segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cultura e Mudança Organizacional

Quatro tipos de organizações para quatro tipos de cultura, quatro tipos de liderança. Qual a mais conveniente? Será que a cultura actual satisfaz as ambições da empresa? Estará a liderança alinhada com a equipa?

4 tipos de empresas: Pessoas; Inovação; Mercado; Burocracia

A metodologia é de Robert E. Quinn e Kim S. Cameron, e parte de pressupostos científicos, dados concretos e factuais. A sua origem porém parte da subjectividade da percepção, de líderes e colaboradores. Uma subjectividade que gera comportamentos e resultados. Mas como gerir percepções é gerir resultados, estes dois investigadores criaram uma ferramenta poderosa de análise de cultura e mudança organizacional.

No quadrante superior esquerdo, aí tem uma empresa virada para as pessoas, bem-estar, satisfação, equilíbrio entre vida familiar e profissional. No superior direito é a inovação, novas formas de fazer, criatividade, revonação, abertura. No inferior direito, a óptica é a de mercado e de cumprir objectivos, números, vendas, clientes, facturação. Finalmente, no inferior esquerdo temos a organização burocrática, autoritária, regida por regras e procedimentos.

No dois quadrantes superiores cabem start ups e organizações adaptativas, com grande focus no capital humano como bem essencial. À esquerda cabem organizações jovens, as não governamentais (ONG), de solidariedade social e as melhores para se trabalhar segundo os indicadores publicados na revista Fortune. À direita estão situadas as tecnológicas, as que se mantêm jovens, elásticas e flexíveis, sem complexidade hierárquica.

Cultura actual a amarelo, cultura desejada a tracejado

Nos dois quadrantes inferiores cabem as organizações na sua maioria tendentes ao declínio. Do lado esquerdo estão contidas as envelhecidas, balcanizadas, rígidas, hierarquizadas, injectadas de automatismos assentes em regras e procedimentos. São também exemplos as instituições do Estado. À direita, por fim, ficam as empresas que vivem para as vendas, os produtos, o lucro. Ritmos acelerados, competitivas, materialistas, o objectivo primeiro é a quantidade, de clientes, de vendas, de facturação, etc. 

Ao caracterizar a organização em termos de cultura descobre-se se o caminho é o mais adequado e se chefias e lideranças estão alinhadas num mesmo quadro de valores.
Na imagem acima pode ver-se a incongruência existente entre a cultura existente e a cultura desejada, o que prediz sobre a insatisfação latente. Tendo em conta a devida confidencialidade, esta organização sofreu algumas alterações, já que os resultados não eram do agrado da administração.