terreno, um moderado a procurar soluções... Para que um dia tenhamos orgulho neste país moralmente empobrecido que é Portugal.

Obrigatória, a obra está disponível em www.100editora.net