sábado, 16 de novembro de 2013

A responsabilidade é sempre nossa...


Todo o comportamento tem origem numa emoção, que parte de uma crença, originada por uma percepção, que tem o seu motor numa experiência. Nada pertence aos outros. É tudo nosso:

EXPERIÊNCIA - PERCEPÇÃO - CRENÇA - EMOÇÃO - COMPORTAMENTO

Por isso, a responsabilidade é sempre nossa também... Escusado culpar, escusado arranjar justificações escapatórias.
A experiência é vivida por nós, por algum motivo estamos nela, certo? Pertence-nos. A PERCEPÇÃO é nossa, interpretamos à nossa maneira. A CRENÇA é nossa, formamo-la baseado no que aprendemos e na nossa história de vida. A EMOÇÃO é nossa, decidimos emocionar-nos de certa maneira, porque temos crenças e percepções, que são nossas também. O COMPORTAMENTO é da nossa responsabilidade, decidimos e agimos por nossa iniciativa.

Concentre-se nestes cinco dados: Experiência-Percepção-Crença-Emoção-Comportamento. Verá que nada pertence aos outros. É tudo seu. Se é tudo seu, é porque pode sempre alterar alguma coisa. Pode reformular, ressignificar, reenquadrar, agir diferente. É tudo uma questão de se tornar responsável... ou mais responsável.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Lutar contra ou por?

Lutar contra tem sido a missão de muita gente. Lutar contra a crise, contra a insegurança, contra a falta de confiança, contra o medo. Contra, contra, contra.
Quanto mais se luta contra, mais o contra resiste, mais o contra volta, insiste e mais força tem. Há décadas que se luta contra tanta coisa e agora, décadas passadas, continua a lutar-se contra a mesma coisa. Porque será? A resposta é simples: Porque se luta de forma desadequada.

E que tal começar a lutar por? Por aquilo que quer que aconteça? Por aquilo que deseja? Faz a diferença toda, porque é completamente diferente o «contra» e o «por». Na primeira, a focalização é no que não quer. Na segunda, no que quer. Adivinhe qual a probabilidade do que vai obter numa e noutra situação? Pois é... Talvez ainda esteja na dúvida, mas na primeira tende a obter mais do que não quer. Na segunda aproximar-se-á mais do que quer. 

Basta olhar à sua volta para perceber que o «contra» mantém-se sobre as mesmas coisas. Contra o desemprego, contra a corrupção, contra as condições de vida, contra a precariedade, contra o medo, a insegurança, a falta de confiança. E tudo se mantém... O que se passa? O que se passa é que lutar contra mantém-no preso ao desagrado, ao defeito, ao indesejado e indesejável, mantém-no atento ao desconforto, ao receio, ao medo, ao perigo. Enfim, concentrado no que não gosta e não quer. Qual a solução? É simples, apesar de não ser fácil.

A sua mente habituou-se a esse registo do «contra». Agora terá de desafiar-se a transformar essa capacidade de luta no «por». O que quer, afinal? O que depende de si? O que pode fazer por si? O que está disposto/a a fazer pela sua vida? Pelo seu bem-estar? Quanta energia vai investir a lutar por uma causa maior e que deseja?
Lute pela confiança, pela segurança, pela coragem, pelas condições de vida, pelo emprego ou pelo rendimento, pela honestidade, por uma comunidade mais íntegra... Transforme-se, comece por si, exemplifique como se luta «por», olhando em frente. Não se fixe na barreira, no obstáculo. Fixe-se na possibilidade e na oportunidade...

... E dê as boas-vindas ao mundo das possibilidades

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A segurança é inimiga do desafio...

A procura constante de segurança pode ser o seu maior engano. Encontrar a segurança pode ser encontrar mesmo a sua própria armadilha. Quão seguro/a se quer sentir, numa escala de zero a 10? A segurança pode ser o melhor caminho para a paralisia...
Nada melhor para ficar parado do que sentir segurança. Ela é doce, subtil e dá-lhe a sensação de adquirido, de não ser preciso mais, de ter já o suficiente. A segurança abre-lhe também caminho para a arrogância, para a sobranceria, para o distanciamento da essência.
Estar em plena segurança é verdadeiramente limitador. Qualquer desafio na vida põe em causa a segurança. Qualquer novidade provoca o sentimento de segurança. Um projecto, um sonho, um objectivo põem em causa a segurança.
Será a segurança um objectivo a alcançar? A partir de que momento a segurança começa a ser obstáculo, limitação, constrangimento?
A segurança é tanto mais ardilosa quando mais a procuremos. Quanto mais quantidade de segurança quiser na sua vida, mais vício vai ter em procurar mais... e mais... e mais.
Algumas perguntas para reflectir:
- Procura a segurança ou foge do sentimento de insegurança?
- De zero a 10, quanta segurança quer sentir?
- O que é que sente em relação a sentir-se seguro? Necessidade ou desejo?
- O que é que tem de acontecer para se sentir seguro?
- Que quantidade de desafio e quantidade de segurança quer ter na sua vida?
- Do que é que tem medo?
- A procura de segurança anula o sentimento de insegurança? Ou este permanece?
- Se tiver muita segurança, quanta dimensão vão ter os seus desafios?