domingo, 1 de março de 2015

5 tipos de pessoas tóxicas...


Acabei de ter uma experiência muito intensa relacionada com toxicidade emocional e resolvi escrever este texto. Há muito que não me sentia assim. Umas horas depois de ter tido contacto com um grupo de pessoas num evento institucional estava de rastos. Emocionalmente esgotado. 

Ninguém foi desagradável ou desadequado. Pelo contrário, todos os preceitos de cortesia foram verificados: cumprimentos, apertos de mão e sorrisos sociais estiveram presentes. Porém, depois de tudo isto a razão processar, ficou o facto: o efeito físico manifestou-se com grande intensidade, acompanhado de um enorme cansaço emocional. Pensamentos negativos, falta de motivação, inspiração zero, energia inexistente e um subtil e insistente desencanto.

Provavelmente, já sabe que há pessoas que afectam o seu bem-estar. Provavelmente, não se apercebeu o quanto essas pessoas o/a podem afectar. Mesmo que não lhe dirijam palavras ou sequer o/a olhem, fique com a certeza absoluta de que a sua simples presença afecta o seu equilíbrio, o ponto mais fulcral que contém a sua energia mais pura: o seu centro.

Principalmente, há 5 tipos de pessoas sugadoras de energia:

1 - Pessoas que mentem
2 - Pessoas que acusam
3 - Pessoas que querem mudá-lo/a
4 - Pessoas que querem usá-lo/a
5 - Pessoas que pensam de mais nelas próprias

Hoje foi dia de procurar leituras inspiradoras, falar com pessoas que gostam de mim, procurar o que quero e pensar o melhor de mim. E afinal o que colhi no dia de hoje? 
Que não se trata de evitar, trata-se de escolher definitivamente o que fazer.

1 - Trata-se de escolher as pessoas com quem quero e prefiro estar; 
2 - Trata-se de fazer o que me interessa e dá energia;
3 - Trata-se de aceitar apenas convites para eventos ou encontros institucionais que tragam oportunidade de conhecer novas pessoas;
4 - Trata-se de aceitar convites para eventos ou encontros formais ou informais que signifiquem possibilidades relacionadas com: ideias, situações, negócios, experiências e boas práticas;
5 - Trata-se e fazer o que penso acrescentar algo e não cumprir preceitos sociais ou institucionais...

Provavelmente, o que leu não é novidade. Para mim, não é, mas fiz questão de escrever para manter bem presente que pessoas tóxicas, ainda que polidas, esgotam-me e afectam o meu centro.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O layout do public speaking

A mensagem é para ser ouvida e também vista...
Falar em público é muito mais do que subir a um palco e dizer umas palavras a um grupo de pessoas. Há que fazer um esboço, um layout da sua apresentação. Se pegar num jornal ou numa revista, pode aperceber-se de que todo este material está paginado de uma certa forma, há designers a trabalhar no visual da mensagem e há jornalistas e autores a trabalhar a mensagem em si.

1 - Capa (determina as vendas)
2 - Títulos, tipo de letra e assuntos
Níveis de leitura no miolo, páginas interiores
3 - Título
4 - Antetítulo
4 - Fotos
5 - Legendas
6 - Destaques
7 - Lead (texto de entrada)
8 - Subtítulos
9 - Parágrafos
10 - Negritos e Itálicos
11 - Caixas de texto

Como vê, todos estes níveis de leitura são criados intencionalmente para garantir a atenção de quem lê. Como os leitores são diferentes, podem prender-se por factores também diferentes. Por exemplo, uns pelo título, imagens, e destaques. Outros pelo título, imagens, legendas, antetítulo e subtítulos. Independentemente de tudo, às vezes o aspecto da mensagem quase assume mais interesse do que a própria mensagem.

Aspecto Gráfico + Conteúdo = Mensagem

Agora vamos à mensagem dita, ao public speaking, em forma de discurso ou apresentação. Poderá falar-se de layout da mensagem dita, em português, de esboço? Claro. E você é o designer que dispõe os elementos de forma a ficarem o mais atractivos possível. Assim, seguindo esta linha de abordagem, na mensagem dita, os níveis de interesse podem ser mantidos através dos seguintes factores que completarão o aspecto geral da mensagem dita:

1 - Título da apresentação
2 - Tom de voz
3 - Volume (projecção)
4 - Ritmo
5 - Pausas
6 - Variação vocal
7 - Movimento das mãos
8 - Posição dos braços
9 - Olhar
10 - Expressões faciais
11 - Linguagem corporal (não-verbal)
12 - Uso do palco (movimentação)
13 - Mensagem - Factos, Números, Histórias (metáforas, analogias, associações)

Basicamente, são estes os factores que tem de ter em conta quando sobe a um palco ou fala para um grupo de pessoas. A mensagem é para ser ouvida e vista. Tenha em conta os 13 itens anteriores e vai melhorar rapidamente as suas capacidades de oratória antes mesmo de começar a praticar. 

Agora, para que tudo aconteça, é praticar, praticar, praticar

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Uma ferramenta de Coaching

Esta é uma excelente ferramenta para tirar uma «fotografia» à situação, a si ou à organização, no que respeita a Recursos, Limitações, Obstáculos e Possibilidades. No quadro seguinte tem os campos preenchidos de forma a poder identificar o que analisar e no que reflectir. Reproduza o quadro num papel, identifique uma área da sua vida que queira analisar. Pode ser da vida pessoal, profissional, pode ser até referente à empresa. Um projecto, um problema, uma decisão que tem de tomar.


O que é SWOT?
Strengths - Weaknesses - Opportunities - Threats
Forças - Fraquezas - Oportunidades - Ameaças

Esta ferramenta simples é um bom começo para estimular à acção, ao movimento, e abrir caminho. As Forças Internas Positivas relacionam-se com a motivação, a coragem, a determinação, etc. As Fraquezas Internas Negativas referem-se ao medo, à hesitação, à preocupação, a crenças limitadoras como «eu não tenho jeito», «não consigo», etc. 

As Oportunidades Externas Positivas dizem respeito às circunstâncias exteriores que favorecem o seu plano, por exemplo ter amigos, pessoas que o/a ajudam, capital para investir, tempo, etc. Por fim, as Ameaças Externas Negativas referem-se ao contexto adverso, como distância, falta de apoio, dinheiro, etc.

Agora, é começar a preencher os campos até ter uma fotografia clara da situação que quer trabalhar. Quanto mais detalhes, mais definição. Poucos detalhes, a «foto» pode sair a preto e branco ou ficar fosca. O que prefere?

domingo, 11 de janeiro de 2015

Na Egolândia


Chegam todos os dias exploradores, ambiciosos e necessitados. Vêm à procura de riqueza, de statu, de posição, de poder e de servidores.
Chegam com um buraco enorme na alma, cheios de fome de estatuto, admiração, aplauso e deferência. Fazem tudo o que é necessário para atingir um permanente reconhecimento público... Que nunca é suficiente.

Porque na Egolândia, a terra do Ego, as principais actividades são duas, a exibição do poder e do estatuto ou a aceitação do poder e do estatutoNa Egolândia há basicamente dois tipos de indivíduos, ambos dominadores. Os que terão posição e os que darão a posição, e estes são os mais poderosos. Os primeiros dominam a arte da dominância, os segundos dominam apenas a arte do seguidismo. E são estes também que alienam o poder que têm, entregando-o aos primeiros, que os convencem a fazê-lo para seu próprio bem. Os autênticos EGOístas exigem a perda de autenticidade dos restantes.

Na terra do Ego, os famintos da alma exigem aplauso, aceitação e reconhecimento constante enquanto os poderosos serviçais decidem reduzir-se a simples e mansos seguidores, aceitando viver uma vida determinada pelos outros.

Uns vivem a vida que querem e tentam impô-la aos restantes. E estes decidem eles próprios entregar nas mãos de outros a regulação dos seus valores. Os EGOístas são mais convictos, persuasores e até violentos. Os seguidores são medrosos e brandos e desta forma são facilmente invadidos pelos EGOístas.

Palavras finais: Reveja o poder que tem e não o aliene. Seja autêntico. Não aceite facilmente convites para atribuir poder a outros. Ninguém tratará da vida de ninguém a não ser o próprio, que será sempre o responsável. A violência da exigência só é bem sucedida com a complacência da cedência, que é outro tipo de violência que os complacentes fazem consigo próprios... Seja autêntico e viva com intensidade a sua identidade.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

As competências inconvenientes


Dizia-me uma amiga há dias: «Tenho muitos defeitos. Sou assim, nada há a fazer. Gostava de melhorar, de ser diferente, mas o que hei-de fazer? Tenho esta forma de ser e de fazer as coisas...»

A minha amiga acha que é uma pessoa imperfeita, que podia ser melhor mas agora, já na casa dos 40 anos, pensa ser tarde. Desenvolveu ao longo do tempo uma série de habilidades, repete-as há tanto tempo que se tornou competente a reproduzi-las. E a julgar pelo que diz, continuará a apostar nas suas competências, aquelas que acha são defeitos.

Quando lhe disse que se ela não gostava das suas próprias competências, podia desenvolver outras, ela respondeu-me «ora essa, sou competente? Como assim? Eu sou é incompetente e tu a dizer-me que as coisas de que não gosto em mim são competências...»

E eu respondi-lhe: Para todos os efeitos, as limitações são sempre competências. O que entendes como defeitos são competências. Trabalhaste nelas muito tempo e em certo momento tornaste-te inconsciente na competência que tens. Continuas a apostar no mesmo, apurando cada vez mais aquilo que depois dizes não gostar. E ao mesmo tempo, sabendo que há novas competências a desenvolver, mais adequadas, adias essa aprendizagem porque... dá trabalho e demora.

O simples desta equação é que as competências adquirem-se e, se não gostas das actuais, podes sempre começar a trabalhar em novas. Principalmente se tens consciência da tua incompetência, poderás começar a experimentar algo novo até te tornares consciente competente. E depois dessa fase, tornar-te-ás especialista, tão especialista que farás de forma diferente sem dar por isso. Será sinal de que chegaste ao nível da mestria. Passaste a ser competente inconsciente. Quer dizer que  nem precisas pensar no que fazer para fazer bem. Fazes e pronto... Tal como agora fazes o que julgas depois ser mal e ter origem num defeito.

De cada vez que pensares naquilo que identificas como defeitos, pensa em termos de competências inadequadas em vez de defeitos. E começa logo a elaborar novas formas de fazer e de ser. 

Finalmente, ainda disse à minha amiga: As competências são tuas, tu é que sabes que competências novas queres desenvolver. Isso é contigo. Defeitos não, desenvolveste competências que não são adequadas...

E ela respondeu: «Nunca tinha analisado isto nessa perspectiva. Mas gosto. Faz sentido e sobretudo faz-me sentir que tenho soluções...»

sábado, 29 de novembro de 2014

Disney e o Coaching


Uma das estratégias eficazes do coaching foi herdada de Walt Disney, que usava a estratégia das três posições básicas para estimular a sua criatividade e elaborar os seus projectos cinematográficos. 
Sabe-se que na sua sala de trabalho tinha desenhados no chão três círculos que o ajudavam no seu trabalho:

O círculo do Sonhador, o do Realista, o do Crítico

- Na posição do Sonhador, visualisava o que queria, onde desejava chegar. Trabalhava aí ao nível do O QUÊ
- Na posição do Realista, passava a elaborar o plano de acção, ficando ao nível do COMO. Aí detalhava e racionalizava os passos. Quando, Onde, Com Quem, que Metas. Tudo o que seria necessário ao desenvolvimento do projecto.
- Na posição do Crítico, equacionava as alternativas, antecipava problemas e dificuldades e as formas de os ultrapassar.

Mais tarde, nos processos de coaching surgiu um novo círculo, chamado de meta-posição. Esta posição representa a neutralidade, em que assumimos a perspectiva do observador. É como se tivéssemos agora uma visão global do assunto, da informação contida nas três posições anteriores para que possamos melhor integrar tudo e de um ângulo que nos pode trazer mais conhecimento e esclarecimento sobre o assunto, o projecto ou problema.


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Quando há coaching...

Todas as Respostas estão contidas nas Perguntas
Uma grande ferramenta para a qualidade de vida. Pessoal e Organizacional

- Onde houver confusão, o coaching traz claridade
- Onde houver medo, o coaching traz confiança
- Onde há preocupação, o coaching traz esperança
- Onde há individualismo, o coaching traz ligação
- Onde há competição, o coaching traz cooperação

Tudo passa por identificar padrões e encontrar a estrutura. Ressignificar, Encontrar e Criar são três formas de operar a transformação. Para que tal aconteça são precisos requisitos:

1 - Querer
2 - Disciplina
4 - Humildade
5 - Perseverança
6 - Compromisso

A mais importante de todas: Querer. Sem ela não há coaching nem coach. Querer é estar aberto a experimentar.