domingo, 21 de julho de 2013

Se não fez, não se lamente...

E de repente a vida não lhe corre tão bem e lá estão as velhas razões de sempre: a economia, a crise, os políticos, o governo, o país, o patrão, a empresa, o chefe, a mulher, as contas, os filhos, o dinheiro...

Comece a não fazer o que está a fazer...

... Mas o que andou a fazer até agora? Ia à praia, jantar fora, passear, petiscar com os amigos. Ah, comprou um bom carro, depois trocou por outro três anos depois e voltou a fazer o mesmo mais tarde. Sempre melhores, mais espaçosos e modernos. Sim, foi de férias, sempre, comprou um plasma, um tablet, um iphone, trocou por outro e outro. E quantas horas de TV? Todos os dias? Telejornais, futebol, concursos, debates e entrevistas, séries e filmes? Sim, quantas horas? Perdeu-lhes a conta...

... E a fazer o que não está a fazer

E aquele curso? Pois, não tinha tempo. E aquela formação que lhe aconselharam? Ah, não dava jeito. E o que procurou para aprender? Ah, sim, não deu por isso. Que livros leu durante estes anos? Quase nada, mais uma vez o tempo... Investiu na aprendizagem de uma língua estrangeira? Não? Ah, sim, para quê?... Também o tempo era pouco, certo? E uns workshops que os amigos o convidaram? Ah, pois, aquilo é tudo treta... E uns seminários ou palestras que viu no jornal? Ah, sim, sim, não tem pachorra.
Portanto, não investiu nada em si, certo? Como? Era a empresa que devia ter pago? E então o que gastou nos bens de consumo? A empresa não tem nada a ver com isso? Pois é... Não se lamente. 

Acorde e invista em si, na sua formação, nas suas competências, no conhecimento. Alargue a sua zona de conforto, aprenda, conheça, saiba. Em vez de andar entretido em coisas que não lhe acrescentam nada, faça algo por si... Não se queixe!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Hemisfério direito ou esquerdo?... Faça o teste

Leia cada uma das seguintes afirmações e decida, tendo em conta se se aplica a si ou não, se é verdadeira (V) ou falsa (F). Não pense muito, seja sincero/a:

1 ‐ Creio sinceramente que uso a minha intuição quando tomo decisões
2 – Analiso os problemas profundamente antes de decidir o plano de acção
3 – Para apresentar o meu ponto de vista, uso activamente as minhas
mãos e o resto do meu corpo
4 – Eu confio mais em factos do que em feelings para tomar decisões
5 – Gosto de apresentar as minhas ideias ilustrando‐as sob
a forma de imagens
6 – Costumam considerar‐me um tanto ou quanto sonhador
7 – Sempre fui muito bom com os números
8 – Gosto de organizar a minha vida com detalhe considerável para evitar surpresas desagradáveis
9 – Frequentemente, durante a noite tenho sonhos que parecem reais e tenho tendência a sonhar também acordado
10 – A matemática e a ciência têm sido sempre os meus pontos fortes
11 – Já me têm dito que tenho uma postura física sóbria controlada
12 – Gosto mesmo de ler ficção e poesia
13 – Sou muito bom a expressar as minhas ideias e palavras
14 – Gosto de fazer as coisas por impulso, em vez de planear detalhadamente

Se marcou verdadeiras as afirmações 1, 3, 5, 6, 9, 12 e 14, tem a sua forma de pensar dominada pelo hemisfério direito do cérebro. Se respondeu verdadeiras às afirmações 2, 4, 7, 8, 10, 11 e 13, é o hemisfério esquerdo que domina a sua forma de pensar. Se as escolhas se equilibram entre si é porque a sua forma de pensar não é dominada especialmente por qualquer um dos hemisférios.
Depois consulte a imagem e saiba se tende mais para ser analítico, estratégico, lógico e pela razão, pelas regras; ou se é mais intuitivo, criativo ou emocional.

sábado, 29 de junho de 2013

Como dar feedback ou fazer uma avaliação

É das coisas que mais ansiedade traz. Como dizer ao outro aquilo que supostamente não gostará de ouvir? Como fazer para que a relação não fique destruída? Eis oito factores importantes:

1 – Falar com a/as pessoa/as quando se sentir calmo/a, sem stress
2 – Dar o feedback quanto às acções, não quanto à personalidade
3 – Descrever o comportamento ou acção específicos e dar exemplos
4 – Explicar qual o efeito desse comportamento ou acção na situação/equipa/pessoas
5 – Pedir um comentário à pessoa/as ou equipa
6 – Oferecer sugestões específicas para melhoramento
7 – Dar exemplos concretos sobre o que a pessoa/as ou equipa faz especialmente bem
8 – Concluir encorajando a pessoa/as ou equipa
9 - Não utilizar o «mas» e sim o «e». Faça-o e verá os efeitos

Tome nota destes factores e adapte-os ao seu relatório de avaliação. Antes de falar com o colaborador, com a pessoa em questão, trabalhe a forma de dizer...

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Oito razões por que se evita dar feedback

A maioria das pessoas acha difícil corrigir os filhos, amigos, familiares. E muitos managers e líderes têm dificuldade em dar feedback aos seus colaboradores. E porquê? Porque achamos sempre a crítica como uma experiência negativa. Assim, hesitamos em dizer o que pensamos por estas oito razões:

- Nunca dizemos à outra pessoa o que esperamos dela...
- Assumimos que a outra pessoa entendeu...
- Culpamo-nos quando a outra pessoa não entendeu...
- Temos esperança que a situação se resolva por ela própria...
- Esperamos que a equipa ou as pessoas entendam por elas próprias o que 
  queremos...
- Temos medo de afastar ou desagradar as pessoas...
- Sentimo-nos culpados por criticar os outros...


O feedback deve afinal ser uma experiência positiva. Uma oportunidade para reconhecer o que se está a fazer bem e o que se pode melhorar. Daí poder ser um excelente factor de alívio do stress e de melhoramento da interacção, do respeito e da confiança.

Não perca o próximo post para saber como dar feedback e fazer uma avaliação assertiva

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O grande método...




Uma questão de consciência para estar alerta e tomar decisões assertivas. Uma verdade que não é fácil assimilar. Persistem as dúvidas, o mal-estar e a dificuldade em acreditar que podemos fazer algo, não validando os sistemas.
Podemos sempre fazer algo por nós, cada um individualmente... Essa é a certeza!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A história do medo


Num país em guerra havia um rei que, sempre que fazia prisioneiros, em vez de os matar, levava-os para uma grande sala. De um lado da sala havia um grupo de arqueiros, do outro uma imensa porta de ferro sobre a qual se viam gravadas figuras de caveiras cobertas de sangue e outras imagens ainda mais apavorantes.

Nesta sala o rei colocava os prisioneiros em círculo e dizia-lhes:
- Vocês podem escolher entre morrer atravessados pelas flechas dos meus arqueiros ou passarem por aquela porta e serem lá trancados por mim!

Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei dirigiu-se ao soberano:
- Senhor, posso fazer-lhe uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que havia por detrás da assustadora porta?
- Vá lá, e veja você mesmo, agora.

O soldado abre então vagarosamente a porta e, à medida que o faz, raios de sol vão entrando e iluminam o ambiente… E, finalmente, descobre, altamente surpreendido, que a porta se abria sobre um caminho que conduzia à liberdade!

O soldado admirado fica a olhar para o rei, que lhe diz:
- Eu dava-lhes a escolha, mas preferiam morrer a arriscar-se a abrir esta porta

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Se eu soubesse...


Se eu soubesse como mudar o país...
Se eu soubesse como mudar as pessoas...
Se eu soubesse como mudar a economia...
Se eu soubesse como mudar o governo...
Se eu soubesse como mudar a crise...

Ah, o que eu faria se eu soubesse como mudar a situação...
O problema é que eu não sei o que fazer e como fazer. A única coisa que sei é o que poderei fazer comigo, e isso não falha. Independentemente da situação, eu sei que posso sempre fazer alguma coisa comigo, resulte ou não. O Se-eu-soubesse não é daqui, é do mundo das suposições.

O que eu sei é que se passar o tempo a pensar em como mudar a situação, ela não vai mudar... Nem para mim, nem para os outros. Agora a única certeza que tenho é que sei que posso fazer algo por mim e isso não falha.
Porque se eu mudar o meu mundo, vou melhorar, vou aumentar as minhas possibilidades, as minhas oportunidades e consequentemente vou alterar a minha situação, que está dentro do mundo.

Portanto, eu vou mudar o que faço, o que sei, o que conheço e o que quero, e isso não falha. E assim mudo a situação. A minha... E se mudo a minha, de alguma forma terá implicações na situação. Mas isso não é da minha conta.

O que farei? Como? Para quê? QuandoCom quem? Onde? E nunca mais o Se-eu-soubesse fará sentido para mim, porque agora eu sei que posso e isso não falha.