sábado, 13 de abril de 2013

O silêncio no coaching



Porque é que o silêncio tanto assusta? O silêncio é amigo da alma, da consciência, da reflexão. O silêncio é qualidade de vida. E começa dentro da mente do coach no processo de coaching.

Uma das maiores artes do coaching é a gestão do silêncio. Deixar o outro falar, explicar-se, expressar-se é um hot spot no processo. O espaço não tem de ser constantemente preenchido com ruído, palavras, som. Mesmo que o interlocutor se detenha... É normal, é conveniente, faz parte. O pedaço de reflexão é integrante do coaching. Esssencial.

- Ah, e quando devemos falar? Há um momento em que o silêncio se pode tornar pesado e desconfortável...

Pode, claro. Mas um verdadeiro coach, interessado no seu interlocutor, sente bem fundo quando deve intervir. E quanto menos o faça, mas abre possibilidades ao seu interlocutor. Simplesmente porque ajuda este a continuar centrado em si e nos seus objectivos, em vez de passar ao modo de absorção de sugestões.

- Sim, mas se solicitar sugestões ou esperar demasiado por algo? Deve o coach intervir?

Primeiro, o «demasiado» é uma medida abstracta. O que é «demasiado»? Segundo, se o seu interlocutor lhe solicitar sugestões ou opiniões, devolva a pergunta, devolva-lhe a bola, a reflexão e a responsabilidade. Terceiro, se houver um compasso de espera longo, espere com ele. Não se sinta obrigado a preencher o silêncio com o seu «ruído», pois se o fizer é porque a sua mente está «barulhenta»...

Estar calado é comunicar. Permite pensar, reflectir e decidir. O silêncio é ganho de consciência.