segunda-feira, 27 de julho de 2015

Mente e corpo são o teu templo


De todos os métodos criados até hoje,
o coaching é talvez o mais perfeito... 

Toda a actividade de coaching dedica-se a trabalhar crenças, convicções e a fé. Sim, isso mesmo. Trata-se de devolver ao indivíduo a sua liberdade, o seu poder pessoal e a sua responsabilidade, tornando-o no maestro da sua vida.

No coaching, o teu corpo e a tua mente são o teu templo, onde residem todas as capacidades e possibilidades de escolha. No coaching a tua missão não é a de adorar ou agradar a entidades ou sequer provar-lhes alguma coisa. Pelo contrário, a tua missão és tu e deves gostar de ti em todas as tuas vertentes.

Portanto, tudo depende de ti, da tua força de vontade, do querer, da fé que tiveres em ti próprio. Tal como o mestre disse ao seu discípulo, «Eu não posso ensinar-te nada, a menos que estejas disposto a aprender. Não depende de mim, mas sim de ti, da tua disponibilidade para contigo mesmo...», também no coaching a condição primeira é a disponibilidade, para saber o que resulta.

Os dois pilares essenciais:
1 - Experimentar para ver e sentir o que funciona melhor.
2 - Assumir sempre que o que queres já está realizado.

Nota final: as técnicas usadas no coaching são estratégias e uma estrutura para te colocares no tempo e no espaço adequado para te realizares. E o coach é apenas um parceiro, pois tu és sempre o maestro.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Sucesso é ser...


O sucesso é tido como algo palpável que pode ser perseguido. 
Durante anos e anos ouvi isso repetido vezes sem conta

Um dia percebi que em primeiro o sucesso é um conceito e como tal varia conforme a pessoa e o contexto. Em segundo não é palpável, apenas verificável, não podendo ser perseguido. Em terceiro e último, é um sentimento.
Quando me sinto satisfeito estou em sucesso. Se estou a fazer o que quero e acompanho com quem gosto estou em sucesso. São coisas simples como estas que compõem um propósito, um significado e o sucesso em si. Sucesso é um sentimento interno que tem um ponto comum: satisfação duradoura.

Não se prenda com definições concebidas em livros ou por pessoas que lhe dizem que sucesso é ganhar ou ser melhor do que os outros, ser rico, ter poder, estatuto ou posição.
Quer um exemplo? Escreva a palavra «sucesso» ou «success» no Google, clique em «imagens» e veja as que lhe surgem. Perceberá do que estou a falar. 

Se não tiver uma satisfação duradoura, nada feito. Se apenas depende de eventos esporádicos, nada feito. Tem de ser algo subtilmente duradouro, um estado de espírito de satisfação. 

Não se trata de atingir, trata-se de Ser

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O que tu dizes não interessa para nada


Uma das características da era da comunicação é que quase toda a gente passa quase o tempo todo a dizer coisas que depois não acontecem nem concretizam. 

Principalmente que não concretizam...

A diferença entre o que se passa e o que se disse antes é de grande monta. Digamos que dos 100% do que se diz só 7% é que acontece. Em média. Portanto, tanta palavra, tanto ruído vocal para tão pouco...
A questão do dizer e do fazer leva-me ao tema Compromisso, pois de cada vez que se fala assumem-se ideias, condutas e intenções. Ao falar, as pessoas comprometem-se. Se não há ligação entre o que se diz e o que se faz e o que acontece, então a verbalização passa a mero exercício vocal de emissão de ruído sem significado nem propósito.

O professor iraniano Albert Mehrabian, da universidade de Clark, revelou há anos que para haver congruência na comunicação, tanto as palavras, como o tom e a fisiologia devem estar alinhados. Segundo Mehrabian, o que conta na comunicação divide-se assim...

7% das palavras - 38% do tom - 55% da fisiologia

Ora vê por exemplo alguém que emite um ruído vocal do tipo «Eu até te aprecio...» e ao mesmo tempo desvia o olhar, baixa o tom de voz e mostra algum desconforto físico. Mais não será necessário dizer.
Pensa agora no que tens andado a dizer e a fazer... Será que dizes e fazes ou apenas emites ruído e nada acontece? 

Verdade mesmo é que o que tu dizes não interessa para nada, apenas o que tu fazes conta para alguma coisa, para ti e para os outros

domingo, 5 de julho de 2015

A teoria do «Não há Alternativa»


O que se passa com a Grécia tem tudo a ver com o coaching. Alternativas, possibilidades, formas diferentes de ver e fazer as coisas. Todos os sistemas evoluem com alternativas, se assim não fosse não tínhamos hoje telemóveis, aviões, comboios, computadores, etc. Porque, na verdade, no momento em que se pensou neles não havia alternativa senão comunicar por carta, ir de cavalo, escrever em papel, etc. 

Ora à luz do coaching, quando se diz que não há alternativa possível, pode haver duas explicações: 

1 - Uma forte probabilidade de se estar a ganhar muito com o sistema presente. Por isso deixa estar como está que eu estou bem e isto está a funcionar para mim
2 - Uma forte probabilidade de se ter tanto medo que se escolha ficar bloqueado, à espera que a coisa se resolva por si própria. 

A discussão à volta do «sim» e do «não» da Grécia e do «não há alternativa» dos que aceitamos como dirigentes faz-me lembrar uma metáfora: 
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A História do Medo 

Num país em guerra havia um rei que, sempre que fazia prisioneiros, não os matava. Levava-os para uma sala onde havia, de um lado, um grupo de arqueiros e, do outro, uma imensa porta de ferro sobre a qual se viam gravadas figuras de caveiras cobertas de sangue e outras imagens ainda mais apavorantes. Nesta sala o rei colocava-os em círculo e dizia-lhes então:

– Vocês podem escolher entre morrer atravessados pelas flechas dos meus arqueiros ou passarem por aquela porta e serem lá trancados por mim!
Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, dirigiu-se ao soberano:

– Senhor, posso-lhe fazer uma pergunta?
– Diga, soldado.
– O que havia por detrás da assustadora porta?
– Vá lá e veja você mesmo, agora.

O soldado abre então vagarosamente a porta e, à medida que o faz, raios de sol vão entrando e iluminam o ambiente… E, finalmente, descobre, altamente surpreendido, que a porta se abria sobre um caminho que conduzia à liberdade!
O soldado admirado fica a olhar para o rei que lhe diz:

– Eu dava-lhes a escolha, mas preferiam morrer a arriscar-se a abrir esta porta...
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Tenho sempre para mim que quem diz «não há alternativa» está a querer que os outros não tenham alternativa para que ele as tenha todas. Há gente interessada que nunca se abra a porta das alternativas unicamente para os outros não terem alternativas.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Liberdade, Independência, Autonomia


São os valores mais mencionados pela maioria das pessoas. Dizem que não têm e gostavam de ter. Que querem encontrar e descobrir uma forma. E pedem que alguém lhes mostre o caminho. Que lhes dêem o que lhes falta. 
Porém, querem e procuram aquilo que já têm. É uma frase brutal, mas também brutalmente verdadeira.

Repara que ninguém te pode dar uma coisa que já tens, a menos que não a queiras usar para continuares a sentir-te dependente. E se é esse o caso é porque tens algo a ganhar, por agora.

Pergunta: como sabes que te falta independência, liberdade e autonomia? O que aconteceria se fosses independente? Se tivesses liberdade, o que farias neste momento? E o que realizarias agora se tivesses autonomia?

Ah, estás na procura e queres. Sim, acredito. Agora nota que a questão do procurar e do querer, se repetidos continuamente, criam a ideia de carência e de escassez. Se queres é porque não tens, se procuras é porque não tens. E a questão aqui é que já tens, só que não usas o poder de as usar. Não queres. E enquanto te convenceres que não tens e alguém tem de dizer-te o que fazer, vais continuar a ser dependente. 

Autonomia, independência e liberdade são atributos de responsabilidade pessoal. Há escolhas que se fazem que implicam abdicar de alguma independência, de liberdade e de autonomia. Mas és tu, somos nós que escolhemos isso, porque faz sentido para nós. Se queres ser mais livre, mais autónomo ou mais independente, tudo depende das escolhas que fizeste, fazes e farás.

O coaching e a neurolinguística são metodologias que vieram dar capacidades para exercer melhor a liberdade, a independência e a autonomia. A maior parte das pessoas ainda pensa que o coach tem capacidade para dar, mas ele só pode mostrar-te e provar-te que já tens tudo isso e encorajar-te a usar esses poderes, sem estabelecer uma relação de dependência. 

O extraordinário é que estas metodologias estão agora ao alcance de todos e com um grau de eficácia absolutamente imperdível. Basta querer, experimentar e iniciar um processo pessoal. Parte desta pergunta inicial?

- O que queres criar?

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A Curva Sigmóide

A vida é uma curva. Melhor, uma sucessão de curvas. Com altos e baixos que têm de ser geridos no momento próprio. Quando se perde esse momento, o desastre está à vista. A equação permanente é saber quando e o que fazer.
A melhor ilustração deste fenómeno é a curva Sigmóide. Tudo começa devagar e vai acontecendo de forma hesitante, com muitas dúvidas e precauções. A certa altura inicia-se uma ascensão até um certo ponto e depois dá-se o declínio. Começamos, Crescemos e Encolhemos. As leis da natureza reflectidas na vida, nas empresas, nas relações, no amor, na carreira, nos produtos, nos serviços, etc. Porém, podemos lidar muito melhor com esta lei, criando ciclos. Isto é, criando novas curvas a partir do topo da primeira.

O símbolo estranho acima representa que no ponto X as coisas estão espectaculares. Sentimo-nos no topo do mundo, tudo está a correr bem e toda a informação que nos chega confirma isso mesmo. Mais dinheiro, oportunidades, clientes, negócios, etc. Para quê mudar no ponto X?

Charles Handy chama ao ponto X de paradoxo. Porque é precisamente aqui que devemos começar algo de novo. Mas se tudo está tão bem, porque haveríamos de mudar alguma coisa? Pois é, o paradoxo é esse, quando está perfeito é sinal que vai iniciar uma curva descendente. Então o que fazem os líderes? Antecipam primeiro que os outros e fazem a inovação.

Exemplos como a Microsoft ou a MacDonalds têm feito, ao longo da sua existência como empresas, várias curvas. Inventam novos produtos, inovam lojas, produtos, pessoas. Poucas são aquelas as que quase se consideram aparentemente excepções, como é o caso da Coca-Cola, que vende o mesmo produto desde o início. Porém, já criou novas curvas recentemente, com outros produtos derivados.

O que acontece é que se ficar no ponto X e continuar apenas a desfrutar, vai encontrar um ponto Y e aí já está a descer, a vislumbrar o desastre. Se fizer a curva ao contrário, como na ilustração, vai encontrar o ponto Y e estará novamente a ascender.
A área a tracejado representa o confronto entre ideias e pessoas na luta pelo futuro. Uma zona de grande confusão, de incongruências, de procura de novas lógicas. As velhas ideias a resistirem e as novas a lutarem para a nova era.

Esta fase requer que os indivíduos se transformem, se modifiquem, nos seus valores, missão, competências e comportamentos. Requer novas pessoas com ideias diferentes, porque os métodos das pessoas da curva anterior já não estão a funcionar. 
Se sentir que está no ponto X, que é um exercício de sensibilidade, comece já a aprender a fazer algo diferente, a inovar, de modo a que, quando encontra o ponto Y, estará em ascensão.
Se nada fizer, bom, vai encontrar na mesma o ponto Y, mas estará a descender e a desesperar.

domingo, 26 de abril de 2015

Padrões de linguagem


Há padrões de linguagem que nos definem como pessoas, a forma como vemos os outros e as situações do dia-a-dia. Neste post, fique com três formas de generalizar.
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1 - Tens de fazer isso já. Devias ir lá o quanto antes. Tenho de te dizer uma coisa. Sinto obrigada a dar-te um conselho. Preciso de te falar.

2 - Não consigo ser diferente. Sou capaz de fazer alguma loucura. É impossível tudo isto estar a acontecer. Eu era incapaz de dizer uma coisa daquelas.

3 - Acontece-me sempre este tipo de coisas. Nunca tenho sorte. Ninguém me ajuda. São todos a mesma coisa.
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Usa estas palavras? Com que frequência? São padrões de linguagem que podem definir muito sobre si e de como vê o mundo à sua volta.

1 - O primeiro é um operador modal de necessidade e pessoas com muitos «tenhos», «deves» e «obrigações» orientam-se pela necessidade. Palavras que impõem limites, fronteiras, obstáculos e compromissos para com elas e os outros.

2 - O segundo padrão é dirigido à possibilidade, pelo que se chama de operador modal de possibilidade. Conseguir ou não, o ser capaz ou não, o ser possível ou não. E a sua utilização mostra se se está ligado à possibilidade ou à impossibilidade. À imposição que fazemos a nós próprios sobre o que somos capazes ou o que achamos ser possível.

3 - No terceiro exemplo, temos os quantificadores universais. Repare como os utiliza, pois pode estar a classificar o todo pelo individual, anulando a diversidade.
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Quantificadores universais e operadores modais são generalizações de linguagem que podem manipular a mente. A nossa ou a do outro. Diz sobre a forma como vemos a vida como também o que queremos dos outros. Podem ser usados intencionalmente para manipular e induzir a conclusões. 

Para desmontar o uso destes padrões, nada melhor do que fazer perguntas: a si próprio ou a quem as usa num argumento.

- Todos mesmo...? Sempre...? Acreditas mesmo que ninguém...
- Tens porquê? Qual é o problema? 
- Tens receio de ser capaz? Que aconteceria se fosse possível? Como sabes que é impossível?

Agora pode «brincar» e fazer a contagem de vezes que profere estas palavras. Os seus amigos ou familiares ou conhecidos. O tens e o deves carregam obrigação. Os todos, o ninguém ou o sempre tornam o mundo igual e fatal. O capaz, posso ou consigo dizem do que pensa ser capaz ou não...