quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Lutar contra ou por?

Lutar contra tem sido a missão de muita gente. Lutar contra a crise, contra a insegurança, contra a falta de confiança, contra o medo. Contra, contra, contra.
Quanto mais se luta contra, mais o contra resiste, mais o contra volta, insiste e mais força tem. Há décadas que se luta contra tanta coisa e agora, décadas passadas, continua a lutar-se contra a mesma coisa. Porque será? A resposta é simples: Porque se luta de forma desadequada.

E que tal começar a lutar por? Por aquilo que quer que aconteça? Por aquilo que deseja? Faz a diferença toda, porque é completamente diferente o «contra» e o «por». Na primeira, a focalização é no que não quer. Na segunda, no que quer. Adivinhe qual a probabilidade do que vai obter numa e noutra situação? Pois é... Talvez ainda esteja na dúvida, mas na primeira tende a obter mais do que não quer. Na segunda aproximar-se-á mais do que quer. 

Basta olhar à sua volta para perceber que o «contra» mantém-se sobre as mesmas coisas. Contra o desemprego, contra a corrupção, contra as condições de vida, contra a precariedade, contra o medo, a insegurança, a falta de confiança. E tudo se mantém... O que se passa? O que se passa é que lutar contra mantém-no preso ao desagrado, ao defeito, ao indesejado e indesejável, mantém-no atento ao desconforto, ao receio, ao medo, ao perigo. Enfim, concentrado no que não gosta e não quer. Qual a solução? É simples, apesar de não ser fácil.

A sua mente habituou-se a esse registo do «contra». Agora terá de desafiar-se a transformar essa capacidade de luta no «por». O que quer, afinal? O que depende de si? O que pode fazer por si? O que está disposto/a a fazer pela sua vida? Pelo seu bem-estar? Quanta energia vai investir a lutar por uma causa maior e que deseja?
Lute pela confiança, pela segurança, pela coragem, pelas condições de vida, pelo emprego ou pelo rendimento, pela honestidade, por uma comunidade mais íntegra... Transforme-se, comece por si, exemplifique como se luta «por», olhando em frente. Não se fixe na barreira, no obstáculo. Fixe-se na possibilidade e na oportunidade...

... E dê as boas-vindas ao mundo das possibilidades

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A segurança é inimiga do desafio...

A procura constante de segurança pode ser o seu maior engano. Encontrar a segurança pode ser encontrar mesmo a sua própria armadilha. Quão seguro/a se quer sentir, numa escala de zero a 10? A segurança pode ser o melhor caminho para a paralisia...
Nada melhor para ficar parado do que sentir segurança. Ela é doce, subtil e dá-lhe a sensação de adquirido, de não ser preciso mais, de ter já o suficiente. A segurança abre-lhe também caminho para a arrogância, para a sobranceria, para o distanciamento da essência.
Estar em plena segurança é verdadeiramente limitador. Qualquer desafio na vida põe em causa a segurança. Qualquer novidade provoca o sentimento de segurança. Um projecto, um sonho, um objectivo põem em causa a segurança.
Será a segurança um objectivo a alcançar? A partir de que momento a segurança começa a ser obstáculo, limitação, constrangimento?
A segurança é tanto mais ardilosa quando mais a procuremos. Quanto mais quantidade de segurança quiser na sua vida, mais vício vai ter em procurar mais... e mais... e mais.
Algumas perguntas para reflectir:
- Procura a segurança ou foge do sentimento de insegurança?
- De zero a 10, quanta segurança quer sentir?
- O que é que sente em relação a sentir-se seguro? Necessidade ou desejo?
- O que é que tem de acontecer para se sentir seguro?
- Que quantidade de desafio e quantidade de segurança quer ter na sua vida?
- Do que é que tem medo?
- A procura de segurança anula o sentimento de insegurança? Ou este permanece?
- Se tiver muita segurança, quanta dimensão vão ter os seus desafios?

domingo, 27 de outubro de 2013

A resolução está sempre na pergunta

A pergunta é a maior das soluções para quase tudo na vida. Para tomar decisões, fazer escolhas, traçar objectivos, resolver problemas, bloqueios, dilemas. Tudo começa com uma pergunta, depois outra e outra e outra... E logo as respostas surgem, abrindo possibilidades, caminhos e soluções.

PORQUÊ? As perguntas levam-nos às respostas, a olhar para dentro de nós, para os nossos recursos, para as possibilidades, para as soluções. 
Se quer a resposta ou a resolução do assunto em mãos, procure fazer-se perguntas a si próprio ou alguém que as faça a si.

Sugestões, conselhos ou dicas só aprofundam o problema ou arranjam outros. Ouça, mas logo depois formule perguntas. 

- O que quer alcançar, exactamente? (estado desejado)
- O que significa para si? (o que lhe traz, o que ganha com isso?)
- Como pode alcançar o que quer? (possibilidades)
- Como vai fazê-lo especificamente? (que passos? O quê? quantas etapas?)
- Onde, concretamente? (lugar, o sítio, a região?)
- Com quem? (sozinho/a? Acompanhado/a?)
- Quem vai ajudá-lo/a atingir o objectivo? (quem o/a apoia? O/a encoraja? O/a motiva?)
- Quando, exactamente? (data. O mês, semana, dia)
- Como vai certificar-se de que vai cumprir? (quão forte é o compromisso consigo próprio/a?) 
- A quem vai dar feedback? (assume compromisso com alguém para se ajudar a si mesmo/a)

As soluções estão nas perguntas. São elas que, mais rápido ou mais lentamente, levam às respostas, à resolução.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Passos para viver melhor

O que fazer? Como fazer? Porque será que não estou a conseguir o que quero e o que gosto? Qual a causa? A resposta aqui é simples e curta: «VOCÊ»
Passos simples e transformadores para melhorar a qualidade de vida são possíveis desde que se permita experimentar. Dê uma oportunidade a si mesmo/a para o fazer. Relaxe e desfrute.

1 - Assuma a responsabilidade dos seus pensamentos, sentimentos, das suas acções e linguagem. A mudança depende disso. O que pensa e sente é produzido por si, não pelo que vê ou vivencia.

2 - Não confunda as suas convicções com a verdade das coisas, da vida, dos factos. Se mudar as suas convicções, a «verdade» será sempre outra. Mantenha isso em mente.

3 - Comece a observar em vez de interpretar. Observar é registar o que vê, sente e pensa. É apenas assumir-se como testemunha sem classificar seja o que for de bom ou mau, etc. Interpretar é entregar-se a juízos de valor e fazer associações e comparações.

4 - Pense e sinta o que quer e não o que não quer. Centre-se sobretudo no que pretende atingir e até onde pretende ir. Não se fixe referencialmente no que não quer.

5 - Torne-se consciente do seu inconsciente. Ou seja, repare no que diz, pensa e sente de forma automática. Assuma que as suas palavras não são os acontecimentos que descrevem, são sim a sua interpretação da realidade. O seu mapa mental não é o território da realidade. Duas, três ou mais pessoas podem ter vários mapas do mesmo acontecimento.

6 - Seja flexível de forma a obter o que quer e deseja. Mude o que tiver de ser mudado, de acordo com os seus princípios e valores. Não fique preso/a a uma só versão. Pelo contrário, construa uma melhor versão de si mesmo/a.

7 - Não lute contra seja o que for. Aja com, aceite e siga em frente. Se não aceitar a existência do que lhe é desconfortável ou irritante, é porque está focalizado/a no que não quer. E aí terá cada vez mais disso mesmo. Aceitar não é resignar-se, é sim, respeitar a existência do outro lado e seguir o seu próprio caminho, em termos físicos e emocionais. Não tente mudar o outro, não lute, não vá contra. Faça o que tem a fazer... por si e consigo.

EXPERIMENTE. VOCÊ SERÁ SEMPRE RESPONSÁVEL. SE NÃO QUISER, NÃO SE QUEIXE

sábado, 21 de setembro de 2013

Citações sobre a mudança

«Mude antes que tenha de o fazer» – Jack Welch

«As pessoas não resistem à mudança. Elas resistem a serem mudadas!» – Peter Senge

«A nossa única segurança é a nossa capacidade para mudar» 
– John Lilly

«O mundo odeia a mudança, porém é a única forma de trazer progresso»
– Charles Kettering

«O grande perigo em tempos de turbulência não é a turbulência – é agir com a lógica do passado» – Peter Drucker

«A mudança tem uma má reputação na nossa sociedade. Mas nem toda é má. Na verdade, a mudança é necessária na vida – para nos manter em movimento… a crescer… interessados… Imagine a vida sem mudança. Seria estática, aborrecida. - Dennis O’Grady

«O sucesso na vida não está baseado na sua capacidade para mudar, mas sim na sua capacidade para mudar mais rápido que a sua competição, clientes e negócio»
– Mark Sanborn

«Abraçar a mudança é a melhor coisa que podemos fazer. Não é preciso inventá-la, ela sempre existiu, sempre esteve lá. Já existe. Só precisa de se manter consciente e navegar assertivamente nas suas águas» - Jorge Dias

«A mudança é dura porque as pessoas sobre-estimam o valor do que têm e subestimam o valor do que podem ganhar» 
– James Belasco and Ralph Stayer

«Mude os seus pensamentos e mudará o seu mundo»
– Norman Vincent Peale

«Se você apenas fizer o que sempre fez, de certeza obterá sempre menos do que sempre teve» – Anónimo

«O que o trouxe até aqui não o levará além…» – Marschall Goldshmith

domingo, 21 de julho de 2013

Se não fez, não se lamente...

E de repente a vida não lhe corre tão bem e lá estão as velhas razões de sempre: a economia, a crise, os políticos, o governo, o país, o patrão, a empresa, o chefe, a mulher, as contas, os filhos, o dinheiro...

Comece a não fazer o que está a fazer...

... Mas o que andou a fazer até agora? Ia à praia, jantar fora, passear, petiscar com os amigos. Ah, comprou um bom carro, depois trocou por outro três anos depois e voltou a fazer o mesmo mais tarde. Sempre melhores, mais espaçosos e modernos. Sim, foi de férias, sempre, comprou um plasma, um tablet, um iphone, trocou por outro e outro. E quantas horas de TV? Todos os dias? Telejornais, futebol, concursos, debates e entrevistas, séries e filmes? Sim, quantas horas? Perdeu-lhes a conta...

... E a fazer o que não está a fazer

E aquele curso? Pois, não tinha tempo. E aquela formação que lhe aconselharam? Ah, não dava jeito. E o que procurou para aprender? Ah, sim, não deu por isso. Que livros leu durante estes anos? Quase nada, mais uma vez o tempo... Investiu na aprendizagem de uma língua estrangeira? Não? Ah, sim, para quê?... Também o tempo era pouco, certo? E uns workshops que os amigos o convidaram? Ah, pois, aquilo é tudo treta... E uns seminários ou palestras que viu no jornal? Ah, sim, sim, não tem pachorra.
Portanto, não investiu nada em si, certo? Como? Era a empresa que devia ter pago? E então o que gastou nos bens de consumo? A empresa não tem nada a ver com isso? Pois é... Não se lamente. 

Acorde e invista em si, na sua formação, nas suas competências, no conhecimento. Alargue a sua zona de conforto, aprenda, conheça, saiba. Em vez de andar entretido em coisas que não lhe acrescentam nada, faça algo por si... Não se queixe!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Hemisfério direito ou esquerdo?... Faça o teste

Leia cada uma das seguintes afirmações e decida, tendo em conta se se aplica a si ou não, se é verdadeira (V) ou falsa (F). Não pense muito, seja sincero/a:

1 ‐ Creio sinceramente que uso a minha intuição quando tomo decisões
2 – Analiso os problemas profundamente antes de decidir o plano de acção
3 – Para apresentar o meu ponto de vista, uso activamente as minhas
mãos e o resto do meu corpo
4 – Eu confio mais em factos do que em feelings para tomar decisões
5 – Gosto de apresentar as minhas ideias ilustrando‐as sob
a forma de imagens
6 – Costumam considerar‐me um tanto ou quanto sonhador
7 – Sempre fui muito bom com os números
8 – Gosto de organizar a minha vida com detalhe considerável para evitar surpresas desagradáveis
9 – Frequentemente, durante a noite tenho sonhos que parecem reais e tenho tendência a sonhar também acordado
10 – A matemática e a ciência têm sido sempre os meus pontos fortes
11 – Já me têm dito que tenho uma postura física sóbria controlada
12 – Gosto mesmo de ler ficção e poesia
13 – Sou muito bom a expressar as minhas ideias e palavras
14 – Gosto de fazer as coisas por impulso, em vez de planear detalhadamente

Se marcou verdadeiras as afirmações 1, 3, 5, 6, 9, 12 e 14, tem a sua forma de pensar dominada pelo hemisfério direito do cérebro. Se respondeu verdadeiras às afirmações 2, 4, 7, 8, 10, 11 e 13, é o hemisfério esquerdo que domina a sua forma de pensar. Se as escolhas se equilibram entre si é porque a sua forma de pensar não é dominada especialmente por qualquer um dos hemisférios.
Depois consulte a imagem e saiba se tende mais para ser analítico, estratégico, lógico e pela razão, pelas regras; ou se é mais intuitivo, criativo ou emocional.