A vida é uma curva. Melhor, uma sucessão de curvas. Com altos e baixos que têm de ser geridos no momento próprio. Quando se perde esse momento, o desastre está à vista. A equação permanente é saber quando e o que fazer.
A melhor ilustração deste fenómeno é a curva Sigmóide. Tudo começa devagar e vai acontecendo de forma hesitante, com muitas dúvidas e precauções. A certa altura inicia-se uma ascensão até um certo ponto e depois dá-se o declínio. Começamos, Crescemos e Encolhemos. As leis da natureza reflectidas na vida, nas empresas, nas relações, no amor, na carreira, nos produtos, nos serviços, etc. Porém, podemos lidar muito melhor com esta lei, criando ciclos. Isto é, criando novas curvas a partir do topo da primeira.
O símbolo estranho acima representa que no ponto X as coisas estão
espectaculares. Sentimo-nos no topo do mundo, tudo está a correr bem e toda a
informação que nos chega confirma isso mesmo. Mais dinheiro, oportunidades,
clientes, negócios, etc. Para quê mudar no ponto X?
Charles Handy chama ao ponto X de paradoxo. Porque é
precisamente aqui que devemos começar algo de novo. Mas se tudo está tão
bem, porque haveríamos de mudar alguma coisa? Pois é, o paradoxo é esse, quando
está perfeito é sinal que vai iniciar uma curva descendente. Então o que fazem
os líderes? Antecipam primeiro que os outros e fazem a inovação.
Exemplos como a Microsoft ou a MacDonalds têm feito, ao longo da sua
existência como empresas, várias curvas. Inventam novos produtos, inovam lojas,
produtos, pessoas. Poucas são aquelas as que quase se consideram aparentemente
excepções, como é o caso da Coca-Cola, que vende o mesmo produto desde o
início. Porém, já criou novas curvas recentemente, com outros produtos
derivados.
O que acontece é que se ficar no ponto X e continuar apenas a desfrutar, vai encontrar um ponto Y e aí já está a descer, a vislumbrar o desastre. Se fizer a
curva ao contrário, como na ilustração, vai encontrar o ponto Y e estará
novamente a ascender.
A área a tracejado representa o confronto entre ideias e pessoas na luta
pelo futuro. Uma zona de grande confusão, de incongruências, de procura de
novas lógicas. As velhas ideias a resistirem e as novas a lutarem para a nova
era.
Esta fase requer que os indivíduos se transformem, se modifiquem, nos
seus valores, missão, competências e comportamentos. Requer novas pessoas com
ideias diferentes, porque os métodos das pessoas da curva anterior já não estão
a funcionar.
Se sentir que está no ponto X, que é um exercício de sensibilidade, comece já a aprender a fazer algo diferente, a inovar, de modo a que, quando encontra o ponto Y, estará em ascensão.
Se nada fizer, bom, vai encontrar na mesma o ponto Y, mas estará a descender e a desesperar.

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