| Trabalhar as emoções ligadas ao objectivo é fulcral... |
O Paulo tinha um objectivo muito concreto e, como era algo importante para ele, tratou de colocar tudo no papel. O quê, datas e passos a dar. Visualizou o que queria e como queria. Criou uma imagem bem atractiva do seu objectivo, da sua ambição. Bem nítida, bem detalhada, bem vívida.
O Paulo criou a ideia, tomou a decisão e passou à acção. Estava determinado. Bastava percorrer agora o caminho, cumprir os passos e chegar ao que queria, vitorioso.
No seu percurso, o Paulo deu-se conta da quantidade de objecções ao seu projecto. Umas surgiam do contexto, do exterior. Outras, mais fortes, vinham de dentro de si. Enfim, materializavam-se na desmotivação, na dúvida, na hesitação. A descrença começou a crescer e o Paulo abrandou.
A imagem que havia criado não correspondia ao que estava a atravessar. A visualização final afigurava-se incongruente com a viagem. E assim do abrandamento passou à distracção, da distracção passou à desistência e aí instalou-se aquela sensação de frustração. «Deixa, possivelmente não era para mim...», encerrou assim o processo.
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Chama-se a isto Trabalhar o Objectivo e Trabalhar as Emoções Ligadas ao Objectivo. Porque objecções, obstáculos e dificuldades sempre haverá. E a cada passo estão lá emoções. Umas gratificantes outras talvez não tão agradáveis, porém importantes. Ao não estar preparado para viver essas emoções, não estará preparado também para seguir em frente...