domingo, 21 de abril de 2013

A meteorologia da mente



Tenha a certeza de uma coisa: você tem controlo sobre o ambiente. O ambiente da sua mente. Sim, sim, também há um clima dentro da sua mente. 

Já ouviu falar do clima organizacional? O ambiente que se vive dentro de uma empresa? Pois bem, esse ambiente divide-se em três partes: 1.º - o ambiente da mente de cada pessoa; 2.º - o ambiente de cada unidade, secção, departamento; 3.º - Finalmente, o ambiente da organização, que é o somatório dos dois anteriores.

Comece o dia verificando como está a meteorologia da sua mente. A boa notícia é que pode ajustá-la à sua medida. Para o que lhe convém. A pergunta a fazer é simples: «Como quero hoje o meu céu?» O resto é consigo. Ah, e consulte várias vezes ao dia a sua meteorologia, a da sua mente. Pelo menos antes de cada refeição principal (almoço e jantar) e uma vez no intervalo das mesmas. Antes de dormir, dedique alguns segundos e faça o balanço do dia em termos de meteorologia da mente:

1 - Que tipo de pensamentos tive hoje?
2 - Qual a qualidade dos meus pensamentos hoje?
3 - Que contribuição tiveram para o meu desenvolvimento como pessoa?
4 - Estou feliz com o resultado desta reflexão?
5 - Como quero que seja o dia de amanhã?

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Não se deixe influenciar nem distrair


O seu desenvolvimento está em primeiro lugar e ninguém, nem nada, pode impedi-lo/a. Pois, todos sabemos que está em curso uma grande mudança nas sociedades. Mas isso é o que se passa lá fora... E eu estou a falar de si, do que se passa consigo. 

Deixe-me dizer-lhe que ninguém o/a pode parar. Nada. A menos que se deixe influenciar. A menos que se deixe distrairDe resto, independentemente da família, da economia, dos políticos, do governo, da crise, do mercado, dos amigos, da empresa, do patrão, dos colegas, das instituições... E até dos boicotes que lhe possam fazer, você sempre apostar em si, no seu desenvolvimento pessoal.
Claro que poderá não ser como gostaria, mas isso acontece sempre aos ganhadores, aos que empreendem. Acredite que pode fazer. 

Agora deixo-lhe um alerta muito simples: o que é fácil fazer também é fácil não fazer. E o que não é fácil fazer é ainda mais fácil não fazer. Mas também lhe garanto que a maior parte das coisas é simples. Podem não ser fáceis, mas são simples.

Mas admita que a vida seria um bocejo constante se fosse tudo fácil... e simples. Não suportaria viver com tal pasmaceira. A vida é feita de desafios, alguns são mais apetitosos do que outros. Há actividades mais deliciosas do que outras. Mas o certo é que, sem desafio, sem um caminho, o trajecto torna-se uma seca.
O desafio está ao seu alcance. O seu desenvolvimento pessoal é prioridade e só depende de si e do ambiente que criar na sua mente. Mas esse é outro assunto para um outro post.

sábado, 13 de abril de 2013

O silêncio no coaching



Porque é que o silêncio tanto assusta? O silêncio é amigo da alma, da consciência, da reflexão. O silêncio é qualidade de vida. E começa dentro da mente do coach no processo de coaching.

Uma das maiores artes do coaching é a gestão do silêncio. Deixar o outro falar, explicar-se, expressar-se é um hot spot no processo. O espaço não tem de ser constantemente preenchido com ruído, palavras, som. Mesmo que o interlocutor se detenha... É normal, é conveniente, faz parte. O pedaço de reflexão é integrante do coaching. Esssencial.

- Ah, e quando devemos falar? Há um momento em que o silêncio se pode tornar pesado e desconfortável...

Pode, claro. Mas um verdadeiro coach, interessado no seu interlocutor, sente bem fundo quando deve intervir. E quanto menos o faça, mas abre possibilidades ao seu interlocutor. Simplesmente porque ajuda este a continuar centrado em si e nos seus objectivos, em vez de passar ao modo de absorção de sugestões.

- Sim, mas se solicitar sugestões ou esperar demasiado por algo? Deve o coach intervir?

Primeiro, o «demasiado» é uma medida abstracta. O que é «demasiado»? Segundo, se o seu interlocutor lhe solicitar sugestões ou opiniões, devolva a pergunta, devolva-lhe a bola, a reflexão e a responsabilidade. Terceiro, se houver um compasso de espera longo, espere com ele. Não se sinta obrigado a preencher o silêncio com o seu «ruído», pois se o fizer é porque a sua mente está «barulhenta»...

Estar calado é comunicar. Permite pensar, reflectir e decidir. O silêncio é ganho de consciência.