domingo, 26 de abril de 2015
Padrões de linguagem
Há padrões de linguagem que nos definem como pessoas, a forma como vemos os outros e as situações do dia-a-dia. Neste post, fique com três formas de generalizar.
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1 - Tens de fazer isso já. Devias ir lá o quanto antes. Tenho de te dizer uma coisa. Sinto obrigada a dar-te um conselho. Preciso de te falar.
2 - Não consigo ser diferente. Sou capaz de fazer alguma loucura. É impossível tudo isto estar a acontecer. Eu era incapaz de dizer uma coisa daquelas.
3 - Acontece-me sempre este tipo de coisas. Nunca tenho sorte. Ninguém me ajuda. São todos a mesma coisa.
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Usa estas palavras? Com que frequência? São padrões de linguagem que podem definir muito sobre si e de como vê o mundo à sua volta.
1 - O primeiro é um operador modal de necessidade e pessoas com muitos «tenhos», «deves» e «obrigações» orientam-se pela necessidade. Palavras que impõem limites, fronteiras, obstáculos e compromissos para com elas e os outros.
2 - O segundo padrão é dirigido à possibilidade, pelo que se chama de operador modal de possibilidade. Conseguir ou não, o ser capaz ou não, o ser possível ou não. E a sua utilização mostra se se está ligado à possibilidade ou à impossibilidade. À imposição que fazemos a nós próprios sobre o que somos capazes ou o que achamos ser possível.
3 - No terceiro exemplo, temos os quantificadores universais. Repare como os utiliza, pois pode estar a classificar o todo pelo individual, anulando a diversidade.
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Quantificadores universais e operadores modais são generalizações de linguagem que podem manipular a mente. A nossa ou a do outro. Diz sobre a forma como vemos a vida como também o que queremos dos outros. Podem ser usados intencionalmente para manipular e induzir a conclusões.
Para desmontar o uso destes padrões, nada melhor do que fazer perguntas: a si próprio ou a quem as usa num argumento.
- Todos mesmo...? Sempre...? Acreditas mesmo que ninguém...
- Tens porquê? Qual é o problema?
- Tens receio de ser capaz? Que aconteceria se fosse possível? Como sabes que é impossível?
Agora pode «brincar» e fazer a contagem de vezes que profere estas palavras. Os seus amigos ou familiares ou conhecidos. O tens e o deves carregam obrigação. Os todos, o ninguém ou o sempre tornam o mundo igual e fatal. O capaz, posso ou consigo dizem do que pensa ser capaz ou não...
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