domingo, 1 de junho de 2014

Bons e maus hábitos...


O hábito é uma forma de liderança. Criamos hábitos para que a nossa vida seja mais fácil. Mecanizar procedimentos é bom para nos poupar tempo, energia e dinheiro. Mas os hábitos têm uma espécie de vida própria. Eles podem dominar-nos. E quando isso acontece, passamos a servir o hábito em vez de o hábito nos servir.

Liderar os hábitos, é disso que se trata. São úteis para nos poupar tempo e energia. Leva tempo a aprender a fazer o que é novo, mas depois de se ganhar o hábito, o que é novo passou a velho e aprendido para nos servir e a partir daí podemos pensar então em fazer algo diferente. O hábito deixa-nos tempo livre para passarmos a novas etapas.

Então, qual o problema com os hábitos? Andam sempre a alertar «Cuidado os hábitos», «Temos de mudar de hábitos», etc. Pois, o problema dos hábitos é simples:
Eles devem servir-nos e não nós servi-los. A fronteira pode ser ténue. Quando começamos a servir um hábito é porque ele já não nos interessa, atrapalha-nos, mas não conseguimos libertar-nos dele porque, enfim, estamos habituados: a fumar, a adiar, a ser pessimistas, a comer de mais, a chegar tarde a compromissos.

Em resumo, os hábitos são óptimos quando nos servem: bons hábitos. Quando, pelo contrário, passamos a servir os hábitos (maus hábitos), então aí, sim, o melhor é pensar se quer continuar dependente do hábito ou liderar novos hábitos.