segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Uma ferramenta de Coaching

Esta é uma excelente ferramenta para tirar uma «fotografia» à situação, a si ou à organização, no que respeita a Recursos, Limitações, Obstáculos e Possibilidades. No quadro seguinte tem os campos preenchidos de forma a poder identificar o que analisar e no que reflectir. Reproduza o quadro num papel, identifique uma área da sua vida que queira analisar. Pode ser da vida pessoal, profissional, pode ser até referente à empresa. Um projecto, um problema, uma decisão que tem de tomar.


O que é SWOT?
Strengths - Weaknesses - Opportunities - Threats
Forças - Fraquezas - Oportunidades - Ameaças

Esta ferramenta simples é um bom começo para estimular à acção, ao movimento, e abrir caminho. As Forças Internas Positivas relacionam-se com a motivação, a coragem, a determinação, etc. As Fraquezas Internas Negativas referem-se ao medo, à hesitação, à preocupação, a crenças limitadoras como «eu não tenho jeito», «não consigo», etc. 

As Oportunidades Externas Positivas dizem respeito às circunstâncias exteriores que favorecem o seu plano, por exemplo ter amigos, pessoas que o/a ajudam, capital para investir, tempo, etc. Por fim, as Ameaças Externas Negativas referem-se ao contexto adverso, como distância, falta de apoio, dinheiro, etc.

Agora, é começar a preencher os campos até ter uma fotografia clara da situação que quer trabalhar. Quanto mais detalhes, mais definição. Poucos detalhes, a «foto» pode sair a preto e branco ou ficar fosca. O que prefere?

domingo, 11 de janeiro de 2015

Na Egolândia


Chegam todos os dias exploradores, ambiciosos e necessitados. Vêm à procura de riqueza, de statu, de posição, de poder e de servidores.
Chegam com um buraco enorme na alma, cheios de fome de estatuto, admiração, aplauso e deferência. Fazem tudo o que é necessário para atingir um permanente reconhecimento público... Que nunca é suficiente.

Porque na Egolândia, a terra do Ego, as principais actividades são duas, a exibição do poder e do estatuto ou a aceitação do poder e do estatutoNa Egolândia há basicamente dois tipos de indivíduos, ambos dominadores. Os que terão posição e os que darão a posição, e estes são os mais poderosos. Os primeiros dominam a arte da dominância, os segundos dominam apenas a arte do seguidismo. E são estes também que alienam o poder que têm, entregando-o aos primeiros, que os convencem a fazê-lo para seu próprio bem. Os autênticos EGOístas exigem a perda de autenticidade dos restantes.

Na terra do Ego, os famintos da alma exigem aplauso, aceitação e reconhecimento constante enquanto os poderosos serviçais decidem reduzir-se a simples e mansos seguidores, aceitando viver uma vida determinada pelos outros.

Uns vivem a vida que querem e tentam impô-la aos restantes. E estes decidem eles próprios entregar nas mãos de outros a regulação dos seus valores. Os EGOístas são mais convictos, persuasores e até violentos. Os seguidores são medrosos e brandos e desta forma são facilmente invadidos pelos EGOístas.

Palavras finais: Reveja o poder que tem e não o aliene. Seja autêntico. Não aceite facilmente convites para atribuir poder a outros. Ninguém tratará da vida de ninguém a não ser o próprio, que será sempre o responsável. A violência da exigência só é bem sucedida com a complacência da cedência, que é outro tipo de violência que os complacentes fazem consigo próprios... Seja autêntico e viva com intensidade a sua identidade.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

As competências inconvenientes


Dizia-me uma amiga há dias: «Tenho muitos defeitos. Sou assim, nada há a fazer. Gostava de melhorar, de ser diferente, mas o que hei-de fazer? Tenho esta forma de ser e de fazer as coisas...»

A minha amiga acha que é uma pessoa imperfeita, que podia ser melhor mas agora, já na casa dos 40 anos, pensa ser tarde. Desenvolveu ao longo do tempo uma série de habilidades, repete-as há tanto tempo que se tornou competente a reproduzi-las. E a julgar pelo que diz, continuará a apostar nas suas competências, aquelas que acha são defeitos.

Quando lhe disse que se ela não gostava das suas próprias competências, podia desenvolver outras, ela respondeu-me «ora essa, sou competente? Como assim? Eu sou é incompetente e tu a dizer-me que as coisas de que não gosto em mim são competências...»

E eu respondi-lhe: Para todos os efeitos, as limitações são sempre competências. O que entendes como defeitos são competências. Trabalhaste nelas muito tempo e em certo momento tornaste-te inconsciente na competência que tens. Continuas a apostar no mesmo, apurando cada vez mais aquilo que depois dizes não gostar. E ao mesmo tempo, sabendo que há novas competências a desenvolver, mais adequadas, adias essa aprendizagem porque... dá trabalho e demora.

O simples desta equação é que as competências adquirem-se e, se não gostas das actuais, podes sempre começar a trabalhar em novas. Principalmente se tens consciência da tua incompetência, poderás começar a experimentar algo novo até te tornares consciente competente. E depois dessa fase, tornar-te-ás especialista, tão especialista que farás de forma diferente sem dar por isso. Será sinal de que chegaste ao nível da mestria. Passaste a ser competente inconsciente. Quer dizer que  nem precisas pensar no que fazer para fazer bem. Fazes e pronto... Tal como agora fazes o que julgas depois ser mal e ter origem num defeito.

De cada vez que pensares naquilo que identificas como defeitos, pensa em termos de competências inadequadas em vez de defeitos. E começa logo a elaborar novas formas de fazer e de ser. 

Finalmente, ainda disse à minha amiga: As competências são tuas, tu é que sabes que competências novas queres desenvolver. Isso é contigo. Defeitos não, desenvolveste competências que não são adequadas...

E ela respondeu: «Nunca tinha analisado isto nessa perspectiva. Mas gosto. Faz sentido e sobretudo faz-me sentir que tenho soluções...»

sábado, 29 de novembro de 2014

Disney e o Coaching


Uma das estratégias eficazes do coaching foi herdada de Walt Disney, que usava a estratégia das três posições básicas para estimular a sua criatividade e elaborar os seus projectos cinematográficos. 
Sabe-se que na sua sala de trabalho tinha desenhados no chão três círculos que o ajudavam no seu trabalho:

O círculo do Sonhador, o do Realista, o do Crítico

- Na posição do Sonhador, visualisava o que queria, onde desejava chegar. Trabalhava aí ao nível do O QUÊ
- Na posição do Realista, passava a elaborar o plano de acção, ficando ao nível do COMO. Aí detalhava e racionalizava os passos. Quando, Onde, Com Quem, que Metas. Tudo o que seria necessário ao desenvolvimento do projecto.
- Na posição do Crítico, equacionava as alternativas, antecipava problemas e dificuldades e as formas de os ultrapassar.

Mais tarde, nos processos de coaching surgiu um novo círculo, chamado de meta-posição. Esta posição representa a neutralidade, em que assumimos a perspectiva do observador. É como se tivéssemos agora uma visão global do assunto, da informação contida nas três posições anteriores para que possamos melhor integrar tudo e de um ângulo que nos pode trazer mais conhecimento e esclarecimento sobre o assunto, o projecto ou problema.


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Quando há coaching...

Todas as Respostas estão contidas nas Perguntas
Uma grande ferramenta para a qualidade de vida. Pessoal e Organizacional

- Onde houver confusão, o coaching traz claridade
- Onde houver medo, o coaching traz confiança
- Onde há preocupação, o coaching traz esperança
- Onde há individualismo, o coaching traz ligação
- Onde há competição, o coaching traz cooperação

Tudo passa por identificar padrões e encontrar a estrutura. Ressignificar, Encontrar e Criar são três formas de operar a transformação. Para que tal aconteça são precisos requisitos:

1 - Querer
2 - Disciplina
4 - Humildade
5 - Perseverança
6 - Compromisso

A mais importante de todas: Querer. Sem ela não há coaching nem coach. Querer é estar aberto a experimentar. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Alta Performance em 8 passos


Algumas ideias e ferramentas para estar em Alta Performance. É tudo uma questão de liderança. Liderar-se a si próprio.

1 - Estar em Alta Performance é em primeiro ser autêntico. Ser autêntico é fazer o que quer e viver verdadeiramente a sua vida como deseja.

2 - Estar em Alta Performance é ser fiel aos seus valores, às suas convicções no pleno gozo da sua identidade.

3 - Estar em Alta Performance é ter a capacidade de se automotivar todos os dias para completar mais um pedaço do caminho que quer traçar.

4 - Estar em Alta Performance é ser líder e não seguidor. É assumir a responsabilidade pelas suas decisões e ir em frente.

5 - Estar em Alta Performance é identificar possibilidades e oportunidades todos os dias e seguir o seu rumo.

6 - Estar em Alta Performance é ter a tenacidade suficiente para recusar viver a vida e os projectos de outros, não se sujeitando a pressões.

7 - Estar em Alta Performance é encarar o medo como uma ferramenta de alavancagem para se motivar ainda mais.

8 - Estar em Alta Performance é rodear-se de quem lhe dá energia e alento e lhe acrescenta valor.

Você é único, não abdique da sua identidade, das suas ambições.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A beleza do patinho feio

Antes de se conhecer, os seus valores, a sua essência
Uma história para crianças, mas também dirigida a adultos. Descubra quem é e o que é e a síndrome do patinho feio recuará. 
O patinho era um entre muitos, mas muito diferente dos outros. E porque rejeitado trata de tentar conquistar o reconhecimento e a aceitação dos demais. O patinho luta para que gostem dele... Não sabe a razão de se sentir deslocado e de não gostarem dele. E um dia descobre que é cisne. Por isso diferente e deslocado.

A figura do patinho feio pode ser associada a muitos de nós que abdica do que é para se sentir integrado, para ser gostado e para pertencer ao grupo. Como animais gregários que somos, temos uma terrível tendência de abdicar da nossa individualidade para vivermos a vida de outros. E com isso perdemos a oportunidade de seguirmos o nosso caminho original. 

Tal como o patinho feio, temos de descobrir esse caminho para encontrar o nosso próprio potencial sem padecermos da necessidade de aprovação. E o primeiro passo podemos ser nós a dar... Começando a fazer perguntas:

- Como me quero sentir?
- Que tipo de emoções quero ter?
- Que pensamentos quero desenvolver?
- Com quem quero acompanhar?
- Onde deverei procurar?
- Para onde quero, afinal, dirigir-me? 
- O que desejo experienciar?
- O que posso fazer para alcançar o que quero?

(post seguinte, patinho feio e Valores)