segunda-feira, 14 de julho de 2014

Ser líder...


Para ser um verdadeiro líder é necessário ser fiel a si próprio, caso contrário, mais tarde ou mais cedo, vai «esfarelar-se»... na sua moral, na sua ética, na sua performance

Seja líder de si próprio, tome as suas decisões, assentes nos seus valores e no que acha que está certo. Assuma a sua posição, assuma as consequências, não se lamente, não se arrependa, mesmo que o/a façam sentir-se desconfortável. Lembre-se que as consequências podem causar desconforto quando decide por si, mas causam sempre desconforto quando não decide por si. Se assumir a liderança, meio-mundo vai estar a testá-lo/a. A testar a sua personalidade, a sua tenacidade, a sua envergadura de líder.

Ser líder é ser empreendedor e estes dois atributos exigem uma dose substancial de irracionalidade. Seguir o próprio caminho não está ao alcance de todos. Se quiser estar em Alta Performance, honre o seu propósito, a sua paixão, a sua vontade e os seus valores. Nunca abdique, pois se o fizer começará a viver a vida de outros... A irracionalidade reside no facto de seguirmos o caminho que muitos desaprovam. Estar de acordo com a maioria e ser «líder» num ambiente confortável e previsível está ao alcance de todos.

Ser um verdadeiro líder é lidar com a rejeição. E se a sentir muitas vezes é porque está a liderar a sua vida de acordo com os seus princípios. Está no caminho certo. Por norma, a sociedade não gosta de pessoas fiéis aos seus valores. A sociedade aprecia mais quem abdica e se «adapta» aos valores dos outros. Atente que quanto menos líderes e empreendedores houver, mais o sistema está controlado por meia dúzia de indivíduos. Pressionam, instrumentalizam, ameaçam e dominam o sistema. Sabem que os líderes e empreendedores genuínos não abundam. Muitos desistem antes de começarem, outros antes de alcançarem o que querem, outros ainda vendem-se por conforto e passam a viver a vida dos seus dominadores.

Quanto menos líderes, menos recursos são distribuídos, menos poder é delegado. Portanto, manter o poder passa sempre por impedir os outros de serem líderes. A liderança ameaça o poder. Este gosta de criar dependência, a liderança cria liberdade, empreendedorismo.

George Bernard Shaw escreveu: «As pessoas estão sempre a atribuir as culpas por aquilo que são às circunstâncias. Eu não acredito em circunstâncias. As pessoas que avançam neste mundo são aquelas que se erguem e procuram as circunstâncias que lhes interessam e, se não as encontram, criam-nas.»

sábado, 5 de julho de 2014

O efeito Smeagol...


- Diz-me com quem andas...

Smeagol, a personagem de «O Senhor dos Anéis». Cínico, dissimulado, hipócrita. Sempre disponível, prestável e atento. Aproveitando-se do seu ar diminuído de frágil criatura, indefesa e dependente, ele tenta por todos os meios influenciar e manipular os dois jovens para obter o que quer... O poder do Anel.

Quantos Smeagols já encontrou na sua vida? lembra-se? E quantos o/a rodeiam? Eles baixam as suas defesas, conquistam a sua confiança pelo favor, pela disponibilidade, pela simpatia e tentam influenciá-lo/a reduzindo a sua confiança para o/a manobrar.

Está sempre na hora de rever a sua «equipa». As pessoas que conhece, com quem se dá, com quem fala, acompanha ou visita. Porquê? Analise os seus pensamentos diários. Debruce-se sobre as suas emoções, níveis de satisfação, de confiança e de motivação. 

Muito do que somos reside na dieta mental que fazemos. As pessoas que lidam connosco são as que escolhemos ou toleramos na nossa vida. Que aceitamos ouvir, trocar ideias ou acompanhar. Quanto mais contacto, mais influência, porque mais assunto, mais matéria, mais conceitos, mais opiniões e considerações. E assim, a pouco e pouco, a influência vai crescendo e moldando a nossa mente. 

- Agora imagine o que são pessoas altamente energéticas, positivas, optimistas. Aquelas pessoas que trazem satisfação e só pensam em projectos e actividades desafiantes. Transpiram alegria, focam-se no futuro e estão sempre ocupadas com novas ideias.
- Imagine também o que é acompanhar com estas pessoas...
- Imagine o efeito que pode ter na sua vida... Alta performance...

Faça a lista de Smeagols que tem na sua vida. Eles existem, identifique-os. Se nunca pensou no assunto, é urgente que o faça... O efeito Smeagol leva-o ao lamento, ao desencanto, à mediania, ao pessimismo, à baixa performance. Está na hora de desligar os Smeagols da sua vida... Agora.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

GROW - Um jogo em que se ganha sempre


É um exercício de reflexão em quatro passos, uma viagem ao funcionamento da sua mente, à descoberta de novos mundos, possibilidades e oportunidades. Em inglês, crescer é GROW e os quatro passos correspondem às quatro letras que compõem a palavra.

Neste jogo de cartas poderá fazer uma viagem guiada à sua vida presente e futura, mesmo não sendo profissional. Começar pelo G (objectivo) é perguntar a si próprio o que quer e depois «navegar» pelas perguntas respectivas. Não facilite, dê a importância devida ao processo e vai conseguir atingir o que quer. Passe ao R (estado actual) e encontrará perguntas que o farão mergulhar no seu presente, ajudando-o a consolidar o que vai fazer efectivamente. Depois, siga para o O (opções) e reveja o panorama. Siga as perguntas e analise as hipóteses, equacione se o caminho que está a seguir é o único, se é o mais acessível ou se há outras formas de o fazer. Eventualmente se há até outros caminhos.
Por fim, entre no W (Acção) e defina especificamente as metas até ao objectivo final. É hora de escrever os passos detalhados. Com datas, hora, semana, mês. As perguntas na fase Will vão ajudar a ser o mais específico possível e a dissipar dúvidas.

Neste jogo de cartas GROW tem todas as instruções necessárias para efectuar um bom trabalho. São 44 cartas divididas em 4 naipes de 11 que correspondem ao G - goal, ao R - reality, ao O - options, e ao W - will.

GROW não é um jogo de ganhar e perder, é sim um jogo de ganho permanente. Ganha você se fizer a sós. Ganha você e o seu parceiro ou cliente se o fizer a pares. Ganha você e o seu grupo se fizer em conjunto.

Para adquirir, basta aceder ao Sítio do Livro ou aqui

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A armadilha do grupo


A armadilha do grupo é a da conformidade e tem a ver com estar de acordo com a maioria, abdicando do seu próprio caminho. Estar conforme é confortável e dá uma sensação interessante de integração. O problema maior inerente à conformidade é a cegueira. Quando esta toma conta de nós e a ela nos habituamos, achamos que somos assim, passando a assumir uma identidade que não é a nossa. Estamos parados, ao sabor da maré.

Na conformidade não há obstáculos, é tudo previsível, daí a sensação de segurança e conforto. Fomos habituados a rejeitar as objecções. Quando inicia o caminho para o que quer, deve contar com obstáculos, percalços, resistências, pressões. Claro. Começou a fazer um caminho novo, vai encontrar situações novas. Se estou parado na rua, nada acontece. Estou parado. Se começo a movimentar-me, claro que vou encontrar buracos, pedras, esquinas, automóveis, pessoas, postes, placas, muros, portas... É assim. É natural, é sinal de que estou a movimentar-me.

Na vida ainda temos outro tipo de obstáculos: aqueles que não querem que nos movimentemos. Sim, são pessoas. Vai ter de lidar com isso. Vão criticar, induzir ao medo, mostrar consequências negativas, torná-lo invisível, pressioná-lo para que se junte novamente à multidão, para que não se destaque, para que não faça nada diferente.

A multidão admira quem mostra coragem, mas ao mesmo tempo odeia não conseguir fazer o mesmo. E a multidão vai chegar-lhe na boca de conhecidos, de amigos, até de família. Alguns querem-lhe mal, querem que caia, que fracasse. Outros querem-lhe bem, mas têm medo de perdê-lo, de passarem a não fazer parte da sua vida mais tarde. E esses vão também encorajá-lo a desistir, a ser complacente, a não mudar os seus hábitos...

A cegueira que é aceite ou auto-imposta é dos maiores males da sociedade actual. A grande parte das pessoas prefere ser cega. Recusa aceitar a sua verdade, viver os seus valores e fazer o que acha bem para si. O comum das pessoas está sempre a ajustar-se aos outros, ao grupo, à multidão. «Vende-se», aceitando viver vidas emprestadas e arranjando as justificações simplificadas de sempre:

«O que é que se há-de fazer?»
«As coisas funcionam assim...»
«Se não podes nada contra, junta-te a eles»
«Se não faço isto, fico sozinho/a»
«A gente não pode mudar o mundo»
«Não depende de mim»
«Não há necessidade disso»

Na cega conformidade, a armadilha do grupo é a armadilha da mente e às tantas o mundo apresenta-se assim. Limitações auto-impostas. Um dia, já não nos apercebemos que são auto-impostas e não nos lembramos que podemos empurrar-nos para outra realidade. Como disse um dia o filósofo Ludwig Wittgenstein, 

«Um homem ficará encarcerado num quarto com a porta destrancada e que abre para dentro a não ser que lhe ocorra que deve puxá-la em vez de a empurrar».

Se está conforme, nada está a acontecer na sua vida. Se não há objecções, nada se passa. Comece a movimentar-se. Movimento é vida.

domingo, 22 de junho de 2014

Líderes ou músicos


A palavra «liderança» tem-se popularizado ao longo do tempo. É um conceito que me tem intrigado nos últimos anos, principalmente pela quantidade de «músicos» que gera.
Na verdade, vejo gente de mais a dizer-se líderes dos outros, mas que nem sequer sabe liderar-se. Apregoam conceitos de liderança como se de uma MUSIQUINHA se tratasse, mas quando passam à prática desafinam. É fácil afinar a música quando se FALA, o problema é afinar no que se FAZ, na atitude e no comportamento.

Mas em vez de lhe lançar uma melodiosa argumentação, lanço-lhe antes um desafio: Repare no que o intitulado líder FAZ e descobrirá logo se é líder ou músico. OIÇA, depois VEJA, depois SINTA e finalmente DECIDA: Será líder ou será músico? Líder FAZ FALA. Músico FALA e... FALA. É um jogo de «F», mas há diferenças.

Alguns exemplos sobre «líderes» músicos:
- «Líderes» que instigam os outros para a iniciativa e não tomam iniciativas
- «Líderes» a encorajarem outros para arriscarem e que nunca arriscaram
- «Líderes» que apregoam o empreendedorismo e que nunca empreenderam
- «Líderes» que pedem para se atrever e que nunca se atreveram
- «Líderes» que falam de trabalho sem nunca terem trabalhado
- «Líderes» que opinam sobre a tão na moda zona-de-conforto e nunca saíram dela
- «Líderes» que falam em reconhecer e que só querem ser reconhecidos
- «Líderes» que falam de protocolos, regras e leis e os subvertem na primeira oportunidade
- «Líderes» que apregoam a honestidade e que não a honram
- «Líderes» que apelam ao exemplo mas nunca o dão
- «Líderes» que incitam a que demos o primeiro passo mas que não têm essa experiência

E tantos outros exemplos poderíamos dar... Esteja sempre atento à pessoa que FALA sobre liderança. Verá que vai encontrar gente que não sabe do que fala e não passa apenas de músico afinado nas palavras mas muito desafinado na prática. Liderança não é música, é acção, é exemplo e é dar o primeiro passo antes de todos os outros.

Não se esqueça
LÍDER FAZ e FALA
MÚSICO FALA e... FALA

domingo, 1 de junho de 2014

Bons e maus hábitos...


O hábito é uma forma de liderança. Criamos hábitos para que a nossa vida seja mais fácil. Mecanizar procedimentos é bom para nos poupar tempo, energia e dinheiro. Mas os hábitos têm uma espécie de vida própria. Eles podem dominar-nos. E quando isso acontece, passamos a servir o hábito em vez de o hábito nos servir.

Liderar os hábitos, é disso que se trata. São úteis para nos poupar tempo e energia. Leva tempo a aprender a fazer o que é novo, mas depois de se ganhar o hábito, o que é novo passou a velho e aprendido para nos servir e a partir daí podemos pensar então em fazer algo diferente. O hábito deixa-nos tempo livre para passarmos a novas etapas.

Então, qual o problema com os hábitos? Andam sempre a alertar «Cuidado os hábitos», «Temos de mudar de hábitos», etc. Pois, o problema dos hábitos é simples:
Eles devem servir-nos e não nós servi-los. A fronteira pode ser ténue. Quando começamos a servir um hábito é porque ele já não nos interessa, atrapalha-nos, mas não conseguimos libertar-nos dele porque, enfim, estamos habituados: a fumar, a adiar, a ser pessimistas, a comer de mais, a chegar tarde a compromissos.

Em resumo, os hábitos são óptimos quando nos servem: bons hábitos. Quando, pelo contrário, passamos a servir os hábitos (maus hábitos), então aí, sim, o melhor é pensar se quer continuar dependente do hábito ou liderar novos hábitos.