Para Marc Augé, «aquilo que para uns são não-lugares funcionam para outros como lugares. Por exemplo, um aeroporto não é a mesma coisa para quem vai apanhar um avião e para quem lá trabalha (...). Não se pode fazer uma leitura social de um supermercado ou de um aeroporto. Por isso é que lhes chamei não-lugares, na medida em que eram o contrário do lugar, no sentido antropológico. Os não-lugares designam três tipos de espaços: os espaços de circulação, os espaços de consumo e os espaços de comunicação.»
Já me dei conta do que sinto quando conduzo numa auto-estrada ou vou a um centro comercial. Na verdade não há ali registo de identidade cultural ou histórica. Pode ter algum significado para quem lá trabalha, mas para os consumidores que vêm de fora é um sítio sem identidade social.
Muito presente também está a expressão usada por Augé de Globalização e Mundialização, que são diferentes. O investigador chama «globalização ao aspecto tecnoeconómico da mundialização: o mercado global e os modos de comunicação».
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| Marc Augé |
Marc sublinha ainda o que se passa com a arquitectura actual, que «é muito invasora, é demasiado monumental, e tem dificuldade em casar com o que a rodeia. Ou esmaga e apaga (é o que se passa com a China) ou então isola. Em Paris, quando se quis fazer um bairro verdadeiramente moderno para escritórios e empresas, fez-se a Defense, que está no exterior.»
Se o seu interesse passa pela Antropologia ou pela Sociologia, este é um livro a não perder, «Não-Lugares, Introdução a uma antropologia da sobremodernidade». E já agora investigue mais sobre o autor, Marc Augé, e os seus mais recentes conceitos sobre globalização.


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