quarta-feira, 26 de outubro de 2011

And you'll never be the same


Time Line Therapy and The Basis of Personality, by Tad James and Wyatt Woodsmall, is a masterpiece of a metodology of communication named Neurolinguistic Programming (NLP). The fact is Tad James took advantage of Richard Bandler and John Grinder's research and developed a science.

The basis is how people store memories, «and the effect that the system used for the storage of memories has on the personality of the individual». The Time Line concept is a notion of time that we have stored in our minds, shapes and structures our experience of the world, and therefore shapes our personality.

Tad James, PhD
We are shaped according with what we get and process information. We have all internal filters that distort what we get from external reality. Metaprograms, values, believes, attitudes and memories are our filters that affect the way we interpret the world.

We get an external event, then we filter it, making an internal representation, that causes us a state (an internal emotion: state of happiness, sadness, motivation, etc.). After that comes a behavior, caused directly by the state, with an associated physiology.

Is a must read book. I assure you'll never be the same after reading it. Don't lose an opportunity to learn and, more than that, understand yourself.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

What means being successful?

October issue of Success Magazine brings a great text of Darren Hardy. About being successful. The meaning of success came up again in our times of crisis. It is strange seeing successful people from whom we don't recognize any significance in life. They are only famous people or rich people.

Darren expands the idea: «As a society I think we often misunderstand the word success. Our society celebrates those who obtain fame, wealth, power and celebrity, no matter the means - ethical or not - and we call them successful. Success is often equated to an achieved status, rather than to a measure of value or contribution.
We are taught early in life to strive for success, to achieve the status - win the trophy, get the notable degree, land the big position, win the impressive title, acquire the bigger house, bring back the enviable vacation and collect the cars, boats, jewels and bib bank account (...).»

It is a fact, a different perspective of being successful, «we might have acquired everything we ever wanted, except the one thing that really matters - significance».
And Darren writes more, «You can be successful but not significant, but you cannot be significant without being successful (...).
A successful person, by our definition, is one who has achieved five pillars of excellence: business, well-being, relationships, wealth and contribution. We call this "whole-life success", and one who has achieve it has attained a life of significance».

Wise words to think about...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

We need authenticity like water



Manfred Kets de Vries is really a great thinker. He describes the reality in a kind of high resolution way. One of these days I caught some written words about authenticity. I thought it was difficult to define that word, but De Vries showed how so simple is making an HD picture with some characters. What is an authentic person? What human authenticity is? Why is so important? Then I notice in what extent authenticity deals with human life. Yes, human life, not only in relationships. Let’s take a look at professor De Vries words:

«(…) And we’ve had some very bad examples of leadership lately (…). I realise the importance of authenticity in my own life and the lives of others. I have seen how easy it is for someone to follow a route to self-deception and illusion. Fooling ourselves, as many of us learn the hard way, isn’t sustainable in the long run. (…)

To me, being authentic implies being honest, truthful with myself and others, living... with my own values and principles, and experiencing a sense of meaning in what I’m doing. Authenticity implies a willingness to accept what I am and not attempt to pass for something or someone else. Authenticity means not only trusting my strengths but also my weaknesses and being patient with my imperfections. It has to do with having the courage to say how things are, to say no, to face the truth, and to do the right thing because it is right. (…)

In searching for the meaning of life, we’re really aiming to feel alive. We want our experiences, the external reality, to resonate with our internal reality. Only when our personal activities are consistent with our values, commitments, and other important elements of our concept of ourselves will meaning be attained.»

Wise words from a sage man

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Cuidado com as pessoas tristes que o rodeiam

Network with happy people. People with happy friends are 15 percent more likely to be happy themselves, according to research from Harvard Medical School and the University of California, San Diego.

A preferência e a atracção estão intimamente ligados ao tipo de pessoas que com quem acompanhamos. Jim Rohn dizia «nunca substime o poder da influência». Se se faz acompanhar de pessoas cujo traço de personalidade é a manifestação da tristeza, então, tarde ou cedo, ficará como elas, partilhando as mesmas sensações. Porquê? Porque estarão assim em comunicação perfeita. Os estados serão congruentes.

A boa notícia é que o contrário também é válido, pelo que, se se fizer rodear de gente feliz ou satisfeita, então o seu estado tenderá a aproximar-se do dos que o/a rodeiam. A importância deste dado é grande, tendo em conta que pessoas felizes tendem a produzir mais e melhor. A ter mais criatividade e a serem mais inovadoras.

Pessoas tristes, críticas e amargas retirar-lhe-ão as energias impulsionadoras. Faça as suas escolhas. As que sentir serem mais acertadas para o seu bem-estar e para a sua vida. Direccione a sua atenção para as pessoas tendencialmente mais felizes, alegres, amigáveis, positives. Não se esqueça de se direccionar, em vez de evitar. Os objectivos formulam-se de maneira positiva.

sábado, 1 de outubro de 2011

Os «chefes» pela boca de miúdos...

Encontrei uma preciosidade. Textos de miúdos do primeiro ciclo do ano de 2005, escritos e publicados em livro. Uma iniciativa do Agrupamento de Escolas D. Manuel I, no Barreiro. Que fez nascer então um documento diversificado sobre ideias que as crianças têm sobre diversas áreas da vida. Uma parte deliciosa é quando os miúdos fazem, numa frase simples, o registo semanal dos chefes. Fiquem com alguns excertos:

- A ideia dos chefes é gira. Há chefes bons e chefes maus. Ou seja, uns sabem ser chefes, outros meninos não sabem. Os que não sabem, não prestam para chefes! (Filipa)

- Os chefes mandam menos bem que as «chefas». São parvos e esquecem as regras que eles inventaram! Mas só as más, as boas eles lembram-se! Pois, são muito espertinhos (Carolina)

- Eu gosto de ser «chefa», acho que as meninas são melhor «chefas» que os meninos! (Ana Maria)

- A Raquel e o Dinis são dois grandes «parolos»! São bebés, até nem deviam nunca ser chefes! Eles bebem «biberon»! São bebezões! (Eduardo)

- Os putos que vão embora com a mãe antes da hora não devem ser chefes porque são mariquinhas e os outros depois é que têm de arrumar as coisas deles, mesmo sem ser chefes! (João Pedro)

- Os chefes têm coisas boas! Eles escolhem as áreas antes dos outros, vão à frente no comboio, mas também se «tramam» porque depois têm de arrumar tudo! (André Filipe)

- Os chefes deviam bater nos putos que não arrumam e não obedecem aos chefes. Mas a regra principal é não bater e não gritar com os outros! É pena! Os chefes até ficam chateados com a professora porque ela não deixa bater! Mas ela é que é a chefe principal da sala! A seguir à Lúcia é logo a Mena! (Miguel)

- Os meninos que são os chefes são todos! É para todos saberem mandar na nossa sala e nas casas deles quando forem grandes! E nos trabalhos! (Soraia)

 - Os chefes e as «chefas» são uns chatos do caraças! Mas ajudam as professoras... (Ricardo Milheiro)

Registo também a ligação que há da chefia ao trabalho e à responsabilidade. Porque será que estas ideias se desvanecem mais tarde, quando adultos?

domingo, 7 de agosto de 2011

Um Horrível filme



«Chefes Intragáveis», «Horrible Bosses» no original é um mau filme. Bem, mesmo mau. Actores de renome, Kevin Spacey, Jennifer Aniston, Donald Sutherland, Jamie Foxx e Colin Farrell. Com este elenco, a coisa prometia. Depois algumas páginas de jornais diários dedicadas à promoção do filme, mais os destaques com adjectivos pomposos. Como se a película tratasse de algo sério com um toque e hilariedade. Bom, mais reforçada ficou a pertinência para ver tal... obra-prima.

Fui ver e... Que decepção. Qualquer coisa de grotesco. Um filme que é uma caricatura do que poderia ser uma comédia. Três personagens que representam a figura de chefias, mas levadas ao limite do aceitável do que pode chamar-se de «intragável» ou «horrible». O exagero caricatural torna este filme um pedaço de lixo a poluir as salas de cinema.

Ah, a acrescentar que mais de metade, sim, muito mais de metade do filme reportam-se a episódios de três «colaboradores» a tentar matar os seus «chefes», numa roda viva de imbecilidade sem igual.

Teria sido uma grande oportunidade para retratar o mundo do trabalho, as suas repercussões na gestão, na saúde dos colaboradores, os efeitos no sistema nacional de saúde, as despesas do Estado, as leis laborais, as consequências a nível mundial. Mas o realizador Seth Gordon, o argumentista e autor da história Michael Markowitz, e a produção John Rickard e John Cheng não conseguiram fazer melhor que algo irrelevante.

Definitivamente a evitar

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Não-Lugares ganham vantagem

Foi com grande satisfação que descobri um artigo sobre o investigador francês Marc Augé no Jornal i de 23 de Julho. Marc Augé foi o criador, em 1992, da expressão Não-Lugar e esteve há pouco em Portugal, no Oceanário, em sequência de uma iniciativa da Univ. Católica. O tema em debate, «A Performance Cultural das Cidades».

Para Marc Augé, «aquilo que para uns são não-lugares funcionam para outros como lugares. Por exemplo, um aeroporto não é a mesma coisa para quem vai apanhar um avião e para quem lá trabalha (...). Não se pode fazer uma leitura social de um supermercado ou de um aeroporto. Por isso é que lhes chamei não-lugares, na medida em que eram o contrário do lugar, no sentido antropológico. Os não-lugares designam três tipos de espaços: os espaços de circulação, os espaços de consumo e os espaços de comunicação

Já me dei conta do que sinto quando conduzo numa auto-estrada ou vou a um centro comercial. Na verdade não há ali registo de identidade cultural ou histórica. Pode ter algum significado para quem lá trabalha, mas para os consumidores que vêm de fora é um sítio sem identidade social.
Muito presente também está a expressão usada por Augé de Globalização e Mundialização, que são diferentes. O investigador chama «globalização ao aspecto tecnoeconómico da mundialização: o mercado global e os modos de comunicação».

Marc Augé
Para Augé, o planeta tornou-se uma cidade, tal o impacte das telecomunicações e rede de transportes. «E o que aconteceu ao campo?», pergunta António Guerreiro, jornalista do jornal i. «Desapareceu, ou é incluído no urbano, dando lugar a um misto de urbano e rural. Mas o campo enquanto tal, com as suas aldeias, está em vias de desaparecer (...). Em França as regiões ficam desertas e são apenas visitadas por turistas. Um campo que muda de aspecto, porque deixa de haver trabalho agrícola, e torna-se uma espécie de parque, o que significa uma passagem da natureza à cultura.»

Marc sublinha ainda o que se passa com a arquitectura actual, que «é muito invasora, é demasiado monumental, e tem dificuldade em casar com o que a rodeia. Ou esmaga e apaga (é o que se passa com a China) ou então isola. Em Paris, quando se quis fazer um bairro verdadeiramente moderno para escritórios e empresas, fez-se a Defense, que está no exterior.»

Se o seu interesse passa pela Antropologia ou pela Sociologia, este é um livro a não perder, «Não-Lugares, Introdução a uma antropologia da sobremodernidade». E já agora investigue mais sobre o autor, Marc Augé, e os seus mais recentes conceitos sobre globalização.