Mas a natureza humana é assim mesmo. Segundo Seth Godin, a Declaração de Independência alerta para um princípio humano muito estranho: «Toda a experiência tem demonstrado que a humanidade está mais disposta a sofrer, desde que os males sejam toleráveis, do que a fazer-se justiça, abolindo as formas a que está acostumada.»
Temos um potencial inimaginável, mas não é fácil pô-lo a funcionar. Godin enumera «sete razões para falhar na tentativa de ser o melhor»:
- Ficar sem tempo (e desistir)
- Ficar sem dinheiro (e desistir)
- Assustrar-se (e desistir)
- Não estar suficientemente empenhado (e desistir)
- Perder interesse ou entusiasmo ou contentar-se em ser medíocre (e desistir)
- Concentrar-se no curto prazo em vez do longo (e desistir quando os objectivos de curto prazo se tornam demasiado difíceis)- Escolher a coisa errada na qual quer ser o melhor do mundo (porque não tem o talento)
As pessoas persistentes conseguem visualizar a ideia da luz ao fundo do túnel, quando outras não o conseguem. Ao mesmo tempo, as pessoas mais inteligentes são realistas em não imaginar uma luz quando ela não existe.
Portanto, persistir quando se justificar, desistir quando se justificar… Porém o sucesso está ligado à nossa capacidade de desistência.
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