domingo, 1 de dezembro de 2013

A felicidade como escolha...


Um conceito estranho... A felicidade é uma escolha. Estranho em relação a quê? Em relação à forma como estamos habituados a pensar: a felicidade depende de acontecimentos e não da nossa decisão.

Na verdade, a felicidade vem de uma crença, baseada na focalização de algo que entendemos como negativo. As pessoas sentem-se infelizes quando acreditam que isso é necessário.

Pergunta
«O que espera atingir com a sua sensação de infelicidade?»

Uma crença não é causada, não é um facto. É criada por uma escolha. É algo que se pensa ser verdade. E essa ilusão de verdade ou da realidade não é a experiência real da verdade ou da realidade. É apenas a nossa interpretação. Se bem que possa de alguma forma coincidir com acontecimentos factuais, tudo depende da nossa interpretação.

A infelicidade é apenas uma crença, e como crença poderá sempre ser questionada. As pessoas são infelizes porque acham que têm de ser. Sim, é verdade que estão a sentir-se infelizes, com todas as emoções e sensações inerentes a essa sensação. Sentem-se infelizes acerca do que não obtiveram ou de não conseguirem o que acham precisar ou de não serem o que acham deveriam ser.

Perguntas
«O que poderia acontecer se não se sentisse infeliz?»
«O que faria agora se não se sentisse infeliz?»
«O que o/a impede de fazer o que faria se não se sentisse infeliz?»
«Sentir-se infeliz resolve a sua situação?»
«Assusta-o/a o facto de poder sentir-se feliz?»

Reflicta, sem juízos de valor, sem críticas. De quem é a responsabilidade de se sentir como se sente? É sua ou é dos outros. Bom, registe que, se entender que é sua, tem ao alcance uma escolha. Se é dos outros, está dependente. E se é este o caso, então não são os outros ou os acontecimentos que vão fazer pela sua felicidade.