domingo, 11 de janeiro de 2015

Na Egolândia


Chegam todos os dias exploradores, ambiciosos e necessitados. Vêm à procura de riqueza, de statu, de posição, de poder e de servidores.
Chegam com um buraco enorme na alma, cheios de fome de estatuto, admiração, aplauso e deferência. Fazem tudo o que é necessário para atingir um permanente reconhecimento público... Que nunca é suficiente.

Porque na Egolândia, a terra do Ego, as principais actividades são duas, a exibição do poder e do estatuto ou a aceitação do poder e do estatutoNa Egolândia há basicamente dois tipos de indivíduos, ambos dominadores. Os que terão posição e os que darão a posição, e estes são os mais poderosos. Os primeiros dominam a arte da dominância, os segundos dominam apenas a arte do seguidismo. E são estes também que alienam o poder que têm, entregando-o aos primeiros, que os convencem a fazê-lo para seu próprio bem. Os autênticos EGOístas exigem a perda de autenticidade dos restantes.

Na terra do Ego, os famintos da alma exigem aplauso, aceitação e reconhecimento constante enquanto os poderosos serviçais decidem reduzir-se a simples e mansos seguidores, aceitando viver uma vida determinada pelos outros.

Uns vivem a vida que querem e tentam impô-la aos restantes. E estes decidem eles próprios entregar nas mãos de outros a regulação dos seus valores. Os EGOístas são mais convictos, persuasores e até violentos. Os seguidores são medrosos e brandos e desta forma são facilmente invadidos pelos EGOístas.

Palavras finais: Reveja o poder que tem e não o aliene. Seja autêntico. Não aceite facilmente convites para atribuir poder a outros. Ninguém tratará da vida de ninguém a não ser o próprio, que será sempre o responsável. A violência da exigência só é bem sucedida com a complacência da cedência, que é outro tipo de violência que os complacentes fazem consigo próprios... Seja autêntico e viva com intensidade a sua identidade.