domingo, 22 de janeiro de 2012

III - O Cérebro Visual - «O que quero na minha vida?»

O cérebro visual, também chamado de neocórtex, que comporta já os hemisférios (esquerdo e direito), é único e tipicamente humano. O seu funcionamento básico é produzir imagens internas. Não é possível pensar no futuro ou no passado sem produzir imagens, sons ou sensações.

Quando reagimos ao medo, produzimos uma imagem da situação e da sua consequência e passamos o tempo a falar da forma como evitar os cenários que criamos e desenvolvemos. Quando fazemos isso, uma grande parte da energia do nosso cérebro é usada a processar o medo.

Ora se fizer imagens do que quer evitar ou não quer de todo é talvez a forma mais eficaz de se impedir de atingir os seus objectivos. E o que acontece quando constrói imagens do que quer atrair? O que é que acontece quando faz perguntas que comprometem e envolvem os seu cérebro visual positivo?

O que quero para a minha vida?

As perguntas comprometem o seu cérebro visual

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

II - O Cérebro de Mamífero - «Estás comigo?»


O cérebro de mamífero é definido como o emocional, social ou límbico e reflecte os diversos sentimentos: Ira, alegria, angústia, temor, surpresa, etc.
Os mamíferos adoram comunicar, sendo a forma que têm para assegurar um lugar no grupo. O problema é que comunicação sem um compromisso claro para produzir resultados assume apenas duas formas: a de Queixa ou a de Mexerico.
- A Queixa e a Acusação é falar sobre o que não funciona sem um compromisso pessoal para o resolver.
- O Mexerico é falar negativamente sobre alguém sem um compromisso pessoal para o apoiar.

Talk – contract = gossip (mexerico)

No campo organizacional, a Queixa e o Mexerico aniquilam a perspectiva de mudança. Grande parte das pessoas hoje não está empenhada nem comprometida com o trabalho nem com a própria vida. Vivendo o dia-a-dia descomprometido/a, apenas gastando energia para evitar a dor ou as consequências negativas não conduz ao desenvolvimento da organização. Assim, como posso comprometer-me ou comprometer a minha equipa?

>> Visualizando o futuro para onde nos queremos dirigir <<

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A excelência de um grupo empresarial

O autor deste blogue escreveu à empresa Jerónimo Martins no intuito de manifestar o seu apoio e estima pelo exemplo que constitui na área de gestão. E recebeu com agrado uma resposta da Comissão de Ética com os seguintes esclarecimentos:

«A Jerónimo Martins é uma sociedade portuguesa, com sede em Portugal, cujas origens remontam ao final do século XVIII. Esta sociedade lidera um Grupo económico composto por várias empresas, a maior das quais, em Portugal, é o Pingo Doce.

A Jerónimo Martins está cotada na Bolsa de Valores de Lisboa desde 1989, sendo as suas acções detidas por milhares de accionistas, nacionais e internacionais, tanto empresas como pessoas singulares. De entre estes accionistas que detêm a Jerónimo Martins, o maior é a Sociedade Francisco Manuel dos Santos, com 56,136% do seu capital social.

Este accionista comunicou no dia 2 deJaneiro à Jerónimo Martins ter vendido as suas acções a uma sociedade com sede na Holanda, facto de que a Jerónimo Martins informou, no mesmo dia, o mercado, respeitando as suas obrigações legais.
A decisão tomada por este seu accionista é totalmente alheia à Jerónimo Martins, relativamente à qual nada mudou, pois:

1. Continuaa ser uma sociedade portuguesa, com sede em Portugal, com milhares de accionistas, nacionais e internacionais, empresas e pessoas singulares;

2. Todasas companhias por si participadas ou detidas que operavam em Portugal continuama operar em Portugal e a ter aqui a sua sede, designadamente o Pingo Doce.

Os impostos devidos pelas empresas do Grupo Jerónimo Martins que operam em Portugal, resultantes dos lucros gerados pela actividade no nosso país, continuam a ser pagos exclusivamenteem Portugal, o mesmo sucedendo com a própria Jerónimo Martins.
Nem a Jerónimo Martins nem as empresas por si participadas, designadamente o Pingo Doce, retiram qualquer vantagem, fiscal ou outra, da decisão tomada pelo seu accionista Sociedade Francisco Manuel dos Santos.

Do que fica dito resulta que, ao contrário do que algumas notícias e comentários poderão ter dado a entender, induzindo em erro muitas pessoas, a Jerónimo Martins não teve qualquer interferência neste caso e muito menos tomou qualquer decisão susceptível de prejudicar Portugal e os portugueses em geral, e os seus clientes e mais de 27 mil colaboradores portugueses, em particular.

Não vê, assim, esta Comissão de Ética que, por Jerónimo Martins ou qualquer das suas empresas, tenha sido praticado qualquer acto merecedor de censura por ser contrário aos valores e princípios éticos que as norteiam.
Esperamos ter conseguido contribuir para um melhor esclarecimento do que nesta situação está verdadeiramente em causa e, por essa via, que a Jerónimo Martins e as suas empresas participadas possam continuar a merecer o seu respeito.

Com renovados agradecimentos pela sua mensagem, aceite os nossos melhores cumprimentos,
A Comissão de Ética»

Renovo aqui publicamente o meu humilde apoio a um grupo empresarial que muito respeito e admiração me merece.

domingo, 15 de janeiro de 2012

I - O Cérebro Reptiliano - «ataque ou fuga»


No mundo do trabalho, grande parte das organizações em Portugal acredita que as pessoas são motivadas pelo medo das consequências, pela punição. Parece ser de grande eficácia, pois assegura reacções imediatas e uma aparência de ordem e disciplina.
Problema... Uma organização com uma cultura baseada neste método tem os dias contados no nosso tempo.

O medo e a punição activam o que há de mais primário em nós: o cérebro reptiliano, dicotómico, chamado de «fight or flight» (ataque ou fuga). Desenvolvido durante milhões de anos, ele continua a dominar a nossa mente quando pressente o perigo e age em nome da sobrevivência. É brusco e agressivo, move-se pelo medo de consequências negativas, é rápido e sobrepõe-se ao cérebro mamífero e ao visual, que também possuímos e que se desenvolveram posteriormente.

A consequência da activação de comportamentos de sobrevivência provocados pelo medo é que leva à baixa produtividade no médio prazo, ausência de criatividade e de inovação. Uma organização que adopte tal formato para instigar os seus colaboradores à produtividade acaba por entrar num ciclo vicioso fatal que a conduzirá a uma morte lenta e subtil.

Colaboradores stressados, são propensos ao absentismo, ao desapego, ao «só faço o que me mandam», entregues a ideias de incerteza, ansiedade e insegurança.

Como se diz em inglês, «no stick = no action; to much stick = no passion»

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Lead your inner game and be successful



It's all about you and your ability to succeed. All you have to do is be aware of your inner voice, your self 1. Notice she's very selfcritical, very judgemental about some of you are doing in a certain moment. And then you become stressful, you disbelieve your capabilities and even more judgemental about your self.

This inner voice is a part of you and because of that it can be led by you. On the other hand, there is Self 2, your real nature, perfect, able, a remarkable machine, your body. The challenge is simply let Self 2 act and slow down your Self 1.
Timoty Gallwey developed this theory after his huge experience as a tennis coach and found out that our inner voice is something that have to be tamed in all life areas: sports, private life and work life.

Be sure of your ability to control your emotions, your results and your possibilities

domingo, 8 de janeiro de 2012

The fear effect


Fear has a huge effect in our body. Most people don’t know what happens when they allow certain emotions to take place. Fear is an example of how badly we can treat us.
When fear rises, there is a stimulation of neural circuitry, starting in the amygdale and emanating with dominant activity in the right versus the left prefrontal cortex. Complicated? Not so much, I think. Read the rest and know your body better.

At the same time, Sympathetic Nervous System is activated, creating a set of neural endocrine processes that stimulate negative or defensive emotions. Is simply the result of perceiving the environment more threatening or making a hostile vision of the future.
After that, people with fear, instead of moving forward, toward a desired future or condition, they moves away from and protects himself/herself from threatening aspects of the present or the future. This also has a enormous impact on defensive behaviors when facing adaptation.

As you see, it’s easy to get how you can be stuck, in a moment, without energy, ideas, motivation and creativity. But don’t worry too much for now…
There’s a solution, anyway, to solve this. With your will and activating your parasympathetic nervous system, the responsible for mind regulation. With hope, setting goals for your life, and making real and constructive projects to your future your health will increase, your fears go away, as anxiety, depression or high stress levels.

That's why is so important to have hope and written goals

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O conceito de território empresarial


Uma das coisas que marca a nossa vida empresarial é a marcação de território. É como que um gene que remonta aos primórdios da nossa vida na natureza e que podemos testemunhar ainda nos documentários sobre a vida na selva.

Os espaços empresariais tornam-se assim muitas vezes em episódios da vida selvagem humana. Uma dos primeiros detalhes que é logo definido é definir quem manda, sendo que todo o espaço à sua volta funciona como símbolo à envolvente. Desde o tamanho do gabinete à secretária, da cadeira às gavetas. E assim ficam definidas as barreiras comunicacionais que marcam a vida da empresa, muitas vezes condenada à irrelevância no tempo.

E como funciona? Um ex-colega de trabalho e grande amigo dava-me há dias os pilares que havia aprendido sobre conceito de território empresarial aliado aos materiais que tinha de encomendar para empresas que representara:

Director – Secretária de 1,80 m, dois blocos de gavetas com rodas, cadeira de pele com braços e encosto de cabeça.

Chefe de Divisão – Secretária de 1,60 m, cadeira de napa ou imitação de pele, costas altas mas sem encosto de cabeça. Mantém os braços da cadeira e blocos de gavetas com rodas.

Chefe de Secção – Secretária de 1,40 m, cadeira sem costas altas, mas mantém braços, dois blocos de gavetas fixos.

Funcionários – Secretária de 1,20 m, cadeira sem braços, costas normais, um bloco de gavetas fixo.

Pode não querer dizer nada, mas pode querer dizer muito. Barreiras comunicacionais. Hierarquia definida. Deferência. Subalternidade. Arrogância. O que tem isto a ver com business? Pouco. Gestão é gerir pessoas, motivação, resultados, desempenho, disse-o Mourinho há dias. Portanto, sempre que pensar em definir território, pense também o que é que isso traz de valor para o mercado.