terça-feira, 31 de julho de 2012

Find your true North

by Bill George e Peter Sims

I’m reading a great book, offered by a colleague of mine some months ago, after having an executive leadership program at Harvard. Seems this book it’s a kind of reference there, in order to inspire many top executives.

Throughout the book, Bill and Sims tell us how to practice an authentic leadership. But, instead of mentioning only theories and studies, they talk about real situations in real life. With Interviews, stories, examples of companies and leaders, the authors can prove that the future of leadership is changing.

About title’s book, True North means many people, when in leadership positions, lose their north, meaning of life, sense of purpose, feeling of joy. After a period of struggle, some leaders find again their purpose, their values and their mission. After all, they find their true north. This is a must-read book.

Leadership is not position and status. Is something
whom purpose is beyond of the leader as individual

domingo, 15 de julho de 2012

O cinismo da austeridade


Sociedade da Austeridade é um excelente, discreto e imperdível livro de António Casimiro Ferreira, sociólogo e professor doutorado por Coimbra. Ao longo das 136 páginas, o autor desmonta a falácia da austeridade, explicando basicamente como esta tem as costas largas para justificar a delapidação social e laboral que está a ser operada neste momento.

O medo; a insegurança e a incerteza; e a dicotomia entre o poder dos não-eleitos e dos eleitos, são os três factores que constituem a espinha dorsal da argumentação neste livro.

O cunho científico misturado com alguma argumentação vinda de fontes mais informais, como jornais e revistas e cidadãos comuns, dão-nos a dimensão da destruição criminosa que está a ser feita nas sociedades actuais, muito concretamente em Portugal. A Justiça, o trabalho, a política, os discursos, a manipulação. Tudo para que as massas acreditem que são responsáveis pela crise, aliás, que são culpados, que devem fazer sacrifícios, que têm que empobrecer, não há alternativa, mudar as condições de trabalho e por aí fora. A ciência, porém, diz o contrário, que estes métodos não resolvem nada, apenas servem interesses.

Em Sociedade da Austeridade, o enfoque principal é nas condições de trabalho, nas relações laborais e na lei. Um livro obrigatório, da editora Vida Económica, pela sua objectividade e rigor. Pouco mais de 10 euros para um bom pedaço de conhecimento.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O retorno do Fascismo

Uma excelente obra do filósofo holandês Rob Riemen, sob o título O Eterno Retorno do Fascismo, da Bizâncio, alerta para este monstro não aniquilado. Baseando o seu texto em reflexões de outros pensadores, como Camus, Thonmas Mann e Nietzsche, este pequeno livro com apenas 78 páginas é uma obra de arte da consciência.

O Fascismo está vivo, nunca morreu. Esteve latente todos estes anos e está agora a despontar com uma nova roupagem. Claro que «os fascistas não são estúpidos e são mestres na arte da mentira», sabem iludir com palavras bonitas e expressões cândidas. O fascismo «assumirá diferentes formas em diferentes países porque o seu credo não assenta em ideias nem num único valor universal». Apenas proclama frases empolgantes com conceitos como «igualdade», «equidade», «justiça», «patriotismo», proferidas por «demagogos e charlatães que usam os 'mass media' para cultivar a crença que um determinado político, que pretende ser contra a política, é a única pessoa capaz de salvar o país».

Rieman sustenta a sua reflexão invocando figuras históricas, como Mussolini e Hitler; com factos, como as Grandes Guerras mundiais; e instituições «fábricas de morte», como o Nazismo, a Igreja, etc.

Um livro muito objectivo, que se lê num par de horas e se fica a conhecer algo mais sobre os acontecimentos actuais a que chamam de «crise». Um agitador de consciências, que não agrada a muitas delas por lhes tocar no negócio que é a manipulação instituída, mascarada de democracia.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

LOYALTY went bankrupt. Remains TRUST

I couldn't help publish this Lynda Gratton's piece of text. Sou true. Before, we could count with loyalty and trust, today we have a monogamic system. There's a great gap between people and organizations. Enjoy:

«Loyalty is dead – killed off slowly through shortening contracts, outsourcing, automation and multiple careers. Faced with what could be 50 years of work – who honestly wants to spend that much time with one company? Serial monogamy is the order of the day. But whilst loyalty is dead... long live trust.

Loyalty is about the future – Trust is about the present.

Trust is core to the relationship between the employer and employee – without it relationships become simply transactions and work is mired and slowed through continuous checks and monitoring. CEO’s may not believe their executives to be loyal in the sense that they will be with them indefinitely – but they have to believe they are trustworthy. Trust is one of the most precious organisational assets – slow to build and quick to be destroyed. The precursor to trust is fairness, justice and dignity – demonstrated in how processes operate and how people are treated when the going gets tough. I believe that in the future it’s not that we humans will become any less emotional at work – but rather that the nature of our emotions will change. Take loyalty for example.

The argument I am making is that loyalty plays an ever less significant role in organisational life. However, it’s not that this has disappeared – but rather than it has been replaced with another human emotion – that of justice and fairness, which by the way, is hard to create and indeed to sustain.»

terça-feira, 26 de junho de 2012

A 4 leis da espiritualidade

São quatro simples leis que na Índia são uma referência, mas que no fundo são válidas para todos nós, seres terrenos.

Lei 1 - A pessoa que encontra é a pessoa certa
Ninguém passa pela nossa vida por acaso. Todas as pessoas que conhece e com quem interage contribuem para aprender e prosseguir.
Lei 2 - Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido
Nada do que lhe acontece podia ter sido de outra forma. O «se» não é aplicável, mesmo que o tente usar. O «se eu tivesse feito de tal forma…» não existe. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido. Para tiramos aprendizagem e seguir em frente. Cada situação que vivemos é sempre a certa, mesmo que pense ser desconfortável ou injusta.
Lei 3 Todas as vezes que começar algo é porque é esse o momento
Tudo começa no momento certo. Só quando estamos prontos para iniciar algo novo na vida é que as coisas acontecem.
Lei 4 - Quando algo termina, termina
É simples, mas não é fácil, sentir esta quarta lei. Porém, é simplesmente assim. Se algo acabou representa que há outro estádio, uma evolução. O melhor é sair, seguir em frente e enriquecer-se com a experiência. E agora lembro-lhe que não é por acaso que está a ler estas palavras. Este evento acontece agora mesmo tal como cada gota de chuva cai sempre no lugar certo.

Quatro simples leis que, a serem seguidas, facilitam a vida e as decisões

domingo, 10 de junho de 2012

A serpente e o pirilampo


Era uma vez uma serpente que começou a perseguir um pirilampo. Este fugia da predadora, que não desistia facilmente. Mas a serpente estava disposta a ir até às últimas consequências para conseguir a sua refeição.

Um dia passou e a serpente não desistia. Dois dias se foram e a serpente continuava a sua perseguição ao já cansado pirilampo... E então, no terceiro dia, já sem forças para continuar a fugir, o pirilampo decidiu parar e fazer uma pergunta à serpente. E assim foi:

«Posso fazer-te uma pergunta, antes de tudo o que possa acontecer a seguir?», perguntou o pirilampo. «Bom, nunca nenhuma das minhas vítimas me fez tal abordagem, mas como tu foste corajoso, vou deixar-te formular a tua pergunta», respondeu o réptil.

- Por acaso pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te algum mal para que me persigas?
- Não.
- Então, porque é que queres devorar-me?
- Porque não suporto ver-te a brilhar!

Uma boa razão para verificar quem o/a rodeia, quem o/a acompanha, quem o/a influencia e o/a aconselha.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O porquê da crise...


O zoo e a selva. Estas duas realidades não se cruzam nem se complementam. Não são o produto de uma mesma. O zoo e a selva estão colocados em extremos opostos, tanto no que respeita à sua origem como à sua natureza. No primeiro, os animais, apesar de ainda serem considerados selvagens, vivem numa perfeita segurança. Tratados, climatizados, vigiados, alimentados, protegidos das intempéries e das vicissitudes da própria sobrevivência.
Não têm de caçar nem de procurar, nem de correr nem de mudar. Vivem descansados, sem medos nem receios, sem lutas nem necessidade de defesa. Tudo está adquirido e normalizado. O sistema é todo ele previsível. Horas de descanso, horas de dormir, horas de comer, de se mostrar, de recolher. Do outro lado há uma realidade diferente.

Extramuros, os animais são mesmo selvagens e divergem substancialmente no seu comportamento. A garantia não existe em nenhuma faceta da sua vida e por isso estão sempre em alerta. Precisam de lutar, defender-se, procurar, correr, percorrer, empreender. A sua sobrevivência é posta em perigo amiúde, pelo que têm de se manter treinados e sempre em movimento. Adaptação. Isso, adaptam-se às circunstâncias temporais, climatéricas, sociais e familiares. Umas vezes vencem, outras nem tanto. A vida continua, sempre com perigos à espreita. Feridos ou abalados, têm de prosseguir.

Na sociedade humana actual, particularmente em Portugal, algo de estranho parece estar a acontecer, pois a vida real, onde acontece a adaptação, a luta, a procura, a correria e o empreendorismo é como que «regulado» por quem não tem, não teve e dificilmente terá percepção do que é a «selva» do mercado.

São espécimes que vivem da máxima garantia, à custa da máxima insegurança de outros espécimes que todos os dias têm de caçar e buscar soluções para continuar o seu trajecto. Sendo assim, não seria possível outra coisa senão mesmo uma crise.