segunda-feira, 30 de junho de 2014

GROW - Um jogo em que se ganha sempre


É um exercício de reflexão em quatro passos, uma viagem ao funcionamento da sua mente, à descoberta de novos mundos, possibilidades e oportunidades. Em inglês, crescer é GROW e os quatro passos correspondem às quatro letras que compõem a palavra.

Neste jogo de cartas poderá fazer uma viagem guiada à sua vida presente e futura, mesmo não sendo profissional. Começar pelo G (objectivo) é perguntar a si próprio o que quer e depois «navegar» pelas perguntas respectivas. Não facilite, dê a importância devida ao processo e vai conseguir atingir o que quer. Passe ao R (estado actual) e encontrará perguntas que o farão mergulhar no seu presente, ajudando-o a consolidar o que vai fazer efectivamente. Depois, siga para o O (opções) e reveja o panorama. Siga as perguntas e analise as hipóteses, equacione se o caminho que está a seguir é o único, se é o mais acessível ou se há outras formas de o fazer. Eventualmente se há até outros caminhos.
Por fim, entre no W (Acção) e defina especificamente as metas até ao objectivo final. É hora de escrever os passos detalhados. Com datas, hora, semana, mês. As perguntas na fase Will vão ajudar a ser o mais específico possível e a dissipar dúvidas.

Neste jogo de cartas GROW tem todas as instruções necessárias para efectuar um bom trabalho. São 44 cartas divididas em 4 naipes de 11 que correspondem ao G - goal, ao R - reality, ao O - options, e ao W - will.

GROW não é um jogo de ganhar e perder, é sim um jogo de ganho permanente. Ganha você se fizer a sós. Ganha você e o seu parceiro ou cliente se o fizer a pares. Ganha você e o seu grupo se fizer em conjunto.

Para adquirir, basta aceder ao Sítio do Livro ou aqui

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A armadilha do grupo


A armadilha do grupo é a da conformidade e tem a ver com estar de acordo com a maioria, abdicando do seu próprio caminho. Estar conforme é confortável e dá uma sensação interessante de integração. O problema maior inerente à conformidade é a cegueira. Quando esta toma conta de nós e a ela nos habituamos, achamos que somos assim, passando a assumir uma identidade que não é a nossa. Estamos parados, ao sabor da maré.

Na conformidade não há obstáculos, é tudo previsível, daí a sensação de segurança e conforto. Fomos habituados a rejeitar as objecções. Quando inicia o caminho para o que quer, deve contar com obstáculos, percalços, resistências, pressões. Claro. Começou a fazer um caminho novo, vai encontrar situações novas. Se estou parado na rua, nada acontece. Estou parado. Se começo a movimentar-me, claro que vou encontrar buracos, pedras, esquinas, automóveis, pessoas, postes, placas, muros, portas... É assim. É natural, é sinal de que estou a movimentar-me.

Na vida ainda temos outro tipo de obstáculos: aqueles que não querem que nos movimentemos. Sim, são pessoas. Vai ter de lidar com isso. Vão criticar, induzir ao medo, mostrar consequências negativas, torná-lo invisível, pressioná-lo para que se junte novamente à multidão, para que não se destaque, para que não faça nada diferente.

A multidão admira quem mostra coragem, mas ao mesmo tempo odeia não conseguir fazer o mesmo. E a multidão vai chegar-lhe na boca de conhecidos, de amigos, até de família. Alguns querem-lhe mal, querem que caia, que fracasse. Outros querem-lhe bem, mas têm medo de perdê-lo, de passarem a não fazer parte da sua vida mais tarde. E esses vão também encorajá-lo a desistir, a ser complacente, a não mudar os seus hábitos...

A cegueira que é aceite ou auto-imposta é dos maiores males da sociedade actual. A grande parte das pessoas prefere ser cega. Recusa aceitar a sua verdade, viver os seus valores e fazer o que acha bem para si. O comum das pessoas está sempre a ajustar-se aos outros, ao grupo, à multidão. «Vende-se», aceitando viver vidas emprestadas e arranjando as justificações simplificadas de sempre:

«O que é que se há-de fazer?»
«As coisas funcionam assim...»
«Se não podes nada contra, junta-te a eles»
«Se não faço isto, fico sozinho/a»
«A gente não pode mudar o mundo»
«Não depende de mim»
«Não há necessidade disso»

Na cega conformidade, a armadilha do grupo é a armadilha da mente e às tantas o mundo apresenta-se assim. Limitações auto-impostas. Um dia, já não nos apercebemos que são auto-impostas e não nos lembramos que podemos empurrar-nos para outra realidade. Como disse um dia o filósofo Ludwig Wittgenstein, 

«Um homem ficará encarcerado num quarto com a porta destrancada e que abre para dentro a não ser que lhe ocorra que deve puxá-la em vez de a empurrar».

Se está conforme, nada está a acontecer na sua vida. Se não há objecções, nada se passa. Comece a movimentar-se. Movimento é vida.

domingo, 22 de junho de 2014

Líderes ou músicos


A palavra «liderança» tem-se popularizado ao longo do tempo. É um conceito que me tem intrigado nos últimos anos, principalmente pela quantidade de «músicos» que gera.
Na verdade, vejo gente de mais a dizer-se líderes dos outros, mas que nem sequer sabe liderar-se. Apregoam conceitos de liderança como se de uma MUSIQUINHA se tratasse, mas quando passam à prática desafinam. É fácil afinar a música quando se FALA, o problema é afinar no que se FAZ, na atitude e no comportamento.

Mas em vez de lhe lançar uma melodiosa argumentação, lanço-lhe antes um desafio: Repare no que o intitulado líder FAZ e descobrirá logo se é líder ou músico. OIÇA, depois VEJA, depois SINTA e finalmente DECIDA: Será líder ou será músico? Líder FAZ FALA. Músico FALA e... FALA. É um jogo de «F», mas há diferenças.

Alguns exemplos sobre «líderes» músicos:
- «Líderes» que instigam os outros para a iniciativa e não tomam iniciativas
- «Líderes» a encorajarem outros para arriscarem e que nunca arriscaram
- «Líderes» que apregoam o empreendedorismo e que nunca empreenderam
- «Líderes» que pedem para se atrever e que nunca se atreveram
- «Líderes» que falam de trabalho sem nunca terem trabalhado
- «Líderes» que opinam sobre a tão na moda zona-de-conforto e nunca saíram dela
- «Líderes» que falam em reconhecer e que só querem ser reconhecidos
- «Líderes» que falam de protocolos, regras e leis e os subvertem na primeira oportunidade
- «Líderes» que apregoam a honestidade e que não a honram
- «Líderes» que apelam ao exemplo mas nunca o dão
- «Líderes» que incitam a que demos o primeiro passo mas que não têm essa experiência

E tantos outros exemplos poderíamos dar... Esteja sempre atento à pessoa que FALA sobre liderança. Verá que vai encontrar gente que não sabe do que fala e não passa apenas de músico afinado nas palavras mas muito desafinado na prática. Liderança não é música, é acção, é exemplo e é dar o primeiro passo antes de todos os outros.

Não se esqueça
LÍDER FAZ e FALA
MÚSICO FALA e... FALA

domingo, 1 de junho de 2014

Bons e maus hábitos...


O hábito é uma forma de liderança. Criamos hábitos para que a nossa vida seja mais fácil. Mecanizar procedimentos é bom para nos poupar tempo, energia e dinheiro. Mas os hábitos têm uma espécie de vida própria. Eles podem dominar-nos. E quando isso acontece, passamos a servir o hábito em vez de o hábito nos servir.

Liderar os hábitos, é disso que se trata. São úteis para nos poupar tempo e energia. Leva tempo a aprender a fazer o que é novo, mas depois de se ganhar o hábito, o que é novo passou a velho e aprendido para nos servir e a partir daí podemos pensar então em fazer algo diferente. O hábito deixa-nos tempo livre para passarmos a novas etapas.

Então, qual o problema com os hábitos? Andam sempre a alertar «Cuidado os hábitos», «Temos de mudar de hábitos», etc. Pois, o problema dos hábitos é simples:
Eles devem servir-nos e não nós servi-los. A fronteira pode ser ténue. Quando começamos a servir um hábito é porque ele já não nos interessa, atrapalha-nos, mas não conseguimos libertar-nos dele porque, enfim, estamos habituados: a fumar, a adiar, a ser pessimistas, a comer de mais, a chegar tarde a compromissos.

Em resumo, os hábitos são óptimos quando nos servem: bons hábitos. Quando, pelo contrário, passamos a servir os hábitos (maus hábitos), então aí, sim, o melhor é pensar se quer continuar dependente do hábito ou liderar novos hábitos.