segunda-feira, 18 de maio de 2015

A Curva Sigmóide

A vida é uma curva. Melhor, uma sucessão de curvas. Com altos e baixos que têm de ser geridos no momento próprio. Quando se perde esse momento, o desastre está à vista. A equação permanente é saber quando e o que fazer.
A melhor ilustração deste fenómeno é a curva Sigmóide. Tudo começa devagar e vai acontecendo de forma hesitante, com muitas dúvidas e precauções. A certa altura inicia-se uma ascensão até um certo ponto e depois dá-se o declínio. Começamos, Crescemos e Encolhemos. As leis da natureza reflectidas na vida, nas empresas, nas relações, no amor, na carreira, nos produtos, nos serviços, etc. Porém, podemos lidar muito melhor com esta lei, criando ciclos. Isto é, criando novas curvas a partir do topo da primeira.

O símbolo estranho acima representa que no ponto X as coisas estão espectaculares. Sentimo-nos no topo do mundo, tudo está a correr bem e toda a informação que nos chega confirma isso mesmo. Mais dinheiro, oportunidades, clientes, negócios, etc. Para quê mudar no ponto X?

Charles Handy chama ao ponto X de paradoxo. Porque é precisamente aqui que devemos começar algo de novo. Mas se tudo está tão bem, porque haveríamos de mudar alguma coisa? Pois é, o paradoxo é esse, quando está perfeito é sinal que vai iniciar uma curva descendente. Então o que fazem os líderes? Antecipam primeiro que os outros e fazem a inovação.

Exemplos como a Microsoft ou a MacDonalds têm feito, ao longo da sua existência como empresas, várias curvas. Inventam novos produtos, inovam lojas, produtos, pessoas. Poucas são aquelas as que quase se consideram aparentemente excepções, como é o caso da Coca-Cola, que vende o mesmo produto desde o início. Porém, já criou novas curvas recentemente, com outros produtos derivados.

O que acontece é que se ficar no ponto X e continuar apenas a desfrutar, vai encontrar um ponto Y e aí já está a descer, a vislumbrar o desastre. Se fizer a curva ao contrário, como na ilustração, vai encontrar o ponto Y e estará novamente a ascender.
A área a tracejado representa o confronto entre ideias e pessoas na luta pelo futuro. Uma zona de grande confusão, de incongruências, de procura de novas lógicas. As velhas ideias a resistirem e as novas a lutarem para a nova era.

Esta fase requer que os indivíduos se transformem, se modifiquem, nos seus valores, missão, competências e comportamentos. Requer novas pessoas com ideias diferentes, porque os métodos das pessoas da curva anterior já não estão a funcionar. 
Se sentir que está no ponto X, que é um exercício de sensibilidade, comece já a aprender a fazer algo diferente, a inovar, de modo a que, quando encontra o ponto Y, estará em ascensão.
Se nada fizer, bom, vai encontrar na mesma o ponto Y, mas estará a descender e a desesperar.

domingo, 26 de abril de 2015

Padrões de linguagem


Há padrões de linguagem que nos definem como pessoas, a forma como vemos os outros e as situações do dia-a-dia. Neste post, fique com três formas de generalizar.
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1 - Tens de fazer isso já. Devias ir lá o quanto antes. Tenho de te dizer uma coisa. Sinto obrigada a dar-te um conselho. Preciso de te falar.

2 - Não consigo ser diferente. Sou capaz de fazer alguma loucura. É impossível tudo isto estar a acontecer. Eu era incapaz de dizer uma coisa daquelas.

3 - Acontece-me sempre este tipo de coisas. Nunca tenho sorte. Ninguém me ajuda. São todos a mesma coisa.
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Usa estas palavras? Com que frequência? São padrões de linguagem que podem definir muito sobre si e de como vê o mundo à sua volta.

1 - O primeiro é um operador modal de necessidade e pessoas com muitos «tenhos», «deves» e «obrigações» orientam-se pela necessidade. Palavras que impõem limites, fronteiras, obstáculos e compromissos para com elas e os outros.

2 - O segundo padrão é dirigido à possibilidade, pelo que se chama de operador modal de possibilidade. Conseguir ou não, o ser capaz ou não, o ser possível ou não. E a sua utilização mostra se se está ligado à possibilidade ou à impossibilidade. À imposição que fazemos a nós próprios sobre o que somos capazes ou o que achamos ser possível.

3 - No terceiro exemplo, temos os quantificadores universais. Repare como os utiliza, pois pode estar a classificar o todo pelo individual, anulando a diversidade.
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Quantificadores universais e operadores modais são generalizações de linguagem que podem manipular a mente. A nossa ou a do outro. Diz sobre a forma como vemos a vida como também o que queremos dos outros. Podem ser usados intencionalmente para manipular e induzir a conclusões. 

Para desmontar o uso destes padrões, nada melhor do que fazer perguntas: a si próprio ou a quem as usa num argumento.

- Todos mesmo...? Sempre...? Acreditas mesmo que ninguém...
- Tens porquê? Qual é o problema? 
- Tens receio de ser capaz? Que aconteceria se fosse possível? Como sabes que é impossível?

Agora pode «brincar» e fazer a contagem de vezes que profere estas palavras. Os seus amigos ou familiares ou conhecidos. O tens e o deves carregam obrigação. Os todos, o ninguém ou o sempre tornam o mundo igual e fatal. O capaz, posso ou consigo dizem do que pensa ser capaz ou não... 

segunda-feira, 16 de março de 2015

Foco na mensagem ou na estrutura?


O foco de grande parte dos oradores é a mensagem. E assim esquecem por completo a estrutura. Custa a perceber que a eficácia da mensagem verbal assenta no que se faz à volta dela... Pois bem, analise o quadro acima e experimente debruçar-se sobre estes factores. Vai ver que a sua mensagem vai passar com mais eficácia.

A regra das 3 partes ajuda a estruturar o que vai dizer e como vai fazê-lo. Desde a entrada em palco até que o abandona. O orador é definido também pelo que faz no antes, no durante ou no depois. O que faz com o corpo, como se movimenta, como usa as pausas.

A regra das três partes é válida até para os sintomas do orador medroso, desconfortável e nervoso. No próximo post dir-lhe-ei como se manifesta...


Boas apresentações

quinta-feira, 5 de março de 2015

Public Speaking - 4 sugestões e 9 erros


Os problemas mais comuns quando se fala de public speaking são o que fazer com os braços, onde colocar as mãos, a posição em palco e que postura adoptar. Eis algumas dicas sobre o que fazer com o seu corpo enquanto fala para uma audiência:

Na verdade, a primeira ajuda visual que tem ao seu dispor é o corpo. Não tente controlar os movimentos e os gestos. Vai perceber-se e parecer nervosismo. Alguns princípios básicos para causar uma boa impressão em palco:

1Mantenha os braços ao longo do corpo prontos a serem usadas como reforços comunicativos.

2 – Tenha as mãos livres, sem objectos, para que não brinque com eles e dê elementos de distracção para a audiência. A menos que seja o comando do powerpoint.

3Use pelo menos duas posições no palco para variar alterar o ângulo de visão que a audiência tem sobre si.

4 – Se está a usar o powerpoint e precisa circular no palco, desligue o slide com o comando, passe então pela frente, encontre a sua posição e faça surgir de novo o slide no ecrã.

9 erros mais comuns na arte de falar em público

1 - Braços ou mãos cruzados = atitude fechada.
2 - Mãos nas ancas = arrogância e desafio
3 - Polegares na cintura = inestético, pouco profissional
4 - Mãos cruzadas à frente = vergonha, embaraço
5 - Mãos atrás das costas = embaraço, atitude fechada
6 - Mãos postas = pose de oração, submissão
7 - Tocar o corpo, as roupas, coçar (nariz, orelhas, cabelo, cabeça) = nervosismo
8 - Mãos nos bolsos = não profissional, demasiada descontracção

9 - Objectos nas mãos = Defesa, embaraço

domingo, 1 de março de 2015

5 tipos de pessoas tóxicas...


Acabei de ter uma experiência muito intensa relacionada com toxicidade emocional e resolvi escrever este texto. Há muito que não me sentia assim. Umas horas depois de ter tido contacto com um grupo de pessoas num evento institucional estava de rastos. Emocionalmente esgotado. 

Ninguém foi desagradável ou desadequado. Pelo contrário, todos os preceitos de cortesia foram verificados: cumprimentos, apertos de mão e sorrisos sociais estiveram presentes. Porém, depois de tudo isto a razão processar, ficou o facto: o efeito físico manifestou-se com grande intensidade, acompanhado de um enorme cansaço emocional. Pensamentos negativos, falta de motivação, inspiração zero, energia inexistente e um subtil e insistente desencanto.

Provavelmente, já sabe que há pessoas que afectam o seu bem-estar. Provavelmente, não se apercebeu o quanto essas pessoas o/a podem afectar. Mesmo que não lhe dirijam palavras ou sequer o/a olhem, fique com a certeza absoluta de que a sua simples presença afecta o seu equilíbrio, o ponto mais fulcral que contém a sua energia mais pura: o seu centro.

Principalmente, há 5 tipos de pessoas sugadoras de energia:

1 - Pessoas que mentem
2 - Pessoas que acusam
3 - Pessoas que querem mudá-lo/a
4 - Pessoas que querem usá-lo/a
5 - Pessoas que pensam de mais nelas próprias

Hoje foi dia de procurar leituras inspiradoras, falar com pessoas que gostam de mim, procurar o que quero e pensar o melhor de mim. E afinal o que colhi no dia de hoje? 
Que não se trata de evitar, trata-se de escolher definitivamente o que fazer.

1 - Trata-se de escolher as pessoas com quem quero e prefiro estar; 
2 - Trata-se de fazer o que me interessa e dá energia;
3 - Trata-se de aceitar apenas convites para eventos ou encontros institucionais que tragam oportunidade de conhecer novas pessoas;
4 - Trata-se de aceitar convites para eventos ou encontros formais ou informais que signifiquem possibilidades relacionadas com: ideias, situações, negócios, experiências e boas práticas;
5 - Trata-se e fazer o que penso acrescentar algo e não cumprir preceitos sociais ou institucionais...

Provavelmente, o que leu não é novidade. Para mim, não é, mas fiz questão de escrever para manter bem presente que pessoas tóxicas, ainda que polidas, esgotam-me e afectam o meu centro.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O layout do public speaking

A mensagem é para ser ouvida e também vista...
Falar em público é muito mais do que subir a um palco e dizer umas palavras a um grupo de pessoas. Há que fazer um esboço, um layout da sua apresentação. Se pegar num jornal ou numa revista, pode aperceber-se de que todo este material está paginado de uma certa forma, há designers a trabalhar no visual da mensagem e há jornalistas e autores a trabalhar a mensagem em si.

1 - Capa (determina as vendas)
2 - Títulos, tipo de letra e assuntos
Níveis de leitura no miolo, páginas interiores
3 - Título
4 - Antetítulo
4 - Fotos
5 - Legendas
6 - Destaques
7 - Lead (texto de entrada)
8 - Subtítulos
9 - Parágrafos
10 - Negritos e Itálicos
11 - Caixas de texto

Como vê, todos estes níveis de leitura são criados intencionalmente para garantir a atenção de quem lê. Como os leitores são diferentes, podem prender-se por factores também diferentes. Por exemplo, uns pelo título, imagens, e destaques. Outros pelo título, imagens, legendas, antetítulo e subtítulos. Independentemente de tudo, às vezes o aspecto da mensagem quase assume mais interesse do que a própria mensagem.

Aspecto Gráfico + Conteúdo = Mensagem

Agora vamos à mensagem dita, ao public speaking, em forma de discurso ou apresentação. Poderá falar-se de layout da mensagem dita, em português, de esboço? Claro. E você é o designer que dispõe os elementos de forma a ficarem o mais atractivos possível. Assim, seguindo esta linha de abordagem, na mensagem dita, os níveis de interesse podem ser mantidos através dos seguintes factores que completarão o aspecto geral da mensagem dita:

1 - Título da apresentação
2 - Tom de voz
3 - Volume (projecção)
4 - Ritmo
5 - Pausas
6 - Variação vocal
7 - Movimento das mãos
8 - Posição dos braços
9 - Olhar
10 - Expressões faciais
11 - Linguagem corporal (não-verbal)
12 - Uso do palco (movimentação)
13 - Mensagem - Factos, Números, Histórias (metáforas, analogias, associações)

Basicamente, são estes os factores que tem de ter em conta quando sobe a um palco ou fala para um grupo de pessoas. A mensagem é para ser ouvida e vista. Tenha em conta os 13 itens anteriores e vai melhorar rapidamente as suas capacidades de oratória antes mesmo de começar a praticar. 

Agora, para que tudo aconteça, é praticar, praticar, praticar

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Uma ferramenta de Coaching

Esta é uma excelente ferramenta para tirar uma «fotografia» à situação, a si ou à organização, no que respeita a Recursos, Limitações, Obstáculos e Possibilidades. No quadro seguinte tem os campos preenchidos de forma a poder identificar o que analisar e no que reflectir. Reproduza o quadro num papel, identifique uma área da sua vida que queira analisar. Pode ser da vida pessoal, profissional, pode ser até referente à empresa. Um projecto, um problema, uma decisão que tem de tomar.


O que é SWOT?
Strengths - Weaknesses - Opportunities - Threats
Forças - Fraquezas - Oportunidades - Ameaças

Esta ferramenta simples é um bom começo para estimular à acção, ao movimento, e abrir caminho. As Forças Internas Positivas relacionam-se com a motivação, a coragem, a determinação, etc. As Fraquezas Internas Negativas referem-se ao medo, à hesitação, à preocupação, a crenças limitadoras como «eu não tenho jeito», «não consigo», etc. 

As Oportunidades Externas Positivas dizem respeito às circunstâncias exteriores que favorecem o seu plano, por exemplo ter amigos, pessoas que o/a ajudam, capital para investir, tempo, etc. Por fim, as Ameaças Externas Negativas referem-se ao contexto adverso, como distância, falta de apoio, dinheiro, etc.

Agora, é começar a preencher os campos até ter uma fotografia clara da situação que quer trabalhar. Quanto mais detalhes, mais definição. Poucos detalhes, a «foto» pode sair a preto e branco ou ficar fosca. O que prefere?