sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Alta Performance em 8 passos


Algumas ideias e ferramentas para estar em Alta Performance. É tudo uma questão de liderança. Liderar-se a si próprio.

1 - Estar em Alta Performance é em primeiro ser autêntico. Ser autêntico é fazer o que quer e viver verdadeiramente a sua vida como deseja.

2 - Estar em Alta Performance é ser fiel aos seus valores, às suas convicções no pleno gozo da sua identidade.

3 - Estar em Alta Performance é ter a capacidade de se automotivar todos os dias para completar mais um pedaço do caminho que quer traçar.

4 - Estar em Alta Performance é ser líder e não seguidor. É assumir a responsabilidade pelas suas decisões e ir em frente.

5 - Estar em Alta Performance é identificar possibilidades e oportunidades todos os dias e seguir o seu rumo.

6 - Estar em Alta Performance é ter a tenacidade suficiente para recusar viver a vida e os projectos de outros, não se sujeitando a pressões.

7 - Estar em Alta Performance é encarar o medo como uma ferramenta de alavancagem para se motivar ainda mais.

8 - Estar em Alta Performance é rodear-se de quem lhe dá energia e alento e lhe acrescenta valor.

Você é único, não abdique da sua identidade, das suas ambições.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A beleza do patinho feio

Antes de se conhecer, os seus valores, a sua essência
Uma história para crianças, mas também dirigida a adultos. Descubra quem é e o que é e a síndrome do patinho feio recuará. 
O patinho era um entre muitos, mas muito diferente dos outros. E porque rejeitado trata de tentar conquistar o reconhecimento e a aceitação dos demais. O patinho luta para que gostem dele... Não sabe a razão de se sentir deslocado e de não gostarem dele. E um dia descobre que é cisne. Por isso diferente e deslocado.

A figura do patinho feio pode ser associada a muitos de nós que abdica do que é para se sentir integrado, para ser gostado e para pertencer ao grupo. Como animais gregários que somos, temos uma terrível tendência de abdicar da nossa individualidade para vivermos a vida de outros. E com isso perdemos a oportunidade de seguirmos o nosso caminho original. 

Tal como o patinho feio, temos de descobrir esse caminho para encontrar o nosso próprio potencial sem padecermos da necessidade de aprovação. E o primeiro passo podemos ser nós a dar... Começando a fazer perguntas:

- Como me quero sentir?
- Que tipo de emoções quero ter?
- Que pensamentos quero desenvolver?
- Com quem quero acompanhar?
- Onde deverei procurar?
- Para onde quero, afinal, dirigir-me? 
- O que desejo experienciar?
- O que posso fazer para alcançar o que quero?

(post seguinte, patinho feio e Valores)

sábado, 30 de agosto de 2014

Avaliação da liderança


A amarelo a visão do chefe, a tracejado a visão da equipa
Um dos instrumentos poderosos do diagnóstico organizacional é a abordagem sobre as lideranças: Características do Estilo e do Tipo de liderança.

A linha amarela da imagem representa o que o líder pensa sobre ele próprio. E neste caso tem-se em grande conta avaliando-se muito positivamente. Genericamente, ele é excelente com os colaboradores (Esquerda Superior); é óptimo inovador (Direita Superior); é soberbo no que respeita a sentido de mercado (Direita Inferior) e um burocrata moderado (Esquerda Inferior).

A linha a picotado mostra a percepção dos colaboradores em relação ao seu líder. Como vemos, os valores estão muito abaixo. É claro que a percepção que o líder tem sobre si próprio não corresponde à que a sua equipa tem sobre ele. 

Muito genericamente, o chart mostra falta de comunicação entre líder e equipa, que provoca alguma incongruência no ambiente. Esta incongruência gera disfuncionalidade, resultados abaixo do potencial e distanciamento entre as partes.
O que há a fazer é dobrar a atenção sobre as pessoas pode ser melhorado, pelo que é necessário definir uma estratégia de aproximação e empatia entre as partes.

A partir daqui, é necessário o envolvimento das lideranças no processo de mudança, estabelecendo o que é pretendido, aconselhável e conveniente para a empresa. É um processo que depende quase totalmente dos líderes.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cultura e Mudança Organizacional

Quatro tipos de organizações para quatro tipos de cultura, quatro tipos de liderança. Qual a mais conveniente? Será que a cultura actual satisfaz as ambições da empresa? Estará a liderança alinhada com a equipa?

4 tipos de empresas: Pessoas; Inovação; Mercado; Burocracia

A metodologia é de Robert E. Quinn e Kim S. Cameron, e parte de pressupostos científicos, dados concretos e factuais. A sua origem porém parte da subjectividade da percepção, de líderes e colaboradores. Uma subjectividade que gera comportamentos e resultados. Mas como gerir percepções é gerir resultados, estes dois investigadores criaram uma ferramenta poderosa de análise de cultura e mudança organizacional.

No quadrante superior esquerdo, aí tem uma empresa virada para as pessoas, bem-estar, satisfação, equilíbrio entre vida familiar e profissional. No superior direito é a inovação, novas formas de fazer, criatividade, revonação, abertura. No inferior direito, a óptica é a de mercado e de cumprir objectivos, números, vendas, clientes, facturação. Finalmente, no inferior esquerdo temos a organização burocrática, autoritária, regida por regras e procedimentos.

No dois quadrantes superiores cabem start ups e organizações adaptativas, com grande focus no capital humano como bem essencial. À esquerda cabem organizações jovens, as não governamentais (ONG), de solidariedade social e as melhores para se trabalhar segundo os indicadores publicados na revista Fortune. À direita estão situadas as tecnológicas, as que se mantêm jovens, elásticas e flexíveis, sem complexidade hierárquica.

Cultura actual a amarelo, cultura desejada a tracejado

Nos dois quadrantes inferiores cabem as organizações na sua maioria tendentes ao declínio. Do lado esquerdo estão contidas as envelhecidas, balcanizadas, rígidas, hierarquizadas, injectadas de automatismos assentes em regras e procedimentos. São também exemplos as instituições do Estado. À direita, por fim, ficam as empresas que vivem para as vendas, os produtos, o lucro. Ritmos acelerados, competitivas, materialistas, o objectivo primeiro é a quantidade, de clientes, de vendas, de facturação, etc. 

Ao caracterizar a organização em termos de cultura descobre-se se o caminho é o mais adequado e se chefias e lideranças estão alinhadas num mesmo quadro de valores.
Na imagem acima pode ver-se a incongruência existente entre a cultura existente e a cultura desejada, o que prediz sobre a insatisfação latente. Tendo em conta a devida confidencialidade, esta organização sofreu algumas alterações, já que os resultados não eram do agrado da administração.

domingo, 10 de agosto de 2014

Sobre a necessidade de «ser o melhor»

Mandamentos básicos sobre a necessidade de ser melhor do que os outros. Quando o vazio ocupa lugar, o propósito empobrece e o significado evapora, o desejo não está presente, porque deu lugar à necessidade...

SER MELHOR DO QUE OS OUTROS IMPLICA...

... uma limitação: Precisas dos outros para medir a tua performance
... que anseias pelo desempenho modesto ou até do fracasso dos outros
... que farás tudo para passares à frente dos outros, mesmo recorrendo ao ilícito

... um stress permanente a apregoar o que não és antes de o ser.
... condicionares a tua ajuda aos outros ou até não ajudares
... que o teu desejo foi ultrapassado pela tua necessidade: a de ser melhor
... que a tua necessidade se torna na tua limitação principal

... exercícios permanentes de comparação
... que vais estar num estado permanente de infelicidade quanto a ti próprio
... o nada. Ficará sempre por saber se és melhor que tu próprio no que tu queres.

Quando se tem o prazer de dizer que «sou o melhor» ou «sou melhor do que» quer dizer que actuamos na razão dicotómica de uma avaliação subjectiva: «Somos os melhores» em relação a quê? E a quem? Quem está a competir connosco?

A menos que esteja mesmo numa estrutura competitiva, num campeonato, num concurso, devidamente organizado no tempo e no espaço, a necessidade «ser melhor do que os outros» pode levá-lo a uma armadilha letal». Não ser melhor do que ninguém, nem de si próprio. 

CONCENTRE-SE EM SI, NO QUE QUER, NO QUE LHE DÁ GOZO. INDEPENDENTEMENTE DOS OUTROS, DA OPINIÃO DOS OUTROS. COMPARE-SE CONSIGO A TODO O MOMENTO. Como era há um mês? há 6 meses? há um ano? Aprendeu algo? O que há de novo na sua vida.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Ser líder...


Para ser um verdadeiro líder é necessário ser fiel a si próprio, caso contrário, mais tarde ou mais cedo, vai «esfarelar-se»... na sua moral, na sua ética, na sua performance

Seja líder de si próprio, tome as suas decisões, assentes nos seus valores e no que acha que está certo. Assuma a sua posição, assuma as consequências, não se lamente, não se arrependa, mesmo que o/a façam sentir-se desconfortável. Lembre-se que as consequências podem causar desconforto quando decide por si, mas causam sempre desconforto quando não decide por si. Se assumir a liderança, meio-mundo vai estar a testá-lo/a. A testar a sua personalidade, a sua tenacidade, a sua envergadura de líder.

Ser líder é ser empreendedor e estes dois atributos exigem uma dose substancial de irracionalidade. Seguir o próprio caminho não está ao alcance de todos. Se quiser estar em Alta Performance, honre o seu propósito, a sua paixão, a sua vontade e os seus valores. Nunca abdique, pois se o fizer começará a viver a vida de outros... A irracionalidade reside no facto de seguirmos o caminho que muitos desaprovam. Estar de acordo com a maioria e ser «líder» num ambiente confortável e previsível está ao alcance de todos.

Ser um verdadeiro líder é lidar com a rejeição. E se a sentir muitas vezes é porque está a liderar a sua vida de acordo com os seus princípios. Está no caminho certo. Por norma, a sociedade não gosta de pessoas fiéis aos seus valores. A sociedade aprecia mais quem abdica e se «adapta» aos valores dos outros. Atente que quanto menos líderes e empreendedores houver, mais o sistema está controlado por meia dúzia de indivíduos. Pressionam, instrumentalizam, ameaçam e dominam o sistema. Sabem que os líderes e empreendedores genuínos não abundam. Muitos desistem antes de começarem, outros antes de alcançarem o que querem, outros ainda vendem-se por conforto e passam a viver a vida dos seus dominadores.

Quanto menos líderes, menos recursos são distribuídos, menos poder é delegado. Portanto, manter o poder passa sempre por impedir os outros de serem líderes. A liderança ameaça o poder. Este gosta de criar dependência, a liderança cria liberdade, empreendedorismo.

George Bernard Shaw escreveu: «As pessoas estão sempre a atribuir as culpas por aquilo que são às circunstâncias. Eu não acredito em circunstâncias. As pessoas que avançam neste mundo são aquelas que se erguem e procuram as circunstâncias que lhes interessam e, se não as encontram, criam-nas.»

sábado, 5 de julho de 2014

O efeito Smeagol...


- Diz-me com quem andas...

Smeagol, a personagem de «O Senhor dos Anéis». Cínico, dissimulado, hipócrita. Sempre disponível, prestável e atento. Aproveitando-se do seu ar diminuído de frágil criatura, indefesa e dependente, ele tenta por todos os meios influenciar e manipular os dois jovens para obter o que quer... O poder do Anel.

Quantos Smeagols já encontrou na sua vida? lembra-se? E quantos o/a rodeiam? Eles baixam as suas defesas, conquistam a sua confiança pelo favor, pela disponibilidade, pela simpatia e tentam influenciá-lo/a reduzindo a sua confiança para o/a manobrar.

Está sempre na hora de rever a sua «equipa». As pessoas que conhece, com quem se dá, com quem fala, acompanha ou visita. Porquê? Analise os seus pensamentos diários. Debruce-se sobre as suas emoções, níveis de satisfação, de confiança e de motivação. 

Muito do que somos reside na dieta mental que fazemos. As pessoas que lidam connosco são as que escolhemos ou toleramos na nossa vida. Que aceitamos ouvir, trocar ideias ou acompanhar. Quanto mais contacto, mais influência, porque mais assunto, mais matéria, mais conceitos, mais opiniões e considerações. E assim, a pouco e pouco, a influência vai crescendo e moldando a nossa mente. 

- Agora imagine o que são pessoas altamente energéticas, positivas, optimistas. Aquelas pessoas que trazem satisfação e só pensam em projectos e actividades desafiantes. Transpiram alegria, focam-se no futuro e estão sempre ocupadas com novas ideias.
- Imagine também o que é acompanhar com estas pessoas...
- Imagine o efeito que pode ter na sua vida... Alta performance...

Faça a lista de Smeagols que tem na sua vida. Eles existem, identifique-os. Se nunca pensou no assunto, é urgente que o faça... O efeito Smeagol leva-o ao lamento, ao desencanto, à mediania, ao pessimismo, à baixa performance. Está na hora de desligar os Smeagols da sua vida... Agora.