sexta-feira, 17 de julho de 2015

O que tu dizes não interessa para nada


Uma das características da era da comunicação é que quase toda a gente passa quase o tempo todo a dizer coisas que depois não acontecem nem concretizam. 

Principalmente que não concretizam...

A diferença entre o que se passa e o que se disse antes é de grande monta. Digamos que dos 100% do que se diz só 7% é que acontece. Em média. Portanto, tanta palavra, tanto ruído vocal para tão pouco...
A questão do dizer e do fazer leva-me ao tema Compromisso, pois de cada vez que se fala assumem-se ideias, condutas e intenções. Ao falar, as pessoas comprometem-se. Se não há ligação entre o que se diz e o que se faz e o que acontece, então a verbalização passa a mero exercício vocal de emissão de ruído sem significado nem propósito.

O professor iraniano Albert Mehrabian, da universidade de Clark, revelou há anos que para haver congruência na comunicação, tanto as palavras, como o tom e a fisiologia devem estar alinhados. Segundo Mehrabian, o que conta na comunicação divide-se assim...

7% das palavras - 38% do tom - 55% da fisiologia

Ora vê por exemplo alguém que emite um ruído vocal do tipo «Eu até te aprecio...» e ao mesmo tempo desvia o olhar, baixa o tom de voz e mostra algum desconforto físico. Mais não será necessário dizer.
Pensa agora no que tens andado a dizer e a fazer... Será que dizes e fazes ou apenas emites ruído e nada acontece? 

Verdade mesmo é que o que tu dizes não interessa para nada, apenas o que tu fazes conta para alguma coisa, para ti e para os outros