quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A armadilha do cepticismo


A vida de um céptico tem o tamanho do seu cepticismo. A sua dimensão é tanto mais pequena quanto queira, movido pela cegueira caprichosa de um auto-elogio: 

Eu sou um céptico

O peso desta declaração começa na primeira metade da frase, «Eu sou...», que é a assunção de uma identidade... Porém, é na segunda metade que se aloja toda a carga: «... um céptico». É aqui que a vida encolhe e empobrece.
O céptico assumido e orgulhoso confina-se a um espaço reduzido, porque não disponível para experimentar algo diferente, está antes fechado às possibilidades, reduz-se nas oportunidades, na descoberta, na novidade.
Do alto da sua limitação, o auto-assumido e orgulhoso céptico contrai-se no seu pequeno mundo de certezas constantes e imutáveis que o mantêm adormecido e estático.
O universo presenteia as possibilidades, as oportunidades, a novidade, a descoberta, a exploração, a curiosidade e a mente aberta

Não deixe invadir-se pelo cepticismo, permita-se ir mais longe... 
Descubra, investigue, avance, pergunte. DUVIDE, mas EXPERIMENTE

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Quando eu QUERO...



Faz muita diferença. É essencial. É a relíquia principal. O maior bem: «EU QUERO».
Quando eu QUERO, produzo muito mais do que quando eu DEVO OU TENHO DE... O meu desempenho é substancialmente melhor quando eu QUERO do que quanto DEVO ou TENHO DE…
Quando eu QUERO, é para mim, quando eu DEVO ou TENHO DE… é em relação a outros.

Atingir OBJECTIVOS na vida depende do EU QUERO. Quando tal acontece, você empenha-se, você empreende, você focaliza, você automotiva-se, e chega onde QUER. Agora se quer atingir objectivos porque DEVE ou TEM DE… é porque o faz tendo em conta factores exteriores a si, família, empresa, amigos, etc. E aí, haverá POBREZA no empenho, no empreendimento, na focalização, na motivação. Neste caso, afinal, não se QUER, apenas de DEVE ou TEM DE…

Quando definir objectivos na sua vida, de qualquer tipo, faça a si a seguinte pergunta:
O QUE É QUE EU QUERO EXACTAMENTE?

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Mudar a situação...



«Quando tu mudares, tudo mudará à tua volta, pois vais atrair situações, pessoas e realidades novas para a tua vida»

- Mestre, que posso eu fazer para mudar a situação?
- Jovem, em vez de mudares a situação, muda antes a tua situação.
- Mas se eu mudar a minha situação, não muda a situação, mestre...
- Tu não mudarás nada a não ser que te mudes a ti primeiro...
- Isso é estranho. Se a situação está mal, tem de ser mudada, não acha, mestre?
- Claro que acho. Se a situação está mal é porque a tua situação e a de muitos como tu não está boa. Como queres mudar a situação dos outros se não mudas a tua?
- E qual é a garantia que tenho que se mudar a minha situação, a situação mudará também, mestre?
- Garantia nenhuma. Não há garantias. A única que podes dar a ti própria é mudares tu, pois aí tudo depende da tua vontade, das tuas acções, do teu comportamento. Tens tudo ao teu alcance.
- E?...
- E o quê?
- ... E a situação mudará, mestre?...
- Jovem, estás muito fixada na mudança da situação dos outros e à tua volta e menos na tua situação. Queres garantias de mudança do que te rodeia, mas não te dás a ti mesma garantia alguma na tua mudança.
- Mas mestre, é preciso que a situação mude, não é? De que vale eu mudar se a situação não muda? Por isso estou aqui a perguntar-lhe.
- Jovem, tu ainda não entendeste... Quando tu mudares, tudo mudará à tua volta, pois vais atrair situações, pessoas e realidades novas para a tua vida. E dessa forma o teu contexto alterar-se-á para o que desejas. Depois de o fazeres tu própria, pode ser que consigas influenciar as pessoas e a situação que te rodeia...

Comece sempre por si e os «milagres» acontecerão

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Igreja e Política: a grande conspiração


Há quem não goste do autor, mas a verdade é que me assombrei quando me dispus a conhecer a sua escrita. Osho, um guru espiritual dos mais destacados no planeta. Pois bem, oferecido por um amigo, A Conspiração de Deus, Como a Política e a Religião Querem Acabar com a Liberdade Humana, foi minha companhia durante algum tempo.

O tema pode dizer-se que é quente, mas Osho debruça-se sobre um dos maiores males do nosso tempo: a manipulação requintada, das religiões e da política. A obra é um desafio à lógica do consciente. Desmantela muitos dos velhos pressupostos, rasga tradições intelectuais e no fundo é uma provocação declarada do hemisfério direito do cérebro, o da criatividade, ao do lado esquerdo, da lógica. No fim, o resultado é uma vitória retumbante da nossa massa cinzenta direita. E só deixando esta à solta alcançaremos outro patamar de entendimento.

«A moral é centrada em Deus; a consciência é o mais íntimo do ser a desabrochar... Só assim você se comporta como um indivíduo, não como um carneiro. Só assim você funciona como um ser humano com dignidade, com esplendor e com honra». A consciência é natural, a moral é imposta. A consciência vem de dentro do indivíduo. A moral vem das instituições que pretendem dominar-nos. Mantendo-nos na escuridão das suas teorias, mantêm-nos um rebanho manipulável. «A escuridão faz tudo parecer igual; a luz torna tudo diferente. No escuro, você não consegue ver, logo tudo lhe parece igual. Com luz já consegue ver, daí que tudo lhe pareça distinto

A Conspiração de Deus é um obra e tanto. Fala de Deus e da política, esta ciência que ameaça permanentemente a liberdade humana e que agora está bem à nossa vista, sem consciência e já sem moral...

domingo, 19 de agosto de 2012

Produtividade e Clima

As empresas podem ser caracterizadas de muitas formas. Mas a minha preferida resume-se a quatro estádios: Pessoas; Inovação; Regras; Mercado (traduzidos em quadrantes: Collaborate, Create, Control, Compete, respectivamente).
Com um diagnóstico simples fica a organização caracterizada, de forma a definir-se o caminho. O mais conveniente para o negócio e para equipas.

Pessoas – Normalmente empresas recém-criadas ou com uma política muito virada para o capital humano. Caracteriza-se por uma forte componente humana em que à frente estão valores como a satisfação, potencial, aprendizagem, flexibilidade e na colaboração.

Inovação – Empresas de base tecnológica, muito direccionada para a satisfação dos clientes, do mercado e, por isso mesmo, dos colaboradores. Beneficiam as ideias novas, o capital intelectual, o saber, o conhecimento, o interesse, a flexibilidade. São essencialmente criadoras. Repudiam a burocracia e todas as formas que criam fronteiras.

Regras – Por regra, são empresas antigas e que se cristalizaram em procedimentos e trâmites. Assentam muito na chefia, na autoridade, na burocracia, na directiva, no controlo. Rejeitam a criatividade, a flexibilidade. São, antes, territoriais e concentram o poder decisório num indivíduo.

Mercado – Empresas direccionadas para as vendas, a facturação e a cobrança. O que conta é a quantidade e por isso mesmo exercem pressão nos colaboradores para venderem o mais possível. Fomentam a competição desenfreada entre colaboradores. São muito susceptíveis a rivalidades e esgotam a força de vendas. Inovação e pessoas são atributos apenas toleráveis se tiverem um resultado imediato na venda.

Este diagnóstico de clima caracteriza a empresa no seu todo e por departamento e abrange as vertentes da liderança, da motivação e do desempenho. Fica-se com uma excelente percepção da «situação actual». Depois é operar as mudanças necessárias para iniciar o trajecto para o «situação desejada». O sucesso começa quando se toma consciência do momento actual… Mas nem todos, quando confrontados com o que devem fazer, estão preparados para uma mudança. Porquê? Porque a mudança vem de dentro. E se um indivíduo é muito autoritário, muito dificilmente vai delegar e ceder território. O caminho aqui é submeter-se a um processo de coaching.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A força esmagadora da aparência


A força da aparência tomou proporções que desregularam as sociedades de hoje. Camuflar, fintar, mentir, enganar tornaram-se as principais ferramentas da vivência social. O resultado está à vista de todos. O equilíbrio de forças terá de voltar. A propósito deste tema, permito-me publicar um texto escrito pela minha mãe há cerca de dois anos, num momento de inspiração e de desabafo:  

«Não raro é acontecer que, no meio de um cenário desolador de minas e detritos, surja por vezes algo que nos chama a atenção, precisamente por destoar da paisagem que observamos. Por exemplo, um pássaro de várias cores e lindos trinados, uma flor que teima mostrar-se no auge da sua beleza ou, quem sabe, uma frase muito bela num pedaço de parede. Então, só por estes elementos valeu a pena passar por ali e talvez sintamos coragem e força para começar de novo.

Hoje, os sentimentos nobres deviam, se tal fosse possível, fazer parte do património de um museu... Porque o que nos é dado ver é que quando alguém nos sorri, ou já nos pregou alguma partida ou então vai fazê-lo. Não restam dúvidas que vivemos na época do pechisbeque. O que importa é mesmo dar a impressão de ser o que não somos, e quanto melhor soubermos mascarar o nosso carácter maior será o êxito. Sendo assim, quando nos surge alguém pela frente que é honesto, há tendência para duvidar e então pensamos: ou a sua camuflagem é perfeita, o que nos põe em desvantagem, ou, pior ainda, se for autêntica, torna-se um perigo, porque talvez ele seja o tal pássaro ou a tal flor ou a tal frase, que fica de tal maneira em destaque, que faz ofuscar o cenário à sua volta. E aí depende muito da sensibilidade de quem o observa: ou o admira ou o destrói.

Laura Dias»

domingo, 5 de agosto de 2012

Ser igual ou ser diferente?



«A verdade é que sem mudanças radicais na política, na Justiça e na Economia, a nossa Pátria continuará a definhar na mediocridade imposta pelos seus líderes e jamais será ressarcida do prejuízo que este lhe causaram»

São palavras de Marco Dias, autor de uma obra soberba sobre a realidade portuguesa, Eles São Todos Iguais! E eu? Sou Diferente? O cidadão Marco assume a sua posição, expõe-se, compromete-se e aponta caminhos para uma realidade melhor. A sua experiência de trabalho como auditor financeiro, por conta de outrem e como empresário dão-lhe a legitimidade para escrever sobre os temas. Temas que parecem complexos mas que Marco desmonta com a maior das simplicidades.

Casos reais, de crime, de fraude, de impunidade, são descritos ao longo do livro. Reflexões fortes e provocativas que colocam o leitor num entusiasmo crescente. A escrita é directa e objectiva e facilmente o leitor como que conversa com o livro, como se o autor estivesse presente.
O que vai encontrar nesta obra é tão-só um estrutura perfeita da Situação Actual e um caminho para a Situação Desejada. Em primeiro, ponto da situação do sistema em que vivemos, podre, burocrático, ineficaz, fraudulento, conivente com o crime, com exemplos concretos. Em segundo, as soluções, os caminhos a seguir, propostas concretas.

O alicerce de toda a obra é a iniciativa, a conduta, os valores morais e éticos e o sentido de missão. O autor Marco Dias é também um marco em iniciativa, um activista, um homem do terreno, um moderado a procurar soluções... Para que um dia tenhamos orgulho neste país moralmente empobrecido que é Portugal.

Obrigatória, a obra está disponível em www.100editora.net