Para ser um verdadeiro líder é necessário ser fiel a
si próprio, caso contrário, mais tarde ou mais cedo, vai «esfarelar-se»... na sua
moral, na sua ética, na sua performance
Seja líder de si próprio, tome as suas decisões, assentes nos seus valores e no que acha que está certo. Assuma a sua
posição, assuma as consequências, não se lamente, não se arrependa, mesmo que o/a
façam sentir-se desconfortável. Lembre-se que as consequências podem causar
desconforto quando decide por si, mas causam sempre desconforto quando não
decide por si. Se assumir a liderança, meio-mundo vai estar a testá-lo/a. A
testar a sua personalidade, a sua tenacidade, a sua envergadura de líder.
Ser líder é ser empreendedor e estes dois
atributos exigem uma dose substancial de irracionalidade. Seguir o próprio
caminho não está ao alcance de todos. Se quiser estar em Alta Performance,
honre o seu propósito, a sua paixão, a sua vontade e os seus valores. Nunca abdique,
pois se o fizer começará a viver a vida de outros... A irracionalidade reside
no facto de seguirmos o caminho que muitos desaprovam. Estar de acordo com a
maioria e ser «líder» num ambiente confortável e previsível está ao alcance de
todos.
Ser um verdadeiro líder é lidar com a rejeição. E se a sentir
muitas vezes é porque está a liderar a sua vida de acordo com os seus princípios.
Está no caminho certo. Por norma, a sociedade não gosta de pessoas fiéis aos
seus valores. A sociedade aprecia mais quem abdica e se «adapta» aos valores
dos outros. Atente que quanto menos líderes e empreendedores houver, mais o
sistema está controlado por meia dúzia de indivíduos. Pressionam,
instrumentalizam, ameaçam e dominam o sistema. Sabem que os líderes e
empreendedores genuínos não abundam. Muitos desistem antes de começarem, outros
antes de alcançarem o que querem, outros ainda vendem-se por conforto e passam
a viver a vida dos seus dominadores.
Quanto menos líderes, menos recursos são distribuídos,
menos poder é delegado. Portanto, manter o poder passa sempre por impedir os
outros de serem líderes. A liderança ameaça o poder. Este gosta de criar
dependência, a liderança cria liberdade, empreendedorismo.
George Bernard Shaw escreveu: «As pessoas estão sempre a atribuir as
culpas por aquilo que são às circunstâncias. Eu não acredito em circunstâncias.
As pessoas que avançam neste mundo são aquelas que se erguem e procuram as
circunstâncias que lhes interessam e, se não as encontram, criam-nas.»
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