sexta-feira, 31 de maio de 2013

Se eu soubesse...


Se eu soubesse como mudar o país...
Se eu soubesse como mudar as pessoas...
Se eu soubesse como mudar a economia...
Se eu soubesse como mudar o governo...
Se eu soubesse como mudar a crise...

Ah, o que eu faria se eu soubesse como mudar a situação...
O problema é que eu não sei o que fazer e como fazer. A única coisa que sei é o que poderei fazer comigo, e isso não falha. Independentemente da situação, eu sei que posso sempre fazer alguma coisa comigo, resulte ou não. O Se-eu-soubesse não é daqui, é do mundo das suposições.

O que eu sei é que se passar o tempo a pensar em como mudar a situação, ela não vai mudar... Nem para mim, nem para os outros. Agora a única certeza que tenho é que sei que posso fazer algo por mim e isso não falha.
Porque se eu mudar o meu mundo, vou melhorar, vou aumentar as minhas possibilidades, as minhas oportunidades e consequentemente vou alterar a minha situação, que está dentro do mundo.

Portanto, eu vou mudar o que faço, o que sei, o que conheço e o que quero, e isso não falha. E assim mudo a situação. A minha... E se mudo a minha, de alguma forma terá implicações na situação. Mas isso não é da minha conta.

O que farei? Como? Para quê? QuandoCom quem? Onde? E nunca mais o Se-eu-soubesse fará sentido para mim, porque agora eu sei que posso e isso não falha.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Seja você mesmo... Acredite em si


Temos de acreditar em Portugal 
Temos de acreditar nas instituições 
Temos de acreditar nas pessoas - Temos de acreditar na Justiça
Temos de acreditar que isto vai mudar

Você vai-se dar ao trabalho de acreditar nisto tudo? Você vai obrigar-se a acreditar no que dizem que você tem de acreditar? E quanto tempo vai ficar à espera para que tudo se torne verdade? É que se você «tem» de acreditar, então está a fazê-lo para os outros e a depender dos outros. E vai aguardar quanto tempo para que tudo se componha à sua maneira?...

E que tal acreditar em si? Sabe o que isso é? Eu lembro: É apostar em si. É investir em si, é pensar em si. É desenvolver-se. É evoluir. Este é o seu terreno, palpável, visível e mensurável. Aqui sim, você acredita no que quer e depois torna o objecto da sua crença uma realidade. 

A NOVA VERSÃO DE SI

«Temos» de acreditar? Ora essa!! Eu acredito em mim, que posso ser uma melhor versão de mim todos os dias... E assim também darei o meu contributo para a mudança do sistema, mas isso é algo em que não me concentro, pois está para além do meu alcance.
Seja você mesmo / Acredite e faça por si

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Qual é a sua mentira?



Que mentira anda a contar a si próprio/a? 
E quantas mentiras já tornou em verdades? 

Perguntas estranhas, estas... A verdade assustadora é que há muita gente a viver sobre uma mentira que criou para si própria, tornando-a verdade.
O que você é depende do que pensa que é... E o que pensa que é afecta a forma como os outros pensam que é... E o que os outros pensam que é determina a maneira como o/a tratam... E a forma como o/a tratam afecta a sua auto-imagem.

Isto para dizer que tudo depende de si. Começa e acaba em si. E se alguma coisa não está a correr como gostaria, então é porque tem de fazer o que não está a fazer, deixando de fazer o que está a fazer. É porque decidiu acreditar em algo que pensa ser a sua verdade, mas que afinal é uma mentira que aceitou contar a si próprio/a.

A solução passa por tornar verdade aquilo que agora pensa 
que é mentira e que sabe lhe convém mais para a sua vida...
QUAL É AFINAL A MENTIRA QUE ESTÁ A CONTAR A SI PRÓPRIO/A

sábado, 11 de maio de 2013

Os «3 Quês»


Mudar de Quê para Quê e com Quê
Falar de mudança hoje é cliché. É um tema vulgar e cansativo. Sobretudo quando não se sabe o que é, como se faz e para onde se vai. E a pergunta é sempre a mesma: «Sim, percebe-se que tem de haver mudança, mas de quê para quê e com quê?»
As nossas condições de vida alteraram-se e a mudança avizinha-se. Mas ela é feita de conteúdos. Digamos que o conteúdo que colocámos nestes recipientes, Portugal, organizações, instituições, associações, clubes, etc., deverão agora ser outros. O problema não é o do recipiente, mas sim o do conteúdo
Por exemplo, se quer mudar de vida, não basta mudar de casa. Não basta mudar o recipiente. Tem de mudar o conteúdo. E o conteúdo é o que tem dentro de si. Hábitos, conhecimento, percepções, competências, formas de se relacionar, entender o mundo, convicções, crenças, valores, etc.

Pois é... Que certeza tem que o seu conteúdo seria ou será o conveniente para mudar de vida efectivamente? Se fosse, poderia fazer algo diferente no mesmo recipiente, ou não? Precisaria de ir para outro planeta?
Afinal, depende de quê? do recipiente ou do conteúdo? Se for do recipiente, está a fazer depender a sua mudança de factores externos. Se for do conteúdo, sabe que está sob controlo e é responsável pelos resultados que obtém. 

E agora? De que lado se faz a mudança? No conteúdo ou no recipiente? O que conta mais? Quer fazer a mudança com Quê?

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Se você mandasse...



Imagine que tinha um poder absoluto, daqueles com que quase toda a gente sonha, quando diz «se eu mandasse...». Por uns instantes, pense nisso.
Uau, o que aconteceria? Tanta coisa, não é? Aposto que começava logo a fazer reparações e a pôr tudo em ordem. Primeiro a sua família, depois os vizinhos, depois o bairro e logo a seguir avançava para a sociedade. Punha tudo na linha, a Justiça, as Finanças, o Governo, os políticos, as leis.

Tirava pessoas de um lado e colocava-as noutro sítio. Ou simplesmente desencaixava umas para colocar outras. Ah, e mais, algumas haviam de ser punidas, para aprender! Dava-lhes uma lição. Presas, açoitadas, humilhadas, postas a andar do país até. E outras haviam de ser premiadas e compensadas... E assim ia ficando tudo como devia ser. Tirava umas coisas a uns para dar a outros... e alguns até ficariam sem nada, pois não merecem pelo mal que fizeram. Outros sim, merecem muito mais do que têm. E você punha tudo na ordem, num equilíbrio extraordinário. Ah, se você mandasse, punha tudo na linha e decerto viver-se-ia muito melhor do que hoje.

É agora que uma voz na sua mente lhe segreda, «podes crer que era assim... se eu mandasse, isto dava uma volta».
E agora pergunte-se: «E depois de estar tudo na ordem, como devia ser?...» Pois é, eu gostava de ouvir a sua reposta. O que faria depois? Mudar-se-ia a si a seguir? Sim, porque o único pedaço de mundo que faltaria para mudar seria você. A sensação de dever cumprido por ter mudado tudo à sua maneira e ao seu gosto só abrangeu os outros. E porque ficaria de fora? Afinal, você é uma pessoa justa, porque não o faria? Claro que aquela voz lhe diz agora: «Eu? por que raio? Se mudasse só eu, nada mudaria, por isso mais fácil mudar tudo à minha volta e à minha maneira, que assim eu viveria mais feliz. Eu e muita gente».

E eu volto a perguntar-lhe: Chama a isso mudança? Porque se você mandasse e mudasse tudo à sua maneira, teria necessidade de fazer alterações em si? Nada. Nada de nada. E agora deixe-me dizer-lhe qual a impressão que tenho sobre o «Ah, se eu mandasse...». Se conseguisse mudar tudo à sua volta, seria uma forma de você ficar na mesma. Uma espécie de mecânica de manutenção, de forma a manter a sua vida como está, uma espécie de fazer melhor o que está a fazer agora, mas nada de especialmente diferente.
O que lhe digo é que, se ambiciona a mudança em alguma coisa, há que dar o primeiro passo, tal qual no atletismo se começa pelo primeiro metro e não no último.

Sim, sim, esta coisa da frase do «mude-se a si primeiro» é hoje um cliché enorme. Já enjoa ouvi-la. O Ghandi disse qualquer coisa como «Seja a mudança que quer ver no mundo» e agora toda a gente repete sem saber o que fazer depois com o raio da frase. Mas a questão é simples, apesar de não ser fácil. Comece por si, dê o exemplo, mostre como é, que é capaz, que consegue e, sobretudo, QUER.
E assim decerto que conseguirá mudar alguma coisa no seu mundo e influenciar outras pessoas perto de si. E assim se inicia uma mudança brutal e profunda, sem aparências nem falsidades.