sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Só existe o Possível

Uma metáfora que pode usar sempre e que fará toda a diferença



Experimente chamar o Possível quando lhe ocorrem ideias sobre o Impossível

Para mais metáforas 
e lições de vida, siga o link

domingo, 20 de dezembro de 2015

Coaching para um modo de vida

Para 2016, um programa completo para quem queira rever ou melhorar o seu dia-a-dia e para quem tenha a ambição de se tornar coach, mentor ou terapeuta

O melhor programa para 2016
Uma coisa é fazer um curso para saber, outra é fazer um curso para ser. Este programa de Practitioner de PNL & Coaching está desenhado para se transformar como pessoa e como profissional. Para SER mais e FAZER mais.
Trata-se de investigar, avaliar e domar as entidades vivas que limitam o seu ser: crenças e convicções. E encontrar novas perspectivas e caminhos. Novas formas de ser e fazer.

As garantias que lhe damos são as seguintes

1 - No final do programa terá as ferramentas necessárias para iniciar uma actividade como coach, terapeuta, consultor ou mentor

2 - Terá o apoio de elementos da JD para o ajudar a traçar o seu projecto pós-programa

3 - Terá possibilidade de fazer parte da ACC - Associação de Coaching e Comunicação e assim usufruir do apoio institucional que esta lhe dará

4 - Terá trainers de várias disciplinas durante o programa, como mindfulness, ioga e hipnoterapia

5 - Terá reconhecimento internacional, porque a JD e a ACC estão vincados aos standards internacionais e contam com a IBCM - Instituto Brasileiro de Coaching e Mentoring como parceiro. 


BOM ANO BOAS FESTAS


terça-feira, 24 de novembro de 2015

5 máximas sobre a mudança



Mude antes de ter de o fazer 
Jack Welch

As pessoas não resistem à mudança, 
resistem a serem mudadas
Peter Senge

Se queres criar inimigos, 
tenta fazer algo diferente 
Woodrow Wilson

A chave da mudança é largar o medo
Rosanne Cash

A única segurança 
é a nossa capacidade para mudar
Jonh Lilly

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Coaching é silêncio...


O coaching é a arte de colocar 
o foco genuíno em outra pessoa

Coaching é silêncio e questões. Coaching é a arte de ficar calado. A arte da pausa. A arte da escuta. A arte do foco no outro. A arte de questionar.

A confusão sobre a actividade de coaching é que se prefere chamar-se-lhe de consultoria pessoal. Mas de consultor tem nada, porque o coach não dá sugestões nem manifesta juízos de valor. 

É necessária preparação e integração. Não basta aprender e saber a estrutura e o objectivo. Não basta assimilar, estudar, fixar. O processo é talvez o mais importante, porque o coach é profissional no processo e não no resultado. Coaching é mais autoconhecimento.

Coaching é manter o foco total no outro, sendo que todo o trabalho é feito com a experiência da outra pessoa e não na sua experiência. 

Para calar a boca e não produzir julgamentos, opiniões ou juízos de valor é necessário preparação, integração, treino, humildade e foco genuíno na outra pessoa. 

- Se o coach fala muito, então não é coach e sim talvez conselheiro
- Se o coach interrompe o cliente, então não é coach
- Se o coach sugere, então não é coach, mas sim consultor ou mentor
- Se o coach não olha nos olhos, então não é coach
- Se o coach manifesta juízos de valor, então não é coach

Bem-vindo ao desenvolvimento pessoal e à actividade

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Esteja sempre em dívida consigo

Favores, ajudas e préstimos saem caros...


- Mensagem 1.ª - a procura da dívida

O tema global mais abordado actualmente talvez seja o da Dívida. Retirando todas as explicações financeiras e económicas lógicas, a verdade é que criar sentimentos de dívida no outro é um hábito instalado e conveniente...
É um sentimento muito subtil e convenhamos que há muita gente a querer que fiquemos a dever favores e que quase nos obrigam a aceitar os seus préstimos...

- Mensagem 2.ª - esteja sempre em dívida consigo

Uma nova consciência global terá de emergir, o de estarmos sempre em dívida para connosco próprios. Deixar de endividar os outros, desejar ou querer que alguém nos deva algo, seja dinheiro ou favores. Estar em dívida connosco é o garante do desenvolvimento pessoal e do crescimento individual.
Deixar de querer estar dependente ou de fazer com que estejam em dívida connosco será o caminho de uma nova consciência.

Cuidado com os «amigos» que lhe oferecem favores para que lhes fique a dever. Tenha atenção aos que gostam de «ajudar» para que lhes fique a dever. Atente nos indivíduos prestáveis que apenas querem criar em si um sentimento de dívida. 

Última ideia: Ajudar é estar ao serviço se precisarem e não oferecer e insistir numa ajuda. Ajudar é estar ao dispor e não impor a sua presença. Ajudar é acrescentar valor e não estar presente ou fazer número.


Esteja sempre em dívida consigo próprio/a. 
Se o fizer vai crescer como pessoa

sábado, 10 de outubro de 2015

Se fosse animal, gostaria de ser gnu?


O gnu, um ícone da savana

Os gnus são animais com uma capacidade de sobrevivência extraordinária. Vivem em manadas numerosas e fazem longos trajectos, resistindo às agruras do terreno e às ameaças da savana, face aos ataques de leões, hienas, cães mabecos, crocodilos e leopardos. Reproduzem-se com facilidade e mantêm-se assim como espécie, sem perigo de extinção.

Já fiz esta pergunta a muita gente:
«Se fosses um animal, gostarias de ser um gnu?»

Todos, sem excepção, me responderam «não». Argumentei, apontei as qualidades que têm, a resistência, a mobilidade... O certo é que aparentemente ninguém se revê neste animal. Uns dizem que é feio, outros que um boi-cavalo nem é boi nem é cavalo, outros ainda dizem não ter nada de especial para ser inspirador...

Sem desdenhar da mãe-natureza e da sua diversidade, o símbolo associado ao gnu parece ser uma espécie de mediocridade sustentada pelo poder no número. Talvez por isso ninguém se identifique com o gnu, preferindo o leão, o leopardo, a águia ou o tigre... Indivíduos com porte, uma identidade e uma capacidade de acção e coragem sem igual. Porém, uma análise mais consciente leva-nos a crer que a sociedade está mais identificada com o gnu do que quer. Age como gnu mas admira o leão, o leopardo e a águia.

A finalizar, fazendo um paralelo, ser medíocre é uma competência de sobrevivência. Os medíocres actuam sempre em grupo, concertados. Preferem ser ninguém e viverem na redoma do medo. Detestam os indivíduos porque lhes invejam a coragem de ser autênticos e únicos e desejam muito que não existam ou se tornem rapidamente um elemento da manada.

Sei que se fosse um animal, não quereria ser gnu... 
Mas conseguirá sentir mesmo como o animal que admira?...

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A rebeldia da auto-estima

Auto-Estima é uma escolha e uma decisão...
Uma auto-imagem e estima fortes são uma escolha de coragem. A escolha de te manteres contigo próprio, assumindo a tua identidade.

Tratar da tua auto-estima é o maior acto de espiritualidade que podes praticar. Estar contigo, amar-te, aceitares-te, compreender a tua originalidade

Atenta que é um acto de rebeldia com a sociedade. Esta prefere que abdiques da tua identidade em nome do grupo. A sociedade tem medo do indivíduo. A sociedade é dependente, o indivíduo empreende. A sociedade é ninguém, o indivíduo tem identidade. A sociedade queixa-se, o indivíduo age, a sociedade lamenta, o indivíduo responsabiliza-se, a sociedade vai na onda, o indivíduo vai ao volante, a sociedade espera, o indivíduo toma acção.

Corta amarras e solta o indivíduo rebelde da criatividade, das ideias loucas e das actividades estranhas. Sê o outsider, o que se valida a si próprio, que não necessita do reconhecimento alheio, rejeita venerar e tornar-se seguidor. Ídolos não, modelos sim.

Sê humano, reconhece as emoções, sentimentos e sensações

- Quando desanimares, entende que é temporário
- Quando falhares, não desistas, insiste e persiste
- Quando te ofenderem, desapega
- Encurralado, procura alternativa

Recusa a doce segurança do rebanho, mais tarde pode ser fatal. Prefere a condução, escolher e decidir. Ter auto-estima é respeitar a tua própria natureza, ter poder de dizer «não», assumir a tua identidade e seguir o teu próprio caminho. Encontrarás sempre quem te ajuda, quem te apoia. Verdadeiramente, não estarás sozinho/a. Estarás contigo e serás um modelo.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Uma Conversa com o Possível

O Impossível já é uma Possibilidade
Num daqueles dias em que tudo parece impossível ou difícil de realizar, decidi falar com o Possível. Bastou concentrar-me e chamar por ele. «Por aqui já?», perguntei. «Sim, não me chamaste?», respondeu. E eu, «tens razão, mas não pensava que ia ser tão rápido». 

E o Possível explicou: «Eu estou em todo o lado, não tenho casa, não tenho sítio certo. Vivo em todo o lado e passo o tempo a criar possibilidades. Provoco, experimento e desafio. Não me preocupo com coisa alguma, tudo é possível e nada tenho a temer.» 

- Nada tens a temer? Como assim? Ora essa, e o Impossível? O Impossível é o teu contrário, e foi por isso mesmo que eu te chamei. Para saber como lidas com ele!...
- O Impossível é o meu contrário? Ahahahah, pelo contrário, ele é uma parte de mim... Sim, diz-se sempre que o Impossível é o meu inimigo, eu sei, mas essa entidade na realidade não existe. Admitir a sua existência é um exercício de loucura porque não se pode pensar na existência admitindo que ela também não existe. Sendo assim, só há lugar para um e esse um é o Possível... 

- Como assim?
- Não penses muito, sente, sente que não é possível o Impossível existir... A não ser na ideia do Não-Sou-Capaz, do Não-Consigo e do Não-Tenho-Jeito. Esse trio ainda não percebeu que apenas pôs uma alcunha ao medo e ao não-quero. Os três convenceram-se então que há um Impossível e que por culpa dele não conseguem, não são capazes ou não têm jeito. Dizem sempre isso como que a convencerem-se que é impossível, mas se assim fosse, não era possível o Não-Tenho-Jeito, o Não-Consigo e o Não-Sou-Capaz fazerem o que fazem e fazerem o que não fazem. O que não é possível ali é sempre possível aqui ou acolá. Por isso é sempre possível aos três tornar possível alguma coisa em algum lugar. E se não criam a possibilidade naquilo que querem, já estão a criar a possibilidade noutra coisa qualquer, mesmo naquilo que não querem.

- Não é fácil perceber, mas até parece simples.
- Pois é. Sente um pouco e verás que a impossibilidade já é uma possibilidade. Na verdade, há uma coisa que é completamente impossível: anular o possível. Porque o próprio impossível já é criar uma possibilidade. 

- Excelente. Tenho de reconhecer que quase fico sem palavras...
- O Impossível na verdade não existe, é apenas um artifício de linguagem. E o Não-Tenho-Jeito, o Não-Sou-Capaz e o Não-Consigo, ao criarem uma representação interna do Impossível criam a possibilidade de ter jeito para alguma coisa, a de não terem jeito, não conseguirem ou não serem capazes de criar o próprio impossível.

- Mas espera. Vamos lá ver um exemplo.
- Sim, mostra-me lá o teu exemplo.

- Se eu te disser que consigo ir de Lisboa ao Porto a pé em dez minutos, o que é que tu dizes?
- Bom, isso não é uma questão de possibilidade. Isso é parvoíce da tua parte neste momento. Acabaste de criar a possibilidade de dizer uma tolice neste momento. Porém, cuidado com essas crenças, porque se falasses do telemóvel a alguém há duzentos anos, se calhar irias preso ou chamar-te-iam louco... 

- Isso é uma verdade...
- O Possível é a única coisa que é possível. O Impossível é uma construção da mente na tentativa de negar a possibilidade, mas ao mesmo tempo criando uma de muitas possibilidades. Eis algumas:

1 - A justificação da mente para se descartar de algo  
     que não é do seu interesse
2 - Validar uma convicção limitadora sobre algo que 
     quer acreditar não ser capaz
3 - Procurar continuar no seu conforto atribuindo a 
     responsabilidade a algo externo, genérico e difuso: 
     o impossível

- Portanto, meu amigo, és completamente livre de acreditar no que quiseres. Mantém presente, sempre, que as crenças e as convicções que desenvolveres terão um poder absolutamente extraordinário sobre ti, porque simplesmente as vais tornar verdades na tua vida. E vais validá-las não só com palavras mas também com actos e resultados. As decisões que tomares e as escolhas que fizeres só a ti dizem respeito. E é com elas que vais construir as tuas possibilidades, as que te interessam e as que não te interessam, mesmo que lhes chames de «impossíveis». É contigo...

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Mente e corpo são o teu templo


De todos os métodos criados até hoje,
o coaching é talvez o mais perfeito... 

Toda a actividade de coaching dedica-se a trabalhar crenças, convicções e a fé. Sim, isso mesmo. Trata-se de devolver ao indivíduo a sua liberdade, o seu poder pessoal e a sua responsabilidade, tornando-o no maestro da sua vida.

No coaching, o teu corpo e a tua mente são o teu templo, onde residem todas as capacidades e possibilidades de escolha. No coaching a tua missão não é a de adorar ou agradar a entidades ou sequer provar-lhes alguma coisa. Pelo contrário, a tua missão és tu e deves gostar de ti em todas as tuas vertentes.

Portanto, tudo depende de ti, da tua força de vontade, do querer, da fé que tiveres em ti próprio. Tal como o mestre disse ao seu discípulo, «Eu não posso ensinar-te nada, a menos que estejas disposto a aprender. Não depende de mim, mas sim de ti, da tua disponibilidade para contigo mesmo...», também no coaching a condição primeira é a disponibilidade, para saber o que resulta.

Os dois pilares essenciais:
1 - Experimentar para ver e sentir o que funciona melhor.
2 - Assumir sempre que o que queres já está realizado.

Nota final: as técnicas usadas no coaching são estratégias e uma estrutura para te colocares no tempo e no espaço adequado para te realizares. E o coach é apenas um parceiro, pois tu és sempre o maestro.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Sucesso é ser...


O sucesso é tido como algo palpável que pode ser perseguido. 
Durante anos e anos ouvi isso repetido vezes sem conta

Um dia percebi que em primeiro o sucesso é um conceito e como tal varia conforme a pessoa e o contexto. Em segundo não é palpável, apenas verificável, não podendo ser perseguido. Em terceiro e último, é um sentimento.
Quando me sinto satisfeito estou em sucesso. Se estou a fazer o que quero e acompanho com quem gosto estou em sucesso. São coisas simples como estas que compõem um propósito, um significado e o sucesso em si. Sucesso é um sentimento interno que tem um ponto comum: satisfação duradoura.

Não se prenda com definições concebidas em livros ou por pessoas que lhe dizem que sucesso é ganhar ou ser melhor do que os outros, ser rico, ter poder, estatuto ou posição.
Quer um exemplo? Escreva a palavra «sucesso» ou «success» no Google, clique em «imagens» e veja as que lhe surgem. Perceberá do que estou a falar. 

Se não tiver uma satisfação duradoura, nada feito. Se apenas depende de eventos esporádicos, nada feito. Tem de ser algo subtilmente duradouro, um estado de espírito de satisfação. 

Não se trata de atingir, trata-se de Ser

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O que tu dizes não interessa para nada


Uma das características da era da comunicação é que quase toda a gente passa quase o tempo todo a dizer coisas que depois não acontecem nem concretizam. 

Principalmente que não concretizam...

A diferença entre o que se passa e o que se disse antes é de grande monta. Digamos que dos 100% do que se diz só 7% é que acontece. Em média. Portanto, tanta palavra, tanto ruído vocal para tão pouco...
A questão do dizer e do fazer leva-me ao tema Compromisso, pois de cada vez que se fala assumem-se ideias, condutas e intenções. Ao falar, as pessoas comprometem-se. Se não há ligação entre o que se diz e o que se faz e o que acontece, então a verbalização passa a mero exercício vocal de emissão de ruído sem significado nem propósito.

O professor iraniano Albert Mehrabian, da universidade de Clark, revelou há anos que para haver congruência na comunicação, tanto as palavras, como o tom e a fisiologia devem estar alinhados. Segundo Mehrabian, o que conta na comunicação divide-se assim...

7% das palavras - 38% do tom - 55% da fisiologia

Ora vê por exemplo alguém que emite um ruído vocal do tipo «Eu até te aprecio...» e ao mesmo tempo desvia o olhar, baixa o tom de voz e mostra algum desconforto físico. Mais não será necessário dizer.
Pensa agora no que tens andado a dizer e a fazer... Será que dizes e fazes ou apenas emites ruído e nada acontece? 

Verdade mesmo é que o que tu dizes não interessa para nada, apenas o que tu fazes conta para alguma coisa, para ti e para os outros

domingo, 5 de julho de 2015

A teoria do «Não há Alternativa»


O que se passa com a Grécia tem tudo a ver com o coaching. Alternativas, possibilidades, formas diferentes de ver e fazer as coisas. Todos os sistemas evoluem com alternativas, se assim não fosse não tínhamos hoje telemóveis, aviões, comboios, computadores, etc. Porque, na verdade, no momento em que se pensou neles não havia alternativa senão comunicar por carta, ir de cavalo, escrever em papel, etc. 

Ora à luz do coaching, quando se diz que não há alternativa possível, pode haver duas explicações: 

1 - Uma forte probabilidade de se estar a ganhar muito com o sistema presente. Por isso deixa estar como está que eu estou bem e isto está a funcionar para mim
2 - Uma forte probabilidade de se ter tanto medo que se escolha ficar bloqueado, à espera que a coisa se resolva por si própria. 

A discussão à volta do «sim» e do «não» da Grécia e do «não há alternativa» dos que aceitamos como dirigentes faz-me lembrar uma metáfora: 
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A História do Medo 

Num país em guerra havia um rei que, sempre que fazia prisioneiros, não os matava. Levava-os para uma sala onde havia, de um lado, um grupo de arqueiros e, do outro, uma imensa porta de ferro sobre a qual se viam gravadas figuras de caveiras cobertas de sangue e outras imagens ainda mais apavorantes. Nesta sala o rei colocava-os em círculo e dizia-lhes então:

– Vocês podem escolher entre morrer atravessados pelas flechas dos meus arqueiros ou passarem por aquela porta e serem lá trancados por mim!
Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, dirigiu-se ao soberano:

– Senhor, posso-lhe fazer uma pergunta?
– Diga, soldado.
– O que havia por detrás da assustadora porta?
– Vá lá e veja você mesmo, agora.

O soldado abre então vagarosamente a porta e, à medida que o faz, raios de sol vão entrando e iluminam o ambiente… E, finalmente, descobre, altamente surpreendido, que a porta se abria sobre um caminho que conduzia à liberdade!
O soldado admirado fica a olhar para o rei que lhe diz:

– Eu dava-lhes a escolha, mas preferiam morrer a arriscar-se a abrir esta porta...
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Tenho sempre para mim que quem diz «não há alternativa» está a querer que os outros não tenham alternativa para que ele as tenha todas. Há gente interessada que nunca se abra a porta das alternativas unicamente para os outros não terem alternativas.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Liberdade, Independência, Autonomia


São os valores mais mencionados pela maioria das pessoas. Dizem que não têm e gostavam de ter. Que querem encontrar e descobrir uma forma. E pedem que alguém lhes mostre o caminho. Que lhes dêem o que lhes falta. 
Porém, querem e procuram aquilo que já têm. É uma frase brutal, mas também brutalmente verdadeira.

Repara que ninguém te pode dar uma coisa que já tens, a menos que não a queiras usar para continuares a sentir-te dependente. E se é esse o caso é porque tens algo a ganhar, por agora.

Pergunta: como sabes que te falta independência, liberdade e autonomia? O que aconteceria se fosses independente? Se tivesses liberdade, o que farias neste momento? E o que realizarias agora se tivesses autonomia?

Ah, estás na procura e queres. Sim, acredito. Agora nota que a questão do procurar e do querer, se repetidos continuamente, criam a ideia de carência e de escassez. Se queres é porque não tens, se procuras é porque não tens. E a questão aqui é que já tens, só que não usas o poder de as usar. Não queres. E enquanto te convenceres que não tens e alguém tem de dizer-te o que fazer, vais continuar a ser dependente. 

Autonomia, independência e liberdade são atributos de responsabilidade pessoal. Há escolhas que se fazem que implicam abdicar de alguma independência, de liberdade e de autonomia. Mas és tu, somos nós que escolhemos isso, porque faz sentido para nós. Se queres ser mais livre, mais autónomo ou mais independente, tudo depende das escolhas que fizeste, fazes e farás.

O coaching e a neurolinguística são metodologias que vieram dar capacidades para exercer melhor a liberdade, a independência e a autonomia. A maior parte das pessoas ainda pensa que o coach tem capacidade para dar, mas ele só pode mostrar-te e provar-te que já tens tudo isso e encorajar-te a usar esses poderes, sem estabelecer uma relação de dependência. 

O extraordinário é que estas metodologias estão agora ao alcance de todos e com um grau de eficácia absolutamente imperdível. Basta querer, experimentar e iniciar um processo pessoal. Parte desta pergunta inicial?

- O que queres criar?

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A Curva Sigmóide

A vida é uma curva. Melhor, uma sucessão de curvas. Com altos e baixos que têm de ser geridos no momento próprio. Quando se perde esse momento, o desastre está à vista. A equação permanente é saber quando e o que fazer.
A melhor ilustração deste fenómeno é a curva Sigmóide. Tudo começa devagar e vai acontecendo de forma hesitante, com muitas dúvidas e precauções. A certa altura inicia-se uma ascensão até um certo ponto e depois dá-se o declínio. Começamos, Crescemos e Encolhemos. As leis da natureza reflectidas na vida, nas empresas, nas relações, no amor, na carreira, nos produtos, nos serviços, etc. Porém, podemos lidar muito melhor com esta lei, criando ciclos. Isto é, criando novas curvas a partir do topo da primeira.

O símbolo estranho acima representa que no ponto X as coisas estão espectaculares. Sentimo-nos no topo do mundo, tudo está a correr bem e toda a informação que nos chega confirma isso mesmo. Mais dinheiro, oportunidades, clientes, negócios, etc. Para quê mudar no ponto X?

Charles Handy chama ao ponto X de paradoxo. Porque é precisamente aqui que devemos começar algo de novo. Mas se tudo está tão bem, porque haveríamos de mudar alguma coisa? Pois é, o paradoxo é esse, quando está perfeito é sinal que vai iniciar uma curva descendente. Então o que fazem os líderes? Antecipam primeiro que os outros e fazem a inovação.

Exemplos como a Microsoft ou a MacDonalds têm feito, ao longo da sua existência como empresas, várias curvas. Inventam novos produtos, inovam lojas, produtos, pessoas. Poucas são aquelas as que quase se consideram aparentemente excepções, como é o caso da Coca-Cola, que vende o mesmo produto desde o início. Porém, já criou novas curvas recentemente, com outros produtos derivados.

O que acontece é que se ficar no ponto X e continuar apenas a desfrutar, vai encontrar um ponto Y e aí já está a descer, a vislumbrar o desastre. Se fizer a curva ao contrário, como na ilustração, vai encontrar o ponto Y e estará novamente a ascender.
A área a tracejado representa o confronto entre ideias e pessoas na luta pelo futuro. Uma zona de grande confusão, de incongruências, de procura de novas lógicas. As velhas ideias a resistirem e as novas a lutarem para a nova era.

Esta fase requer que os indivíduos se transformem, se modifiquem, nos seus valores, missão, competências e comportamentos. Requer novas pessoas com ideias diferentes, porque os métodos das pessoas da curva anterior já não estão a funcionar. 
Se sentir que está no ponto X, que é um exercício de sensibilidade, comece já a aprender a fazer algo diferente, a inovar, de modo a que, quando encontra o ponto Y, estará em ascensão.
Se nada fizer, bom, vai encontrar na mesma o ponto Y, mas estará a descender e a desesperar.

domingo, 26 de abril de 2015

Padrões de linguagem


Há padrões de linguagem que nos definem como pessoas, a forma como vemos os outros e as situações do dia-a-dia. Neste post, fique com três formas de generalizar.
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1 - Tens de fazer isso já. Devias ir lá o quanto antes. Tenho de te dizer uma coisa. Sinto obrigada a dar-te um conselho. Preciso de te falar.

2 - Não consigo ser diferente. Sou capaz de fazer alguma loucura. É impossível tudo isto estar a acontecer. Eu era incapaz de dizer uma coisa daquelas.

3 - Acontece-me sempre este tipo de coisas. Nunca tenho sorte. Ninguém me ajuda. São todos a mesma coisa.
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Usa estas palavras? Com que frequência? São padrões de linguagem que podem definir muito sobre si e de como vê o mundo à sua volta.

1 - O primeiro é um operador modal de necessidade e pessoas com muitos «tenhos», «deves» e «obrigações» orientam-se pela necessidade. Palavras que impõem limites, fronteiras, obstáculos e compromissos para com elas e os outros.

2 - O segundo padrão é dirigido à possibilidade, pelo que se chama de operador modal de possibilidade. Conseguir ou não, o ser capaz ou não, o ser possível ou não. E a sua utilização mostra se se está ligado à possibilidade ou à impossibilidade. À imposição que fazemos a nós próprios sobre o que somos capazes ou o que achamos ser possível.

3 - No terceiro exemplo, temos os quantificadores universais. Repare como os utiliza, pois pode estar a classificar o todo pelo individual, anulando a diversidade.
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Quantificadores universais e operadores modais são generalizações de linguagem que podem manipular a mente. A nossa ou a do outro. Diz sobre a forma como vemos a vida como também o que queremos dos outros. Podem ser usados intencionalmente para manipular e induzir a conclusões. 

Para desmontar o uso destes padrões, nada melhor do que fazer perguntas: a si próprio ou a quem as usa num argumento.

- Todos mesmo...? Sempre...? Acreditas mesmo que ninguém...
- Tens porquê? Qual é o problema? 
- Tens receio de ser capaz? Que aconteceria se fosse possível? Como sabes que é impossível?

Agora pode «brincar» e fazer a contagem de vezes que profere estas palavras. Os seus amigos ou familiares ou conhecidos. O tens e o deves carregam obrigação. Os todos, o ninguém ou o sempre tornam o mundo igual e fatal. O capaz, posso ou consigo dizem do que pensa ser capaz ou não... 

segunda-feira, 16 de março de 2015

Foco na mensagem ou na estrutura?


O foco de grande parte dos oradores é a mensagem. E assim esquecem por completo a estrutura. Custa a perceber que a eficácia da mensagem verbal assenta no que se faz à volta dela... Pois bem, analise o quadro acima e experimente debruçar-se sobre estes factores. Vai ver que a sua mensagem vai passar com mais eficácia.

A regra das 3 partes ajuda a estruturar o que vai dizer e como vai fazê-lo. Desde a entrada em palco até que o abandona. O orador é definido também pelo que faz no antes, no durante ou no depois. O que faz com o corpo, como se movimenta, como usa as pausas.

A regra das três partes é válida até para os sintomas do orador medroso, desconfortável e nervoso. No próximo post dir-lhe-ei como se manifesta...


Boas apresentações

quinta-feira, 5 de março de 2015

Public Speaking - 4 sugestões e 9 erros


Os problemas mais comuns quando se fala de public speaking são o que fazer com os braços, onde colocar as mãos, a posição em palco e que postura adoptar. Eis algumas dicas sobre o que fazer com o seu corpo enquanto fala para uma audiência:

Na verdade, a primeira ajuda visual que tem ao seu dispor é o corpo. Não tente controlar os movimentos e os gestos. Vai perceber-se e parecer nervosismo. Alguns princípios básicos para causar uma boa impressão em palco:

1Mantenha os braços ao longo do corpo prontos a serem usadas como reforços comunicativos.

2 – Tenha as mãos livres, sem objectos, para que não brinque com eles e dê elementos de distracção para a audiência. A menos que seja o comando do powerpoint.

3Use pelo menos duas posições no palco para variar alterar o ângulo de visão que a audiência tem sobre si.

4 – Se está a usar o powerpoint e precisa circular no palco, desligue o slide com o comando, passe então pela frente, encontre a sua posição e faça surgir de novo o slide no ecrã.

9 erros mais comuns na arte de falar em público

1 - Braços ou mãos cruzados = atitude fechada.
2 - Mãos nas ancas = arrogância e desafio
3 - Polegares na cintura = inestético, pouco profissional
4 - Mãos cruzadas à frente = vergonha, embaraço
5 - Mãos atrás das costas = embaraço, atitude fechada
6 - Mãos postas = pose de oração, submissão
7 - Tocar o corpo, as roupas, coçar (nariz, orelhas, cabelo, cabeça) = nervosismo
8 - Mãos nos bolsos = não profissional, demasiada descontracção

9 - Objectos nas mãos = Defesa, embaraço

domingo, 1 de março de 2015

5 tipos de pessoas tóxicas...


Acabei de ter uma experiência muito intensa relacionada com toxicidade emocional e resolvi escrever este texto. Há muito que não me sentia assim. Umas horas depois de ter tido contacto com um grupo de pessoas num evento institucional estava de rastos. Emocionalmente esgotado. 

Ninguém foi desagradável ou desadequado. Pelo contrário, todos os preceitos de cortesia foram verificados: cumprimentos, apertos de mão e sorrisos sociais estiveram presentes. Porém, depois de tudo isto a razão processar, ficou o facto: o efeito físico manifestou-se com grande intensidade, acompanhado de um enorme cansaço emocional. Pensamentos negativos, falta de motivação, inspiração zero, energia inexistente e um subtil e insistente desencanto.

Provavelmente, já sabe que há pessoas que afectam o seu bem-estar. Provavelmente, não se apercebeu o quanto essas pessoas o/a podem afectar. Mesmo que não lhe dirijam palavras ou sequer o/a olhem, fique com a certeza absoluta de que a sua simples presença afecta o seu equilíbrio, o ponto mais fulcral que contém a sua energia mais pura: o seu centro.

Principalmente, há 5 tipos de pessoas sugadoras de energia:

1 - Pessoas que mentem
2 - Pessoas que acusam
3 - Pessoas que querem mudá-lo/a
4 - Pessoas que querem usá-lo/a
5 - Pessoas que pensam de mais nelas próprias

Hoje foi dia de procurar leituras inspiradoras, falar com pessoas que gostam de mim, procurar o que quero e pensar o melhor de mim. E afinal o que colhi no dia de hoje? 
Que não se trata de evitar, trata-se de escolher definitivamente o que fazer.

1 - Trata-se de escolher as pessoas com quem quero e prefiro estar; 
2 - Trata-se de fazer o que me interessa e dá energia;
3 - Trata-se de aceitar apenas convites para eventos ou encontros institucionais que tragam oportunidade de conhecer novas pessoas;
4 - Trata-se de aceitar convites para eventos ou encontros formais ou informais que signifiquem possibilidades relacionadas com: ideias, situações, negócios, experiências e boas práticas;
5 - Trata-se e fazer o que penso acrescentar algo e não cumprir preceitos sociais ou institucionais...

Provavelmente, o que leu não é novidade. Para mim, não é, mas fiz questão de escrever para manter bem presente que pessoas tóxicas, ainda que polidas, esgotam-me e afectam o meu centro.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O layout do public speaking

A mensagem é para ser ouvida e também vista...
Falar em público é muito mais do que subir a um palco e dizer umas palavras a um grupo de pessoas. Há que fazer um esboço, um layout da sua apresentação. Se pegar num jornal ou numa revista, pode aperceber-se de que todo este material está paginado de uma certa forma, há designers a trabalhar no visual da mensagem e há jornalistas e autores a trabalhar a mensagem em si.

1 - Capa (determina as vendas)
2 - Títulos, tipo de letra e assuntos
Níveis de leitura no miolo, páginas interiores
3 - Título
4 - Antetítulo
4 - Fotos
5 - Legendas
6 - Destaques
7 - Lead (texto de entrada)
8 - Subtítulos
9 - Parágrafos
10 - Negritos e Itálicos
11 - Caixas de texto

Como vê, todos estes níveis de leitura são criados intencionalmente para garantir a atenção de quem lê. Como os leitores são diferentes, podem prender-se por factores também diferentes. Por exemplo, uns pelo título, imagens, e destaques. Outros pelo título, imagens, legendas, antetítulo e subtítulos. Independentemente de tudo, às vezes o aspecto da mensagem quase assume mais interesse do que a própria mensagem.

Aspecto Gráfico + Conteúdo = Mensagem

Agora vamos à mensagem dita, ao public speaking, em forma de discurso ou apresentação. Poderá falar-se de layout da mensagem dita, em português, de esboço? Claro. E você é o designer que dispõe os elementos de forma a ficarem o mais atractivos possível. Assim, seguindo esta linha de abordagem, na mensagem dita, os níveis de interesse podem ser mantidos através dos seguintes factores que completarão o aspecto geral da mensagem dita:

1 - Título da apresentação
2 - Tom de voz
3 - Volume (projecção)
4 - Ritmo
5 - Pausas
6 - Variação vocal
7 - Movimento das mãos
8 - Posição dos braços
9 - Olhar
10 - Expressões faciais
11 - Linguagem corporal (não-verbal)
12 - Uso do palco (movimentação)
13 - Mensagem - Factos, Números, Histórias (metáforas, analogias, associações)

Basicamente, são estes os factores que tem de ter em conta quando sobe a um palco ou fala para um grupo de pessoas. A mensagem é para ser ouvida e vista. Tenha em conta os 13 itens anteriores e vai melhorar rapidamente as suas capacidades de oratória antes mesmo de começar a praticar. 

Agora, para que tudo aconteça, é praticar, praticar, praticar

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Uma ferramenta de Coaching

Esta é uma excelente ferramenta para tirar uma «fotografia» à situação, a si ou à organização, no que respeita a Recursos, Limitações, Obstáculos e Possibilidades. No quadro seguinte tem os campos preenchidos de forma a poder identificar o que analisar e no que reflectir. Reproduza o quadro num papel, identifique uma área da sua vida que queira analisar. Pode ser da vida pessoal, profissional, pode ser até referente à empresa. Um projecto, um problema, uma decisão que tem de tomar.


O que é SWOT?
Strengths - Weaknesses - Opportunities - Threats
Forças - Fraquezas - Oportunidades - Ameaças

Esta ferramenta simples é um bom começo para estimular à acção, ao movimento, e abrir caminho. As Forças Internas Positivas relacionam-se com a motivação, a coragem, a determinação, etc. As Fraquezas Internas Negativas referem-se ao medo, à hesitação, à preocupação, a crenças limitadoras como «eu não tenho jeito», «não consigo», etc. 

As Oportunidades Externas Positivas dizem respeito às circunstâncias exteriores que favorecem o seu plano, por exemplo ter amigos, pessoas que o/a ajudam, capital para investir, tempo, etc. Por fim, as Ameaças Externas Negativas referem-se ao contexto adverso, como distância, falta de apoio, dinheiro, etc.

Agora, é começar a preencher os campos até ter uma fotografia clara da situação que quer trabalhar. Quanto mais detalhes, mais definição. Poucos detalhes, a «foto» pode sair a preto e branco ou ficar fosca. O que prefere?

domingo, 11 de janeiro de 2015

Na Egolândia


Chegam todos os dias exploradores, ambiciosos e necessitados. Vêm à procura de riqueza, de statu, de posição, de poder e de servidores.
Chegam com um buraco enorme na alma, cheios de fome de estatuto, admiração, aplauso e deferência. Fazem tudo o que é necessário para atingir um permanente reconhecimento público... Que nunca é suficiente.

Porque na Egolândia, a terra do Ego, as principais actividades são duas, a exibição do poder e do estatuto ou a aceitação do poder e do estatutoNa Egolândia há basicamente dois tipos de indivíduos, ambos dominadores. Os que terão posição e os que darão a posição, e estes são os mais poderosos. Os primeiros dominam a arte da dominância, os segundos dominam apenas a arte do seguidismo. E são estes também que alienam o poder que têm, entregando-o aos primeiros, que os convencem a fazê-lo para seu próprio bem. Os autênticos EGOístas exigem a perda de autenticidade dos restantes.

Na terra do Ego, os famintos da alma exigem aplauso, aceitação e reconhecimento constante enquanto os poderosos serviçais decidem reduzir-se a simples e mansos seguidores, aceitando viver uma vida determinada pelos outros.

Uns vivem a vida que querem e tentam impô-la aos restantes. E estes decidem eles próprios entregar nas mãos de outros a regulação dos seus valores. Os EGOístas são mais convictos, persuasores e até violentos. Os seguidores são medrosos e brandos e desta forma são facilmente invadidos pelos EGOístas.

Palavras finais: Reveja o poder que tem e não o aliene. Seja autêntico. Não aceite facilmente convites para atribuir poder a outros. Ninguém tratará da vida de ninguém a não ser o próprio, que será sempre o responsável. A violência da exigência só é bem sucedida com a complacência da cedência, que é outro tipo de violência que os complacentes fazem consigo próprios... Seja autêntico e viva com intensidade a sua identidade.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

As competências inconvenientes


Dizia-me uma amiga há dias: «Tenho muitos defeitos. Sou assim, nada há a fazer. Gostava de melhorar, de ser diferente, mas o que hei-de fazer? Tenho esta forma de ser e de fazer as coisas...»

A minha amiga acha que é uma pessoa imperfeita, que podia ser melhor mas agora, já na casa dos 40 anos, pensa ser tarde. Desenvolveu ao longo do tempo uma série de habilidades, repete-as há tanto tempo que se tornou competente a reproduzi-las. E a julgar pelo que diz, continuará a apostar nas suas competências, aquelas que acha são defeitos.

Quando lhe disse que se ela não gostava das suas próprias competências, podia desenvolver outras, ela respondeu-me «ora essa, sou competente? Como assim? Eu sou é incompetente e tu a dizer-me que as coisas de que não gosto em mim são competências...»

E eu respondi-lhe: Para todos os efeitos, as limitações são sempre competências. O que entendes como defeitos são competências. Trabalhaste nelas muito tempo e em certo momento tornaste-te inconsciente na competência que tens. Continuas a apostar no mesmo, apurando cada vez mais aquilo que depois dizes não gostar. E ao mesmo tempo, sabendo que há novas competências a desenvolver, mais adequadas, adias essa aprendizagem porque... dá trabalho e demora.

O simples desta equação é que as competências adquirem-se e, se não gostas das actuais, podes sempre começar a trabalhar em novas. Principalmente se tens consciência da tua incompetência, poderás começar a experimentar algo novo até te tornares consciente competente. E depois dessa fase, tornar-te-ás especialista, tão especialista que farás de forma diferente sem dar por isso. Será sinal de que chegaste ao nível da mestria. Passaste a ser competente inconsciente. Quer dizer que  nem precisas pensar no que fazer para fazer bem. Fazes e pronto... Tal como agora fazes o que julgas depois ser mal e ter origem num defeito.

De cada vez que pensares naquilo que identificas como defeitos, pensa em termos de competências inadequadas em vez de defeitos. E começa logo a elaborar novas formas de fazer e de ser. 

Finalmente, ainda disse à minha amiga: As competências são tuas, tu é que sabes que competências novas queres desenvolver. Isso é contigo. Defeitos não, desenvolveste competências que não são adequadas...

E ela respondeu: «Nunca tinha analisado isto nessa perspectiva. Mas gosto. Faz sentido e sobretudo faz-me sentir que tenho soluções...»